Comando nacional sofre acusação de 'eleitoralismo'
Comando nacional sofre acusação de 'eleitoralismo'
A eleição à presidência nacional do PT teve como foco principal dos debates entre os seis candidatos a organização interna e as alianças ao Palácio do Planalto em 2002. As principais discordâncias à gestão do deputado federal José Dirceu vieram do ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont e do economista Markus Sokol. Pont salientou a necessidade de renovação programática no PT. 'O 'eleitoralismo' e o institucionalismo vêm crescendo. Prévias despolitizadas estão tendo efeito desagregador', sustentou. Ele enfatizou que a democracia interna está sendo prejudicada por filiações em massa, sem critérios, e pela diminuição das discussões. A defesa de Dirceu à busca de alianças com setores do PMDB e do PPS também foi combatida por Pont: 'O PT não pode se restringir a disputas eleitorais esquecendo valores socialistas'.
Sokol se posicionou contrário à bolsa-escola e ao Orçamento Participativo, ressaltando que são instrumentos determinados pelo Fundo Monetário Internacional. Mesmo com chances reduzidas de chegar à presidência, suas opiniões causaram polêmica. O deputado Tilden Santiago marcou posição se opondo aos métodos de disputa interna, salientando que prevalecem os interesses e não as propostas. O presidente do PT de São Paulo, Ricardo Berzoini, que entrou na disputa em substituição ao vereador José Fortunati, criticou a burocratização, o debate despolitizado e o distanciamento do partido da base.
Júlio prega o fim das privatizações
O presidente do PT gaúcho, Júlio Quadros, candidato à presidência nacional do partido, apresentou como eixos da candidatura a mobilização social e as ações dos governos e das bancadas coerentes com o projeto partidário. Ele pregou a reversão das privatizações e a construção de alianças pensadas não apenas para a disputa à Presidência da República. O deputado federal José Dirceu aposta no bom desempenho de suas três gestões para alcançar a reeleição. Na campanha, ele exaltou o estreitamento das relações do PT com movimentos sociais da cidade e do campo e a retomada do diálogo com a classe média.
Disputa no PT do RS expõe governo
Candidatos ao comando estadual se referem à burocratização e à má relação com movimentos sociais
A disputa pela direção do PT, que ocorrerá neste domingo, mobilizou no Estado nove candidatos e 13 chapas que pretendem integrar o diretório do partido. Em três meses de campanha, foram travadas intensas discussões sobre os rumos do PT e as ações do governo gaúcho. As críticas, em muitos momentos ásperas, buscaram corrigir equívocos apontados na administração estadual e no partido, pondo em xeque defesas históricas, como o Orçamento Participativo (OP). Os problemas expostos vão da burocratização do partido à má relação do governo com os movimentos sociais, responsáveis pela vitória de Olívio Dutra nas urnas. Nas teses debatidas pelos candidatos ao longo da campanha, fica claro o descontentamento com várias situações políticas e partidárias protagonizadas pelo PT nos últimos anos.
O deputado Marcos Rolim, da Tendência Humanista, cobrou pressão política do partido nas decisões do governo. Citou também erros causados pelo despreparo dos que estão em postos-chaves da administração e a briga entre as correntes. Para ele, a maior parte das tendências representa apenas um conglomerado de interesses. 'Elas se transformaram em lobbies internos que asseguram cargos no partido e na máquina pública. Os discursos que produzem são na exata medida da necessidade de ampliar espaços', disse.
A relação com a militância e as poucas modificações nas secretarias estaduais são problemas na administração ressaltados por Paulo Ferreira, do PT Amplo e Democrático. Conforme ele, o Executivo deixou de dialogar sobre as diferenças, prejudicando a conquista de aliados para viabilizar o governo e possibilitar mudanças significativas. 'É nítida a necessidade de alterar os rumos, superando dificuldades setoriais, como na área da segurança pública', ponderou Ferreira.
