Comércio gasta mais com segurança do que estado








Comércio gasta mais com segurança do que estado
- O comércio do Rio gasta anualmente R$ 3,8 bilhões com segurança, revelou pesquisa da Federação do Comércio (Fecomércio), feita mês passado com donos ou gerentes de 903 lojas e empresas de serviços.

O gasto é muito maior do que o orçamento da Secretaria de Segurança Pública do estado, que não passa de R$ 1,1 bilhão por ano.

Para se defender dos 600 assaltos e 1.100 furtos registrados mensalmente contra estabelecimentos comerciais, as empresas investem 11,67% do faturamento para contratar segurança particular, instalar sistemas de alarmes e câmeras de vídeo.
Segundo a pesquisa, 8,86% das empresas foram assaltadas nos últimos 12 meses.

- Estudo do Banco Mundial revela que 2,3 milhões de brasileiros vivem em condições degradantes: moram em casas de lata, papelão, plástico, embaixo de pontes e viadutos. Outros 9,5 milhões vivem amontoados, dividindo o mesmo teto com duas ou mais famílias.

Já 339 mil correm risco de vida, habitando prédios condenados. Na Região Sudeste, que registra o maior déficit habitacional, faltam 2,2 milhões de casas.

- Mesmo caros e trabalhosos, exigindo quase um mês de organização e a um preço nunca inferior a R$ 15 mil, os comícios voltam à cena política na campanha eleitoral deste ano.

O petista Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizá-los nos 27 estados. José Serra, do PSDB, e Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, prevêem gastar R$ 12 milhões e R$ 4 milhões respectivamente para montar seus palanques. Evangélico, Anthony Garotinho, do PSB, investirá nos showmícios gospel.

- A inadimplência, que em maio atingiu 15,2% dos R$ 76,5 bilhões em cheques emitidos, faz crescer um setor que vive de proteger empresas e bancos dos devedores. A indústria do calote, dizem empresários, já movimenta R$ 2 bilhões por ano no País.

Só as quatro maiores empresas de informação e verificação de cheques, junto com a maior firma de cobrança, faturaram R$ 600 milhões em 2001.

- Estatísticas da Comunidade Européia mostram que países do continente conseguiram reduzir drasticamente suas dívidas mantendo controle de gastos. A Irlanda, por exemplo, diminuiu a dívida de 111% para 30% do PIB e na última década foi um dos países que mais cresceram no mundo, diz o economista Fabio Giambiagi à colunista Miriam Leitão. Itália, Bélgica e Grécia viveram situações semelhantes.

- O avanço de Lula nas pesquisas para presidente e a escolha de Paulinho Pereira como vice de Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, estão fazendo empresas aumentarem contratações de diretores de Recursos Humanos com experiência em negociação sindical. Segundo a Perfil Consultores, de cada oito pedidos de contratação no semestre, um era de RH.

- Apesar das quedas sucessivas da Bovespa, as ações de empresas com receitas em dólar se valorizaram até 63%, caso da mineradora Caemi. Os fundos da Vale com recursos do FGTS subiram 42%.

O futuro presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Luiz Cantidiano, diz que a crise de confiança nos EUA acabará beneficiando o mercado de capitais brasileiro.

- Diferenças partidárias à parte, os quatro principais candidatos à Presidência, que deram a largada oficial na campanha ontem, têm propostas parecidas para tentar resolver um problema que aflige mais de 11 milhões de brasileiros: o desemprego.

Nos discursos, o alto índice de brasileiros fora do mercado de trabalho - 15,4% da população economicamente ativa, segundo o IBGE - já tem merecido especial atenção de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PPS), José Serra (PSDB) e Anthony Garotinho (PSB). Eles defendem as reformas tributária e previdenciária como forma de desonerar a produção, fazer a economia crescer e, por tabela, criar mais vagas.

Também anunciam que, se eleitos, criarão programas especiais de educação para adultos para aumentar o nível de escolaridade do trabalhador brasileiro. Propõem ainda uma fiscalização mais rigorosa do cumprimento das leis trabalhistas e prometem brigar para manter as crianças na escola.


Colunistas

PANORAMA POLÍTICO - Tereza Cruvinel

- Para os críticos do Legislativo, não há risco de melhoria na qualidade da composição do Congresso, que estaria ficando pior a cada legislatura. Para os resignados, é assim mesmo, as bancadas retratam o eleitorado, que não tem do que reclamar. Mas poderiam os eleitores selecionar melhor seus representantes se a eleição parlamentar não estivesse, como agora, passando em brancas nuvens, sufocada pela disputa da Presidência e dos governos estaduais.


Editorial

"SEM MÁGICAS"

- Passada a Copa do Mundo e encerradas as comemorações, a campanha eleitoral tende a atrair as atenções gerais. Oficialmente aberta ontem, ela coincide com um momento de instabilidade da economia mundial, cujas ondas atingem de forma especial o Brasil.

Em meio a uma conjuntura de grande volatilidade no mercado financeiro, os candidatos à Presidência da República enfrentam o desafio de apresentar propostas capazes de não agravar o quadro especulativo atual; ao contrário, que ajudem a debelar as incertezas semeadas até agora.


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07/07/2002


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