Campos troca candidatura por unidade
Campos troca candidatura por unidade
Eduardo insiste em aliança dos partidos de oposição a Jarbas Vasconcelos
O deputado federal Eduardo Campos (PSB) anunciou, ontem, que abrirá mão de sua pré-candidatura ao Governo do Estado em nome da unidade de esquerda. O parlamentar se reúne hoje, às 15h30, com a Executiva Regional do partido para reafirmar que concorda com a postura tomada anteriormente por sua legenda em não indicar nomes agora na corrida eleitoral de outubro. "Minha contribuição é dizer que não sou candidato, que não me coloquei como candidato", assegurou.
Para demonstrar que não está blefando, Eduardo revelou que vai orientar o PSB para não tratar de eleição nas próximas propagandas políticas do partido no rádio e na TV. Segundo ele, as peças publicitárias deverão abordar os problemas de Pernambuco de uma maneira geral. Elas começam a ser exibidas no dia 20 deste mês em cadeia de rádio e TV.
A nova postura de Eduardo Campos é uma crítica indireta ao pré-candidato do PT a governador do Estado, o secretário de Saúde do Recife, Humberto Costa. O PT vem dedicando todos os horários de propaganda política gratuita na TV a Humberto. Nas inserções que estão indo ao ar, o secretário faz críticas à administração do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).
Na avaliação de Campos, está na hora de as direções dos partidos de esquerda no Estado assumirem a condução do processo eleitoral em vez de jogar a responsabilidade para os pré-candidatos. "É preciso entregar o processo eleitoral à direção dos partidos. Sempre trabalho a unidade. Foi assim nas eleições de 86, 90 e 94. Me sinto no dever de dar minha contribuição nesse momento crítico", afirmou.
OPOSIÇÃO - Quanto às declarações do governador de que quanto mais confusa esteja a oposição melhor para ele e para a aliança governista, Eduardo afirmou que a situação de Jarbas não é nada boa. "A esquerda precisa cobrar do governador o que ele prometeu e não fez. Entregou a população a um clima de terror e abandono", disse.
O parlamentar disse também que a oposição precisa enfrentar o Palácio das Princesas, cobrando o que foi prometido. "Estou procurando dar minha contribuição para que a oposição faça essa política do ponto de vista do conteúdo, da cobrança e da apresentação de propostas", comentou.
Para Humberto Costa, as críticas de Jarbas são "despistes" para tentar confundir a oposição. "Ele sabe que a sua situação ficará mais difícil se tivermos mais de uma candidatura de oposição. Serão vários candidatos fazendo críticas ao mesmo tempo à administração dele e em várias cidades do Estado", comentou.
Segundo o deputado estadual José Queiroz (PDT), o governador não está tranqüilo com sua base de sustentação. "Jarbas esqueceu as recentes farpas que houve entre setores do PFL e do PSB e do próprio PMDB. Ele precisar se preocupar muito com seu palanque e não com o da oposição. Porque no conjunto da oposição há cinco nomes estratificados. Temos três para o governo do estado e dois para senador. Entre nós é mais fácil do que se imagem a montagem do palanque", garantiu.
TCE aprova contas da AL com ressalvas
Tribunal quer Ministério Público investigando subvenções pagas pela Assembléia a entidades filantrópicas
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou ontem a prestação de contas de 1998 da Assembléia Legislativa (AL). Com duas ressalvas, o relatório do processo, cuja análise ficou a cargo do conselheiro Fernando Correia, foi acatado por unanimidade pelo pleno do Tribunal. A equipe de auditoria do TCE fez oito questionamentos aos gastos da AL. No entanto, todas as justificativas apresentadas pelo 1º secretário do Legislativo estadual naquele exercício, deputado Sebastião Rufino (PFL), foram aceitas por Correia.
As ressalvas (recomendações) formuladas estão relacionadas com as subvenções sociais concedidas pelos deputados a entidades filantrópicas e às verbas de gabinete. O relator Fernando Correia determinou que o Ministério Público Estadual seja notificado para que apure as responsabilidades civis e criminais das entidades pela ausência de prestação de contas e pela não comprovação da aplicação correta dos recursos públicos recebidos por elas em 1998.