Laércio Barbosa, da corrente O Trabalho, optou por críticas mais radicais às ações petistas. Contra o OP, a bolsa-escola, o banco do povo e o Fórum Social Mundial, Laércio argumentou que esses mecanismos estimulam o clientelismo e empurram a sociedade para a informalidade e a desregulamentação. 'O OP nega a luta de classes e a oposição, como ocorreu em todas as formas de totalitarismo', ressaltou. O candidato condenou também a manutenção do arrocho salarial pelo governo Olívio, a aplicação pelo Estado da reforma previdenciária proposta pela União, a instituição do salário-mínimo regional e o sucateamento das empresas estatais gaúchas.
Candidato pela Ação Democrática, Marcelino Pies questionou os métodos utilizados pelo governo do Estado para obter resultados. 'Apesar do conjunto de boas iniciativas, o Executivo apresenta problemas que levam a alguns estrangulamentos que precisam ser enfrentados com firmeza, determinação e responsabilidade', sugeriu. A relação com os movimentos sociais e com a base partidária, além do desempenho político de alguns secretários, foi alvo de Marcelino.
Berfran condena anúncio sobre realização de obras
O presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa, deputado Berfran Rosado, do PMDB, mostrou-se preocupado com o déficit de R$ 310 milhões apontados pelo Executivo. Ele entende que, se existe déficit, é porque não há previsão de crédito. Comentou ainda que o governo não está sendo sincero com a sociedade ao indicar a realização de obras para 2002 sem ao menos cumprir as que foram programadas para este ano.
Bernardo aponta para ato que contraria legislação
O deputado Bernardo de Souza, do PPS, acha que o governo do Estado não pode mais desconsiderar a legislação e deixar de remeter para a Assembléia relatórios específicos sobre a situação do Estado, junto com a proposta orçamentária. Segundo ele, só de posse dessas informações é que os deputados terão condições de fazer uma avaliação mais criteriosa do que pretende do governo para o próximo exercício financeiro.
Começa entre deputados discussão do orçamento
A Assembléia Legislativa publicará na 3ª-feira o projeto de orçamento do governo do Estado para 2002. A proposta prevê orçamento de R$ 12 bilhões, sendo que, do total, 67,58% estarão comprometidos com pagamento de pessoal e encargos sociais. A partir da publicação, os deputados poderão analisar o projeto e apresentar emendas. O Legislativo debaterá o tema com a sociedade, em outubro, durante o Fórum Democrático de Desenvolvimento.
Covatti enfatiza exigência do cumprimento da LDO
O líder da bancada do PPB, deputado Vilson Covatti, disse que, se o orçamento do Estado para 2002 não contemplar as emendas aprovadas pela Assembléia na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o projeto deve ser devolvido ao Executivo. Para ele, o descumprimento da LDO é um desrespeito com o Legislativo. Covatti disse que o governo do Estado não está acima do bem e do mal e tem obrigação de cumprir o que determina a legislação vigente.
Criticas à administração alcançam a unanimidade
Candidato da cúpula do Palácio Piratini e representante do atual comando partidário, David Stival salientou a dificuldade de diferenciar, na prática, o PT e as ações administrativas do Executivo dos demais governos. Stival, da Articulação de Esquerda, não deixou de criticar a administração gaúcha. 'Há poucas respostas, muitas conjunturais e frágeis, insuficientes para a profundidade da crise', ressaltou. Ele entende que a conseqüência da falta de soluções é a dependência excessiva de bons resultados do governo federal. A deputada Luciana Genro, que disputa o comando partidário pelo Movimento Esquerda Socialista, pregou que a administração Olívio Dutra deveria assumir com mais firmeza a sua contrariedade ao governo federal. 'É preciso reverter o curso conciliatório com a União e com a burguesia gaúcha, que segue tranqüila com benefícios fiscais, privilégios e sonegação', avaliou.
Representando a corrente Brasil Socialista, Leandro Hoffmann acha que o PT está perdendo seus maiores patrimônios: a democracia interna e o caráter popular e socialista. 'Evidência disso é a proliferação de centros autônomos de poder, como os gabinetes de parlamentares e do Executivo', sustentou. Para ele, a briga entre as correntes por espaço nos governos está levando o PT 'aos vícios dos partidos tradicionais, como a militância paga e filiados que, mesmo discordando dos detentores de mandato, mantêm fidelidade em troca do emprego'.
