Cristovam alerta: jogadores não representam mais seus países
Aproveitando o momento de estréia da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo da África do Sul, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) levou a plenário seu receio de que a população pode estar assistindo a uma das últimas copas em que os jogadores representam efetivamente seus países.
- A gente está caminhando talvez para ter uma das últimas copas do mundo por país. Quando eu vejo os jogos, observo que o time dos países europeus não tem jogador europeu. O time do Japão tem um jogador brasileiro e, no time do Brasil, raríssimos jogadores jogam no Brasil. Nasceram no Brasil, cresceram no Brasil, mas jogam no exterior.
Cristovam Buarque disse que sua sensação, ao ver o desempenho do futebol hoje, é de que as seleções estão misturando as nações dentro de cada time. Para ele, se isso continuar, no curso de mais algumas copas do mundo, as seleções de futebol serão como as escuderias de corrida de automóvel.
- Não será mais por país. Terá a copa com um time da Adidas, um time da Nike, um time da Microsoft, um time de cada uma das grandes empresas internacionais.
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que, mesmo com todas essas mudanças, nada obscurece a emoção que o futebol suscita em toda a humanidade.
15/06/2010
Agência Senado
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