CPIs não podem absorver totalmente as atividades do Congresso, diz Garibaldi
O presidente do Senado Garibaldi Alves comemorou nesta terça-feira (1º) em Plenário o resultado da pesquisa Datafolha que aponta a melhora da avaliação que o brasileiro faz do Congresso Nacional. No entanto, para Garibaldi, trata-se de uma "melhora pequena", que deve servir de incentivo para que os parlamentares se empenhem na recuperação do Legislativo.
Segundo a pesquisa Datafolha, o índice de entrevistados que consideram o trabalho dos deputados e senadores ruim ou péssimo caiu de 45%, na pesquisa realizada em novembro, para 39%, na avaliação feita entre os dias 25 e 27 de março.
- A hora é de levantar a cabeça e buscar a credibilidade perdida - disse o presidente.
Para alcançar melhores índices, afirmou o presidente, é importante que governo e oposição não permitam que as comissões parlamentares de inquérito "absorvam totalmente as atividades do Congresso". O impasse sobre o sigilo dos cartões corporativos da Presidência da República, objeto de investigação parlamentar, levou Garibaldi a prever uma "semana difícil" na entrevista concedida antes da reunião de líderes do Senado, na tarde desta terça-feira. A reunião terminou sem acordo.
- As lideranças de todos os partidos devem conduzir esta Casa para que a opinião pública tenha dela uma outra visão. Devemos de manter as comissões funcionando, e não só as CPIs. As CPIs são prova da vitalidade do Congresso, mas não podem absorver totalmente suas atividades - disse o presidente, ao se pronunciar em Plenário.
Garibaldi cumprimentou o deputado Arlindo Chinaglia pelo trabalho que realiza à frente da Presidência da Câmara. Ao comentar os resultados da pesquisa Datafolha pela manhã, ele afirmou que a redução dos índices de rejeição do Congresso se devia mais à atuação de Chinaglia que à dele, já que o colega da outra Casa havia iniciado o esforço para a recuperação do Legislativo.
Pesquisa Datafolha
A pesquisa anterior do Datafolha sobre a credibilidade do Congresso - que registrou taxa de ruim ou péssimo de 45% - foi feita em novembro de 2007, em meio às denúncias de corrupção que atingiram seu então presidente, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O pior índice de ruim ou péssimo (48%) da pesquisa foi registrado em 2005, durante o chamado escândalo do mensalão.
O levantamento realizado em março mostra, entre outros detalhes, que os entrevistados da Região Sudeste e os que declararam preferência pelo PSDB são os mais críticos em relação ao Congresso.
01/04/2008
Agência Senado
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