Luiz Carlos Saraiva, do Movimento de Construção Socialista, criticou a atuação do secretariado estadual: 'Áreas em que eram indispensáveis a aliança entre capacidade política e competência profissional houve desempenho pífio, comprometendo o governo'. Saraiva destacou que o partido precisa voltar a mobilizar a sociedade com protestos, o que foi inibido pelo fato de o PT ter chegado ao governo. Pedro Corrêa, do Fórum Socialista Solidário, ressaltou que o debate interno perdeu a profundidade. Criticou a relação com os sindicatos e acredita que a burocratização no Executivo passou a dificultar as ações.
Dívida tumultua momentos finais
A corrida pela presidência do PT de Porto Alegre ocorreu em meio a problemas financeiros enfrentados pela direção partidária. A dívida com a executiva estadual foi negociada faltando dois dias das eleições, fazendo os filiados e os 11 candidatos acreditarem, em muitos momentos, que a disputa seria suspensa. Buscam o comando petista Marcelo Danéris, Adeli Sell, Paulo Tomasi, Alessandro Barcelos, Adroaldo Corrêa, Otávio Tavares, Jorge Konrad, Berna Menezes, Nelton Schmidt, Ana Rossi e Valdir Bohn Gass. Aldacir Oliboni e Paulo de Tarso Carneiro abriram mão das candidaturas sexta-feira e passaram a apoiar Adroaldo Corrêa. A estimativa da direção é de que votem 4.500 filiados neste domingo. As urnas estarão nas dez zonas eleitorais de Porto Alegre. Os eleitores votarão nove vezes: nas chapas e nos presidentes dos diretórios nacional, estadual e municipal, no presidente da zonal, na chapa ao diretório e no delegado para o encontro estadual do partido.
Incremento na receita é lembrado por João Luiz
O deputado João Luiz Vargas, do PDT, também está preocupado com a não-observância do governo em relação ao que foi aprovado pela Assembléia na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Quanto à previsão de arrecadação do ICMS para 2002, João Luiz acredita que o Executivo esconde as reais possibilidades de incremento da receita, evitando tratar da recomposição salarial dos servidores públicos. Declarou que isso é característica do atual governo.
TSE representado por ministro Neves
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fernando Neves, acompanhará as eleições do PT, neste domingo, em São Paulo, para conhecer o sistema de conferência paralela do voto eletrônico proposto pelo partido para 2002. O PT utilizará 1.100 urnas eletrônicas para a escolha de seus dirigentes. Pela proposta apresentada ao TSE, uma urna será separada das demais para simulação. Elas estarão instaladas em 175 municípios dos 27 estados brasileiros. As eleições às presidências nacional, estaduais e municipais do PT ocorrerão das 8h às 17h.
Artigos
LIÇÕES DOS FARRAPOS
Vitor Faccioni
Havia pensado em escrever hoje somente sobre o Vinte de Setembro, mas não posso ignorar o mundo ao nosso redor. A tragédia do terrorismo internacional em Nova Iorque confirma a idéia de que o homem é cada vez mais lobo do próprio homem. Somente a cultura da fraternidade e da paz pode curá-lo. Esta cultura, que, felizmente, temos aqui, é base da nossa história. Se o legado dos farrapos foi de luta, o foi, entretanto, na busca da integração nacional, da justiça social e econômica, da fraternidade e da paz, enfim. O Rio Grande vive, hoje, situação diferente da época dos farrapos, mas suas lições ainda são bem atuais. Passaram-se 156 anos do acordo de paz com o governo central. Graças ao trabalho dos descendentes dos farrapos, reforçados depois pela leva de imigrantes, o Estado vem registrando um crescimento industrial acima da média do país.
Se o tratamento inadequado dado pelo poder central ao campo motivou, à época, a indignação dos farrapos, que reivindicavam um tratamento mais justo e condizente com a importância de nossa incipiente economia, temos hoje ainda nova questão pendente, com reflexos na economia e na própria arrecadação do setor público, que é o endividamento agrícola, causado pelos planos econômicos, desde o Cruzado até o Real.
