Cristovam Buarque: MEC vai necessitar de R$ 20 bilhões no próximo ano



Durante encontro com parlamentares que compõem a base de sustentação do governo no Senado, antes de audiência pública na Comissão de Educação (CE), o ministro da Educação, Cristovam Buarque, pediu a eles, na manhã desta terça-feira (1), que comecem a lutar a partir de agora para que sua pasta seja contemplada já em 2004 com recursos da ordem de R$ 20 bilhões, a serem aplicados na melhoria do ensino, em todos os níveis.

Os novos recursos que venham a ser obtidos pelo ministério, informou, poderão ser destinados ao aumento da média salarial dos professores nos estados e municípios, de modo a atingir a casa de R$ 1 mil por mês. Também estão no plano do