CAS discute inclusão da equoterapia no atendimento pelo SUS
A Subcomissão Permanente para Assuntos Sociais da Pessoa com Deficiência, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), realizou na tarde desta terça-feira (11) audiência pública para chamar a atenção dos políticos para a realização do 12º Congresso Internacional de Equoterapia, programado para agosto, em Brasília, e facilitar a tramitação do projeto de lei do Senado que inclui a equoterapia entre os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), está tramitando na Câmara dos Deputados.
A equoterapia é uma técnica de equitação terapêutica que visa à educação, reabilitação e inserção social de pessoas portadoras de deficiência e com necessidades especiais, com benefícios biopsicomotores. Atende também indivíduos com problemas de aprendizado, idosos que tiveram acidente vascular cerebral (AVC), pessoas com hiperatividade e autistas, entre outros, e serve paratratamento de problemas emocionais e de socialização.
Na Câmara dos Deputados, o projeto de Lúcia Vânia recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). No entanto, houve recurso para sua apreciação em Plenário, o que ainda não ocorreu. Como o recurso foi de iniciativa da liderança do governo naquela Casa, a senadora Lúcia Vânia disse acreditar que há alguma objeção por parte do governo a sua aprovação. A senadora pediu o apoio dos parlamentares para aprovação da matéria.
Na audiência pública, o fundador e atual presidente da Associação Nacional de Equoterapia, coronel Laélio de Castro Cirillo, defendeu também a regulamentação da equoterapia de forma a garantir a qualificação dos profissionais que trabalham nos 236 centros existentes no Brasil. Ele ressaltou que o trabalho requer uma equipe multidisciplinar composta, no mínimo, de um psicólogo, um fisioterapeuta e um instrutor de equitação, mas pode ser complementado por fonoaudiólogos, educadores físicos e terapeutas ocupacionais.
O presidente da entidade disse ter sido necessário "quebrar tabus e preconceitos" contra a atividade e destacou a dificuldade para obter patrocínio para a realização do congresso e de outras atividades da associação. Apesar disso, o evento já tem confirmada a presença de representantes de 32 países de todos os continentes. O congresso, que será realizado pela primeira vez na América Latina, ocorrerá de 8 a 12 de agosto.
A psicóloga Ylna Nascimento salientou a capacidade de o animal, principalmente através do tato e dos movimentos que provoca no cavaleiro, trazer benefícios físicos, psicomotores, sensitivo-perceptivos e cognitivos a seu praticante, pelo desenvolvimento da afetividade.
A praticante de equoterapia com paralisia cerebral Catlen Cudo deu seu depoimento sobre os inúmeros desafios superados com a prática da atividade, que melhorou sua capacidade motora, de fala e lhe permitiu até mesmo formar-se professora contra todos os prognósticos negativos sobre sua condição.
A reunião, presidida pelo presidente da subcomissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-ES), contou com a presença da senadora Lúcia Vânia e do vice-presidente da subcomissão Flávio Arns (PT-SC).
O senador Flávio Arns (PT-PR) ressaltou a luta do fundador e atual presidente da Associação Nacional de Equoterapia, coronel Laélio de Castro Cirillo, pela divulgação do tema, e pela promoção do debate sobre o projeto de Lúcia Vânia em toda a sociedade.11/07/2006
Agência Senado
Artigos Relacionados
Unesp discute inclusão educacional
Fórum em Fortaleza discute inclusão financeira
Seminário discute internet e inclusão digital
CAE discute inclusão de arquitetura e engenharia no Simples
CCJ discute inclusão de corrupção no rol de crimes hediondos
Seminário discute inclusão de jovens em decisões públicas