Duas delas, Centro Social da Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Morro e o Centro Comunitário Sebastião Pontes, prestaram contas (já aprovadas pelo TCE) e estão fora da lista. Mas a determinação feita ao Ministério Público vem tarde, uma vez que o órgão já está trabalhando para punir entidades que usaram os recursos indevidamente. Em março, será a vez das contas de 1999 da AL serem submetidas ao pleno do TCE. O processo também está a cargo de Fernando Correia.
FHC repudia uso da máquina
Presidente fez balanço de sete anos de governo e concluiu que o resultado é positivo
BRASÍLIA - Ao fazer o balanço dos sete anos de seu governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que a utilização da máquina pública nas eleições tornou-se inútil e não rende mais votos como no passado. "Será ridículo pensar em utilizar a máquina, até porque as máquinas são inúteis para o voto. Isso foi no passado. São negativas, inúteis para o voto".
O presidente fez um balanço positivo de sua gestão, lembrando que assumiu o cargo num momento em que o País estava sem rumo e que muitos acreditavam que o Governo não teria capacidade de controlar a economia. Segundo ele, eram apresentadas idéias simplistas de combate à inflação que foram evitadas pela equipe econômica, como o controle de preços.
"Havia um desânimo. Ao invés de cedermos ao desânimo nos organizamos, trabalhamos e fomos repondo a normalidade", disse ele, lembrando que politicamente o momento também era delicado devido às conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito do Orçamento. "Nenhum país se mantém ativo se não tem perspectivade futuro, se não é capaz de definir para onde vai", acrescentou.
Segundo o presidente, foi feita então uma opção por um projeto nacional de substituição de importações e da retomada do poder do Estado de arrecadar impostos e investir em infra-estrutura. "A inflação corroía a capacidade do Estado de ser investidor", justificou.
FHC afirmou que o projeto pensado por seu Governo - o Avança Brasil - envolve a participação da sociedade, pois tem como pressupostos que a solução dos problemas não pode ser unicamente estatal e "o planejamento não pode ser fruto de tecnocratas que decidem o que é melhor e pior". A partir daí, afirmou ele, foi programado um plano de governo baseado em eixos de desenvolvimento para garantir a integração nacional.
Ele disse que a crise energética ajudou o Governo a ser realista e dar mais valor ao "povo fantástico que temos e menos aos tecnocratas". A crise, segundo FHC, ocorreu porque faltou água; e também porque o modelo de infra-estrutura que estava em marcha não estava bem"equacionado".
O presidente afirmou ainda que aumentou a capacidade energética do Nordeste em 3,5 mil MW e que construiu 12 aeroportos e vários portos, reduzindo os custos do transporte. Ele ainda disse que não faltarão recursos para investimentos que visem à valorização do Rio São Francisco.
PFL insiste na unidade da aliança
BRASÍLIA - O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), insistiu ontem, durante encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso, na tese da manutenção de uma aliança entre os cinco partidos que apóiam o governo: PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB. Depois de apresentar uma pesquisa encomendada pelo partido, que apresenta um crescimento da governadora Roseana Sarney, pré-candidata pefelista, Bornhausen disse ao presidente que o candidato da aliança deve ser aquele que estiv er melhor nas pesquisas.
"Cada partido deve fazer seu jogo e voltar a conversar em maio. A aliança deve ser mantida e o nome do candidato deve ser aquele que estiver em melhores condições para ganhar", disse Bornhausen. No encontro, o presidente e Bornhausen decidiram continuar com as conversas para manter a aliança. Bornhausen reafirmou que o PFL dará sustentação ao Governo no Congresso, mesmo que os dois partidos não estejam juntos nas eleições.
Antes do encontro, o senador negou que o PFL vá entregar seus cargos no Governo antes da data de desincompatibilização, dia 6 de abril. "Nós temos o compromisso de apoiar esse Governo no Congresso até o último dia", reiterou Bornhausen. Os ministros que vão ser candidatos nas eleições de outubro deverão deixar o Governo, até 6 de abril.
Isso inclui os pefelistas, Carlos Melles (Esportes e do Turismo), Roberto Brant (Previdência) e José Sarney Filho (Meio Ambiente). O único a permanecer no Governo seria o ministro de Minas e Energia, José Jorge, que por não disputar as eleições, deve ficar no cargo enquanto o PSDB e o PFL continuarem sendo aliados. José Jorge se elegeu senador em 1998.
licença - Bornhausen confirmou intenção de licenciar-se do mandato para se dedicar, exclusivamente, à campanha presidencial da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL). Ele não crê em mudança de cenário, mas, na hipótese de o quadro virar, o presidente pefelista afirmou a FHC, não terá qualquer dificuldade em apoiar o ministro da Saúde.
