Crescimento do PIB gaúcho é debatido na audiência do Fórum
A política de desenvolvimento que vem sendo adotada pelo governo do Estado, cujos indicativos de acerto foram salientados no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhado à Assembléia Legislativa, dividiu as manifestações dos deputados na audiência pública do Fórum Democrático realizada na Câmara de Vereadores de Ijuí. Enquanto a deputada Cecilia Hypolito (PT), presidente da Comissão de Finanças e Planejamento da Assembléia Legislativa (CFP), ressaltava o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho na gestão Olívio Dutra, o deputado Cézar Busatto (PMDB) rebatia lembrando que isto se deve às grandes ações e investimentos implementados no Governo Britto.
Segundo a deputada Cecilia Hypolito, o PIB do Rio Grande do Sul cresceu, no primeiro ano do atual governo, 3,6%, percentual este, segundo ela, quatro vezes maior do que o PIB nacional. Em 2000, disse a deputada petista, o crescimento do PIB foi ainda maior, 4,6%, com destaque para a indústria de transformação que cresceu 9,2%, maior que os obtidos pelos estados do Paraná e da Bahia. O resultado desses índices favoráveis, enfatizou Cecilia, foi a geração, no primeiros anos de Governo, de aproximadamente 197 mil postos diretos de trabalho. “Estes indicativos demonstram que o Estado possui uma política adequada de desenvolvimento econômico e social”, afirmou.
Quanto aos possíveis prejuízos que a crise energética nacional possa trazer ao crescimento do PIB para este e o próximo ano, a presidente da CFP disse acreditar que isto não aconteça, pois o Governo do Estado também investiu em energia. “Somente no ano 2000, no Rio Grande do Sul, o Estado e a União investiram R$ 157 milhões no setor”. Para a deputada Cecília este diferencial, somado a outros, permite prever a continuidade do aumento do PIB, pois segundo ela, isto irá atrair novas empresas para o Estado.
Para o deputado Cézar Busatto o crescimento do PIB tem outras razões. Segundo ele, os motivos estão alicerçados nos empreendimentos realizados no governo Antônio Britto. A vinda de grandes empresas, como a GM e a Dell Computer, os investimentos em obras importantes para o setor de infra-estrutura do Estado e o sucesso do Programa de Privatização, são alguns dos fatores que possibilitaram que hoje os gaúchos possam comemorar feitos como o do crescimento do PIB gaúcho. “Infelizmente a realidade hoje não é a mesma, pois temos um governo com dificuldade de plantar para o futuro e que não realiza nenhuma obra significativa que permita antever que esteja pensando hoje no Rio Grande de amanhã”, declarou Busatto.
Sobre o impacto da crise energética nacional na economia do Estado, o deputado peemedebista disse que neste momento ninguém, em sã consciência, pode prever as implicações que resultarão deste grave problema. Para ele, o Rio Grande do Sul está fora do racionamento em função dos investimentos realizados no governo passado em parceria com a União e a iniciativa privada, através do Programa de Privatização. “Não é hora de ufanismo, mas de correção dos erros cometidos pelo governo Federal e de fazer a nossa parte, poupando energia e tentando evitar prejuízos para a nossa economia e para a nossa gente”, conclui o deputado Cézar Busatto.
Também o deputado Adilson Troca (PSDB), relator da LDO, reivindicou para o governo Federal o mérito pelo crescimento econômico do Rio Grande do Sul. Segundo ele, as grandes obras que foram e estão sendo realizadas no Estado, em todos os setores, são executadas com recursos da União.
Participaram também da audiência de Ijuí os deputados Ronaldo Zulke (PT) e Jussara Cony (PCdoB).
06/15/2001
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