CCJ APROVA EXPLORAÇÃO DE BENS AFUNDADOS NA COSTA BRASILEIRA



A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (dia 29) o projeto de lei que autoriza brasileiros e estrangeiros a explorar bens submersos ou afundados no mar territorial brasileiro. O relatório favorável é do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), e o projeto estabelece que quem fizer o resgate terá direito a recebimento de até 40% do valor do bem retirado do fundo do mar.

Os bens de valor histórico, artístico ou arqueológico ficarão em poder da União. O projeto será ainda submetido a votação no Plenário. Atualmente, a legislação somente permite que empresas brasileiras explorem os navios submersos.

Para o autor da proposta, ex-deputado Fábio Feldman, "apesar de aparentemente garantir ao Brasil a propriedade desses bens, na verdade, a lei prestou um desserviço à nação, pois desestimulou a pesquisa e, por outro lado, incentivou a pirataria".

Os senadores da CCJ também aprovaram o projeto de lei que cria cargos no Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, com relatório do senador Iris Rezende (PMDB-GO). Íris rejeitou emenda de plenário do senador Bello Parga (PFL-MA), que determinava que o dinheiro necessário ao preenchimento dos cargos saísse da própria dotação orçamentária do TRT.

Segundo o relator, o projeto não aumenta as despesas do erário, já que a criação de cargos efetivos será acompanhada da dispensa dos servidores requisitados em outros órgãos pelo TRT. Assim, em vez de aumentar as despesas, o relator informou que a proposta significa economia de R$ 84,67 mil por ano.

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) não concordou. Para ele, haverá aumento de despesa, porque os servidores devolvidos aos órgãos de origem passarão a ser remunerados em sua antiga repartição. Iris respondeu que a maior parte dos servidores que hoje atuam no TRT vêm de municípios e do estado. O projeto foi aprovado sem emendas para que não retornasse à Câmara dos Deputados, onde tramita desde 1994.

Na reunião desta quarta-feira (dia 29), o senador José Fogaça (PMDB-RS), relator do projeto de lei que cria contribuição para financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa, pediu maior prazo para finalizar o parecer. Segundo ele, a matéria prevê aumento de impostos, o que não é visto com bons olhos pelas empresas que compram tecnologia do exterior e pagam royalties, que seriam afetadas pelo projeto.

O líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), concordou com o pedido de adiamento de Fogaça e anunciou que o Palácio do Planalto irá promover reunião na manhã desta quinta-feira (dia 30) com técnicos do governo para discutir a proposta, que é de autoria do Executivo e que já foi aprovada pela Câmara.

29/11/2000

Agência Senado


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