Condomínios vão reduzir multas









- Condomínios vão reduzir multas

- Regidas há 38 anos por lei específica, as multas por atraso no pagamento de condomínio serão drasticamente reduzidas a partir de janeiro. A mudança resultará da entrada em vigor do novo Código Civil.

A pena sobre mensalidades vencidas não poderá passar de 2% de seu valor, contra os 20% atualmente cobrados pela maioria dos síndicos e administradoras prediais. Outros artigos do Código ampliarão a defesa do cidadão, que poderá anular contratos considerados abusivos, inclusive os de aluguel. (pág. 1 e 15)

- A sete meses e meio das eleições, a posição dos candidatos nas pesquisas não garante coerência com o resultado das urnas. Nesta mesma época, em 1989, Silvio Santos liderava a corrida ao Planalto, com 28% das intenções de voto. A vitória acabou com Fernando Collor, que estava em quarto lugar, com apenas 8%. (pág. 1 e 8)

- Dois terços das 17 mil brasileiras soropositivas que deram à luz no ano passado não fizeram tratamento para evitar a contaminação dos bebês pela Aids. Ana Paulo Prado, da ONG Arco-Íris, critica o despreparo dos médicos da rede pública para diagnosticar o vírus a tempo de poupar a criança. (pág. 1 e 4)

- Eleger-se para um cargo político na Baixada Fluminense é opção de risco. Vereador em Magé, Alexandre Alcântara morreu fuzilado em seu carro. Sérgio Cid, parlamentar de Caxias, escapou de atentado no carnaval. Engrossam estatísticas de três décadas de crimes.
As motivações são mais ligadas a negócios, lícitos ou não, do que a ideologias. (...) (pág. 1 e 21)
- A paisagem nas ruas centrais de Buenos Aires é eloqüente: o Estado argentino está desmoronando na cadência melancólica dos panelaços, ao som da fúria de um povo que se sente ludibriado pelo governo, Congresso e Judiciário.

Com a economia em recessão há quatro anos seguidos, o desemprego em crescimento constante, o sistema financeiro em colapso e 45% das famílias sobrevivendo à beira da indigência, a Argentina ameaça se tornar um clássico da história política contemporânea: o país que emergiu da Revolução Industrial preocupado em privilegiar a formação de uma classe média forte, está começando o século XXI como uma nação sem classe média.

É neste confuso cenário político que hoje às 19h30, desembarca o presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo de profissão. (...) (pág. 18)


Colunistas

COISAS DA POLÍTICA – Dora Kramer

A Justiça Eleitoral está devendo, e tem prazo máximo até o mês que vem, uma resposta à consulta feita pelo PDT a respeito da aplicação rigorosa de regras político-partidárias para as coligações com vistas à eleição de outubro. O ponto a ser esclarecido é simples: vigorará o vale-tudo, ou o eleitor pode esperar dos partidos um mínimo de coerência de ação e pensamento?

Em português mais claro um pouco, o que o PDT perguntou ao Tribunal Superior Eleitoral é se os partidos deverão seguir as alianças formadas no âmbito nacional ou se, como exemplifica o líder do partido na Câmara, deputado Miro Teixeira, "o eleitor, na propaganda política nacional, ouvirá de um candidato que tal partido é o caminho para o céu e, no palanque regional, receberá a informação de que o mesmo partido é o caminho para o inferno?" (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - Um executivo do mercado da aviação fez as contas: com o enxugamento de suas rotas, calcula-se que a Varig tem, hoje 300 pilotos e co-pilotos excedentes.
Outros 60 dispensados da Tansbrasil - todos com mais de 10 anos de experiência - ainda procuram trabalho.

Se depender da TAM e da Gol, já era: ambas absorveram 400 comandantes em 2001.

  • Fonte generosa de recursos do Ministério do Trabalho, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) vai sofrer um corte de 40%.

    A pancada, equivalente a R$ 187 milhões, atingirá todos os projetos programados para este não.
    O Rio será o estado mais atingido. (pág. 6)


    Editorial

    “O JULGAMENTO DE HAIA

    Sentado no banco dos réus, sempre negando aos seus julgadores o direito de julgá-lo, o ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic se tornou o primeiro político a ser julgado por crimes de guerra - pelo Tribunal Penal Internacional, da ONU, em Haia - desde o Julgamento de Nurenberg.
    Sobre as costas de Milosevic pesam 300 mil mortes e mais de 2 milhões de refugiados na Bósnia, Croácia e Kosovo, em episódios sangrentos eu resultaram, na melhor das hipóteses, na desintegração da Iugoslávia. (...) (pág. 10)


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    02/17/2002


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