COM ALERTA DO BC, SENADORES NÃO VOTAM EMPRÉSTIMO PARA MG



Os senadores decidiram hoje (dia 7) encaminhar para nova análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) dois pedidos do governo de Minas Gerais para tomar empréstimos, no valor total de R$ 7,6 milhões, destinados a programas de saneamento e construção de casas populares.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) observou que o Banco Central advertiu em sua comunicação aos senadores que o governo de Minas encontrava-se com sua "margem de poupança real" negativa, o que não é permitido por uma própria resolução do Senado.

A relatora, senadora Júnia Marise (PDT-MG), ponderou que as observações do Banco Central datavam de maio do ano passado e que, desde então, a situação financeira do governo mineiro se alterou para melhor, inclusive porque implantou um programa de demissões voluntárias de servidores.

Júnia Marise assinalou que serão beneficiados com os recursos, a serem concedidos pela CEF, municípios pobres do Vale do Jequitinhonha. "O Banco Central se baseou em dados colhidos em 1994", frisou. A senadora leu ainda documento do presidente do Tribunal de Contas de Minas afirmando que o governo do estado não se achava inadimplente junto a bancos.

O líder do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), concordou com Roberto Requião e se manifestou contra a aprovação dos empréstimos. Para ele, um dos empréstimos tem valor "de apenas R$ 2,9 milhões" e mostra "a total falência dos estados brasileiros".

Depois que o senador Osmar Dias (PSDB-PR) também apoiou as argumentações de Requião, o senador Francelino Pereira (PFL-MG) apresentou requerimento para que o assunto volte a ser analisado pela CAE, o que foi aprovado pelo plenário.



07/10/1997

Agência Senado


Artigos Relacionados


Senadores votam indicação de diretor para ANTT

Senadores votam MP com recursos para a Defesa Civil

Senadores votam indicação para embaixada no Equador

Senadores votam indicação para embaixador na Jamaica

Senadores votam três indicações para direção da Anac

Senadores votam indicações para TST e Conselho do Ministério Público