Mas a Chama Crioula foi e sempre será o símbolo que lembra o ideal farroupilha. Tive a satisfação de participar, no governo Triches, da primeira entronização da Chama no Palácio Piratini e de outras iniciativas ligadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho. Cito aqui, entre outras, a criação, em 1971, do Galpão Crioulo do Piratini, contando com a colaboração do saudoso nativista Glaucus Saraiva, o qual levei para ser assessor cultural do tradicionalismo no governo Triches. Lembro também a sede definitiva do CTG 35. Como faltasse o terreno, encaminhei à Assembléia Legislativa projeto de lei cedendo área do Estado, na avenida Ipiranga, onde está até hoje o 35. Criamos ainda, na mesma época, o Instituto Gaúcho de Tradição, liderado sempre por ilustres figuras de nossa cultura, como Nico Fagundes e outros. Que o Vinte de Setembro, pois, a exemplo dos farrapos, faça com que o Rio Grande, além de seus produtos, exporte também sua cultura, a nobreza de seu povo, suas tradições e confiança no futuro do país.
Colunistas
Panorama Político/A. Burd
NOVA CHANCE PARA FOGAÇA
Com a renúncia de Jader Barbalho à presidência do Senado, José Fogaça começa a contar votos para ver se tem chance, depois do anúncio, ao final da tarde de sexta-feira, de que José Sarney desiste da disputa. Se depender do voto do plenário, Fogaça ganha. Numa temporada de fortes desgastes da Câmara Alta, o gaúcho é tido como uma reserva por sua reconhecida austeridade. Além disso, votou contra Jader. Resta conferir, até quarta-feira, os resultados das tratativas de bastidores que se desdobrarão, sobretudo no PMDB, que detém o cargo. O grupo governista do partido prefere Renan Calheiros e os motivos são óbvios, ainda que PSDB e PFL lhe oponham resistência. Sabem que, em ano pré-eleitoral, passo em falso pode ser fatal.
CLIMA ELEITORAL
O 2º Congresso Estadual do PSDB, neste sábado, lotou o auditório da Assembléia Legislativa. Como em todos os encontros tucanos, os debates foram acirrados entre alas cuja convivência é complicada.
CONFIRMADO
A corrente PT Amplo e Democrático se manterá no comando da Secretaria Municipal do Planejamento: o engenheiro Carlos Eduardo Vieira assumirá dia 27, substituindo João Motta, que deixa o cargo.
CIRURGIA - 1) O deputado estadual Jair Foscarini licenciou-se da Assembléia e neste sábado internou-se no Hospital São Francisco, da Santa Casa. Submete-se a cirurgia cardiovascular para restabelecer ponte de safena que havia feito na campanha eleitoral de 1994; 2) às vésperas de congressos e disputas eleitorais, a produção intelectual do PT é, disparada, a mais fértil entre os partidos. Vai tudo para o papel, doa a quem doer.
ENFIM
Depois de quase cinco meses, a CPI da Segurança Pública tratou, na quinta-feira, do tema que lhe deu origem. Antes, tinha mergulhado em questiúnculas como ressentimentos de quem tinha expectativas de cargos no governo e não foi atendido.
VÊM A MIL
Os integrantes da Associação dos Prefeitos e Vice-Prefeitos do PMDB estão impacientes e não ficarão a reboque das decisões de cardeais do partido sobre candidatura ao governo do Estado. Representando 134 prefeituras, convocarão presidentes de diretórios municipais para reunião em Porto Alegre até o final do mês. Vão usar o peso que têm.
É TARDE
Jader Barbalho se arrepende de ter brigado pela presidência do Senado. Na planície, livraria-se das investigações que o levam à renúncia.
TEM CERTEZA
O vice-governador Miguel Rossetto empenhou-se como poucos nas campanhas de Raul Pont e David Stival às presidências nacional e estadual do PT. Acredita que a corrente Democracia Socialista sai fortalecida da eleição deste domingo.
