CPI reabre reunião com depoimento de Rubmaier Carvalho



Após reunião a portas fechadas para ouvir a ex-mulher do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista reabriu os trabalhos com a presença de Rubmaier Ferreira de Carvalho. Ele é apontado pela Polícia Federal como contador da organização criminosa e seria responsável pela abertura de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro.

Antes dele, em breve exposição, a ex-mulher de Cachoeira afirmou não ter relação com o esquema criminoso do contraventor goiano.  Após essa fala inicial e diante da recusa em responder a questionamentos do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), a reunião foi transformada em secreta para garantir a privacidade da testemunha. Na avaliação do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), foi possível extrair informações relevantes mesmo diante da recusa de Andréa de responder aos questionamentos.

- Os membros da CPI estão sendo extremamente hábeis, pois estão fazendo o que chamamos em Direito de um interrogatório negativo, provocando, até pelo próprio silêncio dela, um determinado comprometimento, do qual o relator certamente extrairá como peça fundamental em seu relatório – disse Vital do Rêgo pouco antes do início do depoimento de Rubmaier Carvalho.

Para o presidente da comissão, a postura de Andréa Aprígio de não responder às indagações de deputados e senadores complica sua situação diante das investigações. Ele explicou que ela pode passar da condição de testemunha a investigada da CPI, se for aprovado requerimento nesse sentido pelos parlamentares.

- De certa forma, o silêncio, com as perguntas que estão tão evidentes, que poderiam ser tão simples [de responder], criam uma complicação – afirmou o senador, explicando que parlamentares têm centrado as perguntas em questões referentes à evolução patrimonial das empresas geridas por Andrea Aprígio, como o laboratório farmacêutico Vitapan.

Rito

Vital do Rêgo explicou que o procedimento foi acordado pelos integrantes da CPI diante das experiências anteriores em que testemunhas se dispunham a falar e utilizavam os 20 minutos da exposição inicial apenas para se defenderem e eram dispensadas em um segundo momento ao se recusarem a responder aos questionamentos dos parlamentares.

- Ao abrir espaço para falar à CPI [ entendemos que a testemunha] tinha também que ouvir da CPI.



08/08/2012

Agência Senado


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