O adversário de Serra, hoje, insistiu Bornhausen, não é Roseana, masLula e o governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB). "Lula vem fazendo trajetória inversa à de Roseana. Ela cresce e ele vem perdendo pontos", afirmou o presidente pefelista, na conversa.
Carro de deputado do PSB leva dez tiros
Presidente da Assembléia do Ceará escapa do tiroteio
FORTALEZA - O carro do presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, Wellington Landim (PSB), foi atingido por dez tiros, anteontem, às 22h40. Ele estava no estúdio de uma produtora, no bairro Aldeota, quando dois homens tentaram entrar no automóvel dele. O motorista de Landim estava sozinho no veículo, um Astra prata. Landim é candidato a governador pelo PSB.
Ontem, a Superintendência Polícia Civil divulgou o resultado parcial da perícia feita no carro De acordo com a análise dos peritos, dez tiros foram disparados contra o carro de Landim sete dos quais partiram de uma pistola de calibre 380, de propriedade do tenente Feitosa, ajudante-de-ordens da Assembléia Legislativa que o acompanhava. O superintendente da Polícia Civil, César Wagner, descarta a possibilidade de atentado.
Houve troca de tiros entre o tenente e os bandidos, que fugiram. Ontem, Landim exigiu a "apuração verdadeira e imediata dos fatos". Mas preferiu, alegando motivos éticos, não qualificar a ação como atentado. "Não queremos aqui fazer pré-julgamento", disse. De acordo com o delegado Idarlan Rodrigues, as circunstâncias indicam tratar-se de uma tentativa frustrada de assalto.
Até 2001, Landim era do PSDB e um dos principais aliados do governador Tasso Jereissati (PSDB). Landim rompeu com Tasso e filiou-se, em outubro, ao PSB para disputar o Governo cearense. Com o seu apoio, foi instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura supostas irregularidades no Banco do Estado do Ceará (BEC), que teriam sido praticadas no segundo mandato do governador.
Hoje, Landim é visto como inimigo político de Jereissati. Em várias ruas de Fortaleza, existem, desde janeiro, cartazes divulgando uma revista que traz o presidente da Assembléia na capa. Neles, há frases provocadoras como O homem que peitou Tasso e David X Golias.
Artigos
Nelson: o centenário em sete evocações
Jairo Cabral
O apito tocou, o acorde soou, a orquestra tocou aquela introdução e o Recife neste Carnaval rende homenagem ao maior compositor de Pernambuco: Nelson Ferreira das sete evocações. Nelson com muita maestria, soube cantar a alma da sua gente, da sua terra, dos personagens que no dia a dia da história, construíram a nossa cultura, o nosso folclore, o nosso Carnaval. Nelson cronista musical, cantou como ninguém a alegria e a tristeza, o deboche e a graça, a beleza e a criatividade que se mesclam na alquimia perfeita do maior Carnaval do Mundo.
Nelson evocou primeiro, o Carnaval do Recife de antigamente. Nas figuras de Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon e seus blocos famosos. Das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apois Fum, que faziam a cidade adormecer ao som de tristes melodias.
Depois reverenciou na segunda evocação, Chiquinha Gonzaga do abre alas que eu quero passar, os sambistas do Rio de Janeiro, as escolas, os ranchos e as batalhas de Vila Isabel do boêmio Noel. Não esqueceu de Lamartine Babo, o carioca esperto que dos irmãos Valença tomou emprestado a marchinha o teu cabelo não nega.
Na terceira evocação, cantou a saudade de Mário Melo que de cabelos desgrenhados, frevando sem parar, defendeu Vassourinhas, Pão Duro, Dona Santa, Batutas, Canindés, Clube, troça, maracatu, caboclinho, folião de todos os gêneros, que hoje do palanque sem fim lá do espaço, bate palmas para o frevo e para o passo.
Homenageou, na quarta evocação, o mestre Vitalino do boneco de barro lá de Caruaru, que Dona Santa da boneca de cera, despertou com o seu maracatu Elefante de baque virado, cortejo real da louvação negra. Vitalino das mãos encantadas, modelou no barro a fantasia do carnaval: o boneco passista, 0 caboclo de lança, o rei e a rainha do maracatu.
