Congresso comemora Dia da Amazônia



O Congresso reúne-se nesta quarta-feira (9), às 11h, em sessão solene, no Plenário do Senado, para comemorar o Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. O requerimento solicitando a sessão é do senador Jefferson Praia (PDT-AM).

A escolha do dia para se comemorar o Dia Mundial da Amazônia ocorreu porque foi nessa data, em 1850, que o Imperador Dom Pedro II decretou a Lei 582, que elevou a Comarca do Alto Amazonas, na Província do Grão Pará, a categoria de Província do Amazonas, segundo informou Jefferson Praia.

"A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta e possui uma riquíssima biodiversidade, a qual impacta diretamente nas condições do clima em âmbito global. A Amazônia depende de todos nós, por isso precisa ser lembrada", disse o senador. O Brasil abriga em seu território um total de 60% da floresta amazônica.

Segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com sede em Belém, a Amazônia evoluiu de um relativo vazio demográfico em 1960 - quando tinha 5,4 milhões de habitantes - para 11,2 milhões em 1980, até atingir a marca de 22,5 milhões de habitantes, registrados em 2004, o equivalente a 12% da população brasileira. Essa população está distribuída em nove estados: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu em média 6% ao ano, no período entre 2000 e 2004, quando atingiu US$ 51,18 bilhões, o que representa pouco mais de 8% do PIB nacional. Os estados do Amazonas e Pará lideram o ranking, com PIB de US$ 13,3 bilhões e US$ 12,7 bilhões, respectivamente.

Exportações

As exportações dos estados da Amazônia também aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Em 2006, conforme esses estudos, a região exportou quase US$ 15 bilhões (11% do total nacional). Os estados com maior participação no valor exportado foram o Pará (45%) e Mato Grosso (29%). Os metais e minerais responderam por 40% das exportações da região, que incluem ainda derivados vegetal, derivados animal, madeira e derivados, máquinas e eletrônicos e produtos da indústria alimentícia.

A População Economicamente Ativa (PEA) da Amazônia também aumentou nos últimos anos, passando de 5,7 milhões em 1991 para 8,4 milhões em 2000 e, finalmente, para 11,7 milhões em 2005, segundo o estudo, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há ainda registros de que os empregos formais (com carteira assinada) cresceram 50% na Amazônia entre 2000 e 2005, passando de 1,7 milhões para 2,5 milhões de postos de trabalho.

De acordo com o estudo do Imazon, o avanço e a ocupação da fronteira na Amazônia têm sido marcados pela violência e pela degradação dos recursos naturais. As análises apontam que existe uma zona sob pressão na região, que apresenta maior crescimento econômico, mas, em contrapartida, sofre com a violência excessiva e o desmatamento acelerado.

Segundo Jefferson Praia, "pesquisas apontam para o fato de que os brasileiros são quase unânimes em querer parar o desmatamento, mesmo que isso signifique abrir mão de mais produção agropecuária, e ainda pretendem punir no voto os políticos que se destaquem por defendê-lo". O senador observa ainda que a grande maioria deseja que os custos gerados pelos danos ambientais no campo sejam cobrados de quem desmatou, em clara preocupação com a vida no planeta.



08/09/2009

Agência Senado


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