Campos critica maneira de aprovação de projetos no Congresso
Ele elogiou, no entanto, a iniciativa do Senado de aprovar o projeto proibindo propaganda de cigarros e outros artigos de fumo. Segundo o senador, o capitalismo apropriou-se do fumo ritual dos índios e transformou-o numa mercadoria que vicia e mata as pessoas. O instrumento que leva as pessoas a se viciarem no cigarro é, justamente, a propaganda, disse.
Lauro Campos elogiou também o grande debate que se travou na Casa sobre o assunto, havendo espaço para argumentos de todos os matizes.
- Fiquei perplexo diante de senadores declarando que o cigarro não vicia e que deixar de fumar é fácil, mas foi democrático que todos tivessem tido espaço para defender seus pontos de vista - afirmou.
O senador pelo DF lembrou ter deixado de fumar em 1976, quando morava na Inglaterra.
- E sofri muito para fazê-lo: angústia, tonteira, tremor nas mãos e dificuldade de falar. Fico satisfeito de ter conseguido êxito, porque os médicos dizem que já teria morrido há doze anos atrás, se tivesse continuado a fumar. O cigarro levou meu pai e 4 de seus irmãos à morte por enfizema e, provavelmente este teria sido meu destino - afirmou.
Os senadores Romero Jucá (PSDB-RR), Ademir Andrade (PSB-PA) e Carlos Wilson (PPS-PE), presentes à sessão, também disseram não fumar e Lauro Campos congratulou-se com eles por estarem participando de uma "sessão não-fumante".
09/02/2001
Agência Senado
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