Na quinta evocação, foi danado prá Catende com vontade de chegar, no trem da poesia chamado Ascenso Ferreira. Poeta maior no tamanho e na arte de fazer poema, cuja filosofia de vida assim resumia: "hora de comer - comer, hora de dormir - dormir, hora de vadiar - vadiar, hora de trabalhar pernas pro ar que ninguém é de ferro". Foi assim que Nelson lembrou, o grande Ascenso do chapéu grande, eterna saudade na nossa lembrança.
Manoel Bandeira, outra glória de Pernambuco, foi o homenageado na evocação número seis. Do jardim fértil da sua poesia brotou: "menina dá-me uma rosa, roseira dá-me um botão". Manuel Bandeira, o Manduca Piá, letrista musical de fina sensibilidade. Recife das ruas da Saudade e da União, brasileiro como a casa do seu avô. Recife a estrela da vida, inesgotável na sua saudade.
As ruas da minha infância é a sétima evocação. O Recife que Nelson tanto amou, é de novo lembrado no passeio reminescente pela memória de ruas antigas. Ruas cheias de sonhos, alegria e esperança, da meninice bem vivida do moleque peralta. Ruas de confeti e serpentina, de pierrôs e colombinas, do corso agitado, de Vassoura do frevo rasgado, de blocos dolentes de vilões seresteiros e de alegres mascarados. Ruas de brincadeiras, das famílias nascalçadas, dos pregoeiros a gritar: amolador de tesoura, espanador, vasculhador e abano. Olha o carvão. Ruas de muitas lembranças: Augusta, Hortas e Alecrim. Alecrim que floresceu na aurora. Aurora mulher do amor maior, que enfeitou a sua vida. É grande a saudade que bate no peito do Recife. Saudade presente de Nelson. De Nelson de todos os frevos, de todas as notas, de todos os tons, das sete evocações.
Colunistas
DIARIO Político
Maracatu mal ensaiado
Primeiro foi o vice-prefeito Luciano Siqueira, do PCdoB, de fato o único aliado de João Paulo, que mandou parar o andor para não derrubar o santo que é de barro mesmo. Agora Eduardo Campos (PSB-PE) diz que nesse maracatu mal ensaiado ele não entra, ou seja, não encabeça uma chapa para disputar o Governo Estado na confusão que está aí, onde todos falam e ninguém se entende, para delícia de Jarbas Vasconcelos que assiste de camarote essa desarticulação generalizada, o que deve ani má-lo ainda mais a disputar um segundo mandato. A decisão de Eduardo Campos não foi de repente, como muita gente poderia imaginar. Desde a semana passada o deputado vem conversando com representantes de todos os partidos de esquerda e há dois dias esteve com João Paulo durante três horas no Costa Brava. Também conversou longamente com Arraes e Jorge Gomes e eles concordaram com suas colocações. Assim, ele anuncia formalmente, hoje, que ninguém está autorizado a falar de sua candidatura a governador, que na verdade nunca foi posta, colocando-se à disposição das legendas oposicionistas para continuar dialogando em busca do consenso quanto ao palanque das oposições na eleição de outubro. Com isso, acredita que reforça a posição do PCdoB, que criticou o PT de não dialogar com as esquerdas e alertou sobre a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva não adotar alianças amplas nos Estados. E ajuda o PT e os outros partidos a reiniciarem as articulações em busca de um entendimento.
Jarbas Vasconcelos decidiu que não viajará nesse Carnaval. O governador vai ao Galo da Madrugada no sábado, está em dúvida se passará em Bezerros para a festa dos Papangus no domingo e nos outros dias disse que se dividirá entre o Recife e Olinda
Mudança Quem não leu direito o Diário Oficial do Estado ultimamente, não soube que Raul Henry tem um novo adjunto na Secretaria de Educação e Cultura: Chico de Assis, ex-secretário de Ação Social da PCR na administração Roberto Magalhães. Por que mudou, poucos devem saber.
Livre Zeca Cavalcanti, advogado e petista de carteirinha, anuncia o Chié no Mangue, bloco criado para fazer oposição ao Caranguejo no Caçuá e Siri na Lata "porque é livre dos opressores, ao contrário deles, que já nasceram oprimidos". O lançamento foi ontem à noite, no Bar Royal, Recife Antigo.
