Combate ao protecionismo foi o tema mais aplaudido



O combate ao protecionismo praticado pelos países ricos, principalmente pelos Estados Unidos e pela União Européia, foi o tema mais aplaudido no pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a solenidade de posse no Congresso Nacional. O pronunciamento de Lula, de aproximadamente uma hora, foi atentamente acompanhado, no plenário, pelos chefes de Estado presentes à solenidade, que também se incorporaram aos aplausos, inclusive quando o Presidente pregou a democratização das relações internacionais, onde, para ele, não cabem hegemonias.

Outros assuntos que também levantaram demorados aplausos foram a reforma agrária, o combate à fome, à corrupção e à impunidade. Também ouviu-se palmas quando Lula exaltou a unidade lingüística do Brasil e sua formação étnica a partir de diversos povos e quando recomendou uma solução pacífica para a crise no Oriente Médio.

Lula teve grande dificuldade para caminhar no interior do plenário da Câmara, em vista da disputa para cumprimentá-lo. Levou aproximadamente 10 minutos para chegar até a mesa do plenário. Muitos slogans eram gritados por vários dos presentes, como "Brasil, presente, Lula presidente" ou "Olê, olé, olê, olá... Lula, Lula", que também marcaram a campanha presidencial.

Mesmo antes de o Presidente chegar ao plenário, seus passos já estavam sendo acompanhados pelos presentes, através de um telão. Em várias ocasiões, houve muitos aplausos, principalmente quando o presidente e o seu vice entraram no Rolls Royce presidencial, ou quando a multidão, para se aproximar do Presidente, invadiu o espelho d"água em frente ao Palácio do Congresso Nacional.

Antes do início da solenidade, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) puxou vivas ao Brasil, a Lula e ao vice-presidente José Alencar. Durante todo o tempo em que permaneceu no plenário, Lula deu sinais de estar muito emocionado, mas também deu demonstrações de cansaço e de estar incomodado por uma dor no ombro direito.

No plenário, eram destacadas as presenças de Fidel Castro, presidente de Cuba; Hugo Chaves, da Venezuela; da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; e da senadora Heloísa Helena (PT-AL), de vestido vermelho de renda - um contraste com a habitual calça jeans e camisa branca que usa normalmente no Senado.

No encerramento da solenidade de posse, o presidente do Congresso Nacional, senador Ramez Tebet (PMDB-RS) presenteou Lula com a caneta com a qual o novo presidente havia acabado de assinar o ato de posse, dizendo tratar-se, a partir dali, não de uma simples caneta, mas de um objeto histórico.

Entre as diversas frases ditas por Lula e que intensificaram o clima de emoção no plenário, destacou-se a do encerramento do seu discurso: "Hoje é o dia do reencontro do Brasil consigo mesmo".



02/01/2003

Agência Senado


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