FATOS RAROS
No concorrido ato de assinatura da ficha do ex-vereador Lauro Hagemann (ex-PPS) no PT, dois fatos: 1º) a presença de representantes de todas as correntes internas, ainda que não pretenda se ligar a alguma delas; 2º) o prefeito Tarso pediu ao governador Olívio para falar em seu nome para saudar o novo filiado.
EM 1886
Há 115 anos, neste mesmo dia, o presidente interino da Província, general Deodoro da Fonseca, inaugurou o serviço telefônico em Porto Alegre. Tinha apenas 12 assinantes.
APARTES
Presidente do STJ, ministro Costa Leite, critica imunidade parlamentar ampla. Aplausos de reconhecimento.
Senador Roberto Freire liga para deputados gaúchos neste domingo.
Diante de 5 mil baianos, ACM atacou: 'Jader e Geddel Vieira são da mesma estirpe'. Bem, ele conhece...
PDT entrou com reclamação judicial no STF contra 3,5% de reajuste aos servidores públicos. Alega 'pão-durismo' do governo federal.
Em Canoas, consulta à população sobre investimentos em obras vira lei.
Juliana, neta de Leonel Brizola, vai se casar em Porto Alegre. A festança será no começo de 2002.
Faltam 20 dias para que se esgote o prazo de troca de partido, permitindo candidaturas às eleições de 2002.
'Mãe, isso é de verdade?' Pergunta de um garoto depois de assistir pela TV a bombardeios nos EUA.
'Há dois tipos de teoria econômica: as que dão certo e as que não dão certo' (Mário Henrique Simonsen).
Editorial
A PAZ SOB AMEAÇA
Passado o impacto inicial, provocado pelos atentados terroristas em Nova Iorque e Washington, enquanto os norte-americanos, indignados com o ocorrido, seguem seu penoso trabalho de resgate de cadáveres dos escombros resultantes da queda das duas torres do World Trade Center e de uma das alas do edifício do Pentágono, alvos da ação dos terroristas suicidas que pilotavam os aviões comerciais seqüestrados, aguarda o mundo a resposta dos Estados Unidos ao ato de guerra sofrido. O presidente George W. Bush, traduzindo o sentimento da nação norte-americana, prometeu exterminar o inimigo predador de pessoas inocentes e desavisadas e que tenta se esconder, utilizando todos os recursos, numa batalha que necessitará de tempo e determinação.
A estratégia norte-americana para enfrentar o terrorismo está sendo meticulosamente preparada e busca contar com o apoio de todos os estados organizados, sem o qual, pelas características do inimigo, as ações não alcançariam o êxito desejado. Ninguém, da comunidade de inteligência internacional, ignora que o terror conta com a proteção de governos antiocidentais, em cujos territórios estão sediadas as bases das organizações terroristas, como mais do que caracterizado está no exemplo das conhecidas atividades comandadas por Osama Bin Laden, o multimilionário saudita que, há cinco anos, se esconde nas montanhas do Afeganistão, sob a proteção dos fundamentalistas do Talibã. Apesar da ameaça feita pelo presidente George W. Bush, de retaliar contra um país que dê proteção à organização terrorista responsável pelo ataque aos Estados Unidos, uma ação diplomática conjugada e de âmbito internacional poderá ter êxito, evitando-se o pior.
Os desfechos que as ações contra o terror poderão ter, contudo, são imprevisíveis, pois a reação em sentido contrário poderá desencadear a mobilização, caso realmente se comprove a responsabilidade dos atentados como de autoria de Bin Laden, dos grupos que estão dominados pelas idéias do fundamentalismo religioso e dispostos a encarar a chamada e temida Guerra Santa. A esperança é que, para a extirpação do terrorismo, não sejam desencadeadas ações que possam comprometer a paz e mergulhar a humanidade num conflito indesejado.
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09/16/2001
Plano Nacional de Banda Larga sofre resistências
Renan diz que não há acusação contra ele
Saturnino desqualifica teses da acusação
Tebet refuta acusação de Requião
Padilha escapa de acusação de fraude
Alvaro repudia acusação de integrantes da CPI da Terra
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