Consórcio da CEF venderá imóvel novo em 2002



Consórcio da CEF venderá imóvel novo em 2002 A Caixa Econômica Federal vai oferecer consórcios de imóveis na planta para a classe média a partir do ano que vem. De acordo com o presidente da CEF, Emilio Carazzai, a modalidade de financiamento será destinada a quem tem renda familiar mensal superior a R$ 3.250, conforme noticiou ontem Ancelmo Gois no "Globo". O consórcio é uma das alternativas em estudo pela Caixa para compensar a suspensão dos empréstimos para a classe média, anunciada esta semana. As condições e os prazos do crédito ainda estão sendo discutidos. Para especialistas, o nome da Caixa pode dar credibilidade a um modelo hoje desacreditado no País. (pág. 1 e 19) * Comemorações e protestos deram o tom do Dia da Independência. O brilho das paradas foi ofuscado em alguns estados por manifestações do MST, que promoveu em todo o País o Grito dos Excluídos. Em Brasília, o símbolo do desfile foi o menino Lucas Santos, que carregou uma mensagem de paz. Mas nem assim conseguiu evitar os bocejos de Dona Ruth. Numa resposta ao MST, o presidente Fernando Henrique disse que deveria "fazer mais barulho para acordar o Brasil". (pág. 1 e 5) * Apesar da pressão do comando tucano para que desista da disputa, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, mandou ontem um recado público ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Num discurso no Palácio da Alvorada, reafirmou a disposição de concorrer à Presidência ano que vem. E realimentou uma polêmica ao dizer, em entrevista, que a decisão caberá ao PSDB. "Vou até o fim, até que meu partido escolha a mim ou a outro", disse, após solenidade de premiação de alunos carentes nos jardins do palácio, em que teve o trabalho elogiado pelo Presidente. Minutos antes, ainda durante o discurso, avisou que não estará mais no cargo em setembro do ano que vem, numa demonstração clara de que não abrirá mão da disputa interna do PSDB. (...) (pág. 4) * Uma semana após ter publicado no "Diário Oficial" a proposta de orçamento que previa um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País de 2,7% para 2001, o ministro Pedro Malan reduziu ontem, em Nova York, a projeção para 2,2%. (pág. 1 e 21) * A Feema e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente vão investigar a origem do vazamento de óleo diesel, que atingiu ontem a Baía de Guanabara, um ano e oito meses após o acidente na Reduc. A mancha atingiu uma extensão de cinco quilômetros. A Petrobras negou responsabilidade no episódio e crê que o produto tenha vazado de tanque de navio. (pág. 2 e 15) * Para evitar os confrontos da convenção de 1998, quando o governador Itamar Franco foi impedido de falar, o PMDB gastou R$ 9 mil na contratação de uma empresa de segurança para a convenção nacional do partido, que será realizada no Colégio Marista, amanhã, em Brasília. A Polícia Militar ficará encarregada de vigiar a entrada da escola. (pág. 2 e 8) Editorial "Passar a limpo" Tantas acusações e escândalos ocupam as páginas dos jornais, simultaneamente, que é natural que se crie a impressão de que o País está vivendo uma imensa onda de corrupção. Entre os suspeitos de terem cometido gravíssimas irregularidades, por sinal, estão personalidades que ocupam ou ocupara altos postos na vida pública: um juiz, políticos de grande destaque, como um ex-presidente do Senado e um ex-governador de São Paulo. Mas se o fenômeno não deixa de ser preocupante, e sua importância certamente não deve ser minimizada, é importante não exagerar no pessimismo, esquecendo que, pelo menos em grande medida, o que parece ser uma onda de corrupção é na realidade uma onda de investigações - algo em si muito positivo. De fato, é importante observar que os crimes que estão sendo apurados hoje na maior parte foram cometidos no passado, em alguns casos passado consideravelmente distante. Por certo que deveriam ter sido investigados então, e na verdade deveriam existir mecanismos fiscalizadores eficazes, que de maneira permanente combatessem preventivamente a ação criminosa; mas o que não se pôde impedir que acontecesse pelo menos está vindo à luz agora. Não há como considerar que isso é negativo. (...) (pág. 6) Colunistas Panorma Político Há um mês os dirigentes do PFL viviam sob tensão, tendo que administrar diariamente o assédio de outros partidos aos seus quadros. O ex-prefeito de Recife Roberto Magalhães acabou indo para o PSDB. Outros nomes fortes do PFL na Bahia, no Amazonas e no Paraná davam sinais de que poderiam ser seduzidos. A direção pefelistas continua atenta, mas acredita que estancou a sangria. (...) (pág. 2) Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno A grande expectativa na convenção do PMDB de amanhã já não é mais saber se a chapa apoiada por Itamar Franco vai derrotar a chapa de FH. E sim como se comportará o mais ilustre dos eleitores: o senador José Sarney. Seus assessores, no entanto, antecipam: "Ele vai abraçar o Michel Temer não muito efusivamente que pareça apoio; e o Maguito Vilela não tão formalmente que pareça desprezo. (pág. 3) Ancelmo Góis A Aliança da Bahia emite sinais ao mercado de que vai se desfazer de sua participação na Aliança do Brasil (pool de seguradoras lideradas pelo Banco do Brasil). Fundada em 1870, a seguradora baiana pertence a Paulo Sergio Tourinho - um notável empresário que também é acionista do imortal Banco Econômico. O finado banco, como se sabe, ameaça ressuscitar e lavar a burra de dinheiro. (pág. 12) Topo da página

09/08/2001


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