CORPO DE LUCENA É VELADO NO CONGRESSO NACIONAL



O corpo do senador Humberto Lucena chegou ao Salão Negro do Congresso Nacional às 13h05 e foi recebido pelo presidente da Casa, senador Antonio Carlos Magalhães, pela segunda vice-presidente, senadora Júnia Marise, e pelo primeiro secretário, senador Ronaldo Cunha Lima.

O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, chegou logo em seguida para despedir-se do senador paraibano. Ele cumprimentou os familiares de Lucena, que acompanharam o corpo desde São Paulo.

O esquife foi colocado diante da bandeira da Paraíba e está sendo guardado por soldados dos Dragões da Independência. Coroas de flores chegavam ao local do velório já a partir da manhã. Os colegas do PMDB e a bancada do partido na Câmara dos Deputados enviaram duas coroas. Os funcionários do gabinete do senador e da Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe) e Newton Araújo, amigo do senador, também mandaram flores.

A missa de corpo presente, celebrada pelo padre jesuíta José Carlos Brandi Aleixo, começou às 17 horas. A primeira leitura - um excerto do capítulo 21 do Apocalipse - foi feita pela filha de Lucena, Thais, assistida atentamente por seus irmãos Humberto e Lisle e sua mãe Ruth. O Evangelho, também de São João, trouxe a mensagem da ressurreição: "aquele que crê em mim, mesmo se tiver morrido, viverá", foram as palavras de Jesus Cristo lidas pelo padre Aleixo, amigo da família.

Diversas autoridades assistiram à cerimônia religiosa, realizada "para confortar parentes, amigos e colegas", como mencionou padre Aleixo. Estavam presentes o vice-presidente da República, Marco Maciel; os governadores Miguel Arraes, de Pernambuco; Garibaldi Alves, do Rio Grande do Norte; e Albano Franco, de Sergipe. Do Supremo Tribunal Federal, vieram os ministros Nelson Jobim e Maurício Corrêa, ex-congressistas. O ministro da Saúde, José Serra - senador licenciado - veio prestar homenagem ao colega falecido. Os presidentes do Senado, Antonio Carlos Magalhães, e da Câmara, Michel Temer, também acompanharam a celebração.

Padre Aleixo lembrou que a Igreja Católica comemora o dia da morte dos santos, e não do nascimento. Isto porque são os atos durante a vida que os tornaram santos. O padre lembrou que os amigos de Lucena, como ele, "acompanharam o livro de ouro que ele foi escrevendo através dos anos".

O corpo do senador fica no Congresso Nacional até às 8 horas e 15 minutos de amanhã (dia 15), quando segue para João Pessoa. Lá, haverá novo velório, aberto à população paraibana. O sepultamento somente deverá ocorrer na quinta-feira (dia 16), no Cemitério da Boa Sentença, na capital paraibana.

14/04/1998

Agência Senado


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