Espaço 1 Sem espaço no PFL, Joaquim Francisco (foto) resolveu ir à luta: através da ONG Pró-Cidadania o deputado está aparecendo em todas as emissoras de TV falando sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Espaço 2 Durante meio minuto o deputado fala da importância da LRF para moralizar o Brasil mas fica claro que o objetivo é colocá-lo na mídia, nessa fase pré-eleitoral. Ou seja, quem não tem PFL, vai de ONG.
Eleição Quando Carlos Eduardo Cadoca Pereira deixar a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo em abril, para disputar um novo mandato na Câmara dos Deputados, o superintendente do Porto de Suape, Fernando Jordão é o mais cotado para substituí-lo.
Defesa Inocêncio Oliveira (PFL-PE) acha que José Sarney em vez de tirar vai acrescentar votos à Roseana Sarney, e defendeu com ardor o pai da governdora do Maranhão:" Sarney é um estadista e a ele o Brasil deve a transição democrática sem a qual não existiria a estabilidade econômica".
Barraca 1 Olinda 40 Graus é o nome da barraca que o PSB inaugura hoje, às 19h, na Praça da Preguiça, Carmo. O vereador socialista Pedro Mendes comanda a festa que será animada pela banda Almocreve e o Mangeru.
Barraca 2 Na mesma praça o PT também monta sua barraca ,O feitiço da estrela, às 20h, no Carnaval de Olinda. Na segunda-feira, de lá sai o bloco do partido com a propaganda Lula é Brasil- Humberto é Pernambuco.
Desfile Os servidores da Assembléia Legislativa entram na folia, hoje, quando desfilam pelas ruas do Centro no bloco Sisalepe no Frevo, que tem o apoio de todos os deputados. A concentração começa as 17h, no Anexo III.
Editorial
Proteger Porto de Galinhas
Está em curso uma manobra para tornar a praia de Porto de Galinhas um espaço deformado urbanisticamente. E deteriorado turisticamente. A prefeitura de Ipojuca parece não ter pulso administrativo para conter as pressões que sobre ela tem sido exercidas por grupos empresariais. E a Câmara de Vereadores aparentemente está indecisa sobre o que fazer.
A história é simples. Há seis meses, a Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife - Fidem encaminhou planta diretora àquela prefeitura estabelecendo normas para construção na orla. Com o apoio de membros da Associação de Moradores local, o mencionado estudo foi aperfeiçoado, transformado em projeto-de-lei, submetido à Câmara de Vereadores do município e, finalmente, aprovado no final do ano passado.
A lei é coerente com os objetivos de preservar a praia de Porto como opção de excelência do turismo regional. Por um motivo claro: evita que um terreno, onde atualmente uma família constrói uma residência para que morem quatro pessoas, se transformenum edifício para abrigar seis famílias, morando vinte e quatro pessoas. Imagine-se o que isso significaria para a ocupação distorcida daquela parte do litoral se praticado esse tipo de política em toda a extensão da área. Basta olhar o que acontece em outros trechos litorâneos de Pernambuco.
Pois bem: aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito, há menos de noventa dias, a mencionada lei corre o risco de ser revogada em parte. E por iniciativa do próprio Executivo municipal que a sancionou há pouco e que, agora, enviou projeto-de-lei à Câmara Municipal alterando dispositivos da lei recentemente aprovada. Não há raciocínio lógico capaz de justificar o encaminhamento feito pelo Executivo de Ipojuca. Sobretudo porque ficou perfeitamente esclarecido, quando da discussão da lei em vigor, que qualquer alteração de suas disposições só seria feita depois de estudo da capacidade de carga suportada pela área objeto da regulamentação.
Somente a associação perversa que junta pressão de empresas e falta de vontade política pode provocar o prejuízo social e econômico que se planeja perpretar contra o mais valioso patrimônio natural do litoral pernambucano. Espera-se reflexão por parte de investidores cuja visão pode enxergar não apenas o curto prazo do lucro imediato. Em Porto de Galinhas há oportunidades de investimento inteiramente compatíveis com a qualidade ambiental que se deseja para mantê-la íntegra e bela.
De outra parte, espera-se igualmente da prefeitura de Ipojuca que peça devolução à Câmara do projeto-de-lei, porque tal iniciativa só poderia estar amparada por estudo de capacidade de carga claramente definida. Finalmente, aos vereadores do município pede-se que continuem a honrar, como têm honrado até hoje, o compromisso que assumiram com a cidadania que os elegeu.
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02/07/2002
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