CPI: Andres quer investigar possivel pressão psicológica na BM



O presidente da CPI da Segurança Pública, deputado Valdir Andres (PPB) disse que o teor do depoimento do capitão PM Airton de Oliveira Cardoso, tomado na quinta-feira, "retrata, com fidelidade, que pressões psicológicas estão fazendo vítimas dentro da própria Corporação, que tem a tarefa constitucional de garantir a segurança da sociedade gaúcha. Obrigatoriamente, a Comissão terá de investigar esse assunto com maior profundidade", assegurou. Cardoso afirmou ter reconhecido as armas de dois homens que esboçaram uma ação de seqüestro envolvendo sua ex-mulher e seu filho menor, acontecido no final do ano passado, como de propriedade da Brigada Militar. O fato ocorreu após o capitão ter prestado depoimento em outra CPI do Legislativo, a que investigou o crime organizado no Estado. Abalado emocionalmente, o capitão chegou a pedir que o restante do seu depoimento fosse dado em sessão sigilosa. Cardoso relatou que após ter feito revelações aos deputados, foi obrigado a responder entre 15 e 20 procedimentos internos, oriundos de denúncias anônimas. Acrescentou que um de seus depoimentos, prestados em Inquérito Policial Militar (IPM) vazou da corporação e foi parar nas mãos de uma das pessoas a quem havia acusado. O capitão adiantou aos parlamentares que, por estar sofrendo uma série de pressões psicológicas, está avaliando a possibilidade de abandonar a Brigada Militar, após quase 15 anos de trabalho. Cardoso apontou nomes e irregularidades aos deputados na sessão secreta da tarde de quinta-feira.

10/05/2001


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