CPI DO FUTEBOL COMEÇA A TRABALHAR ESTE MÊS



Criada no último dia 14 de setembro, a CPI do Futebol está prestes a ser instalada para, no prazo de seis meses, apresentar conclusões sobre as denúncias de sonegação de tributos por clubes, dirigentes e jogadores, irregularidades na venda de atletas para o exterior e supostas ilegalidades no contrato de patrocínio firmado entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a empresa de artigos esportivos Nike.
O requerimento que pede a criação da CPI teve o apoio de 38 senadores, 11 a mais que o mínimo necessário. Os senadores que apoiaram a iniciativa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) concordaram com o argumento de que a importância do futebol no Brasil exige que o Senado zele para manter o esporte no patamar elevado que alcançou, gozando de grande estima por parte dos brasileiros.
Segundo o regimento interno, uma CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que permite a realização de diligências externas, a convocação de ministros, a audiência de qualquer autoridade, a inquirição de testemunhas e a requisição de informações ou documentos de órgão público. Nos atos processuais, aplica-se o Regimento Interno do Senado e, subsidiariamente, o Código de Processo Penal.

05/10/2000

Agência Senado


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