Cândido: caso do cadete que morreu em treinamento deve ser reaberto
O senador considera um absurdo que, pelo tratamento dispensado ao seu comandado, o tenente De Pessoa tenha sido condenado pelo Superior Tribunal Militar a uma simples pena de três meses de prisão, julgado por "maus tratos a inferior", e ocupe hoje o posto de capitão. Segundo Cândido, o então tenente não apenas se omitiu no socorro a Márcio como também o chutou violentamente, o que pode ter contribuído para a sua morte. Só a omissão de socorro deveria levar o militar a ser condenado por homicídio culposo, sustentou o parlamentar.
- Três meses de prisão é uma pena muito branda para um crime tão bárbaro. Se um servidor público subtrai um objeto da repartição é demitido. Não é justo que se dê mais valor a um bem material que à vida - argumentou Cândido.
O senador citou outros casos de negligência ou erro de autoridade. Um deles foi a queda do alambrado do estádio de São Januário, no Rio, durante o jogo que decidiria o campeonato brasileiro, em dezembro do ano passado. No acidente, segundo Cândido provocado pela irresponsabilidade dos dirigentes do Vasco da Gama, 159 pessoas foram feridas. O senador lembrou ainda a tragédia cotidiana dos casos de dengue, devidos, entre outras causas, conforme afirmou, à demissão de servidores públicos que cuidavam da erradicação dos focos de mosquito transmissor da doença.
08/02/2001
Agência Senado
Artigos Relacionados
General Cardoso diz que sigilo deve ser examinado caso a caso
Alunos de academia militar recebem título de cadete no Rio de Janeiro
Geraldo Cândido: sociedade deve ter mais acesso a informações sobre usina de Angra
GERALDO CÂNDIDO HOMENAGEIA ZUMBI E JOÃO CÂNDIDO
Quintanilha diz que relatório do caso Renan deve ser lido até dia 31
Para Biscaia, relatório deve mencionar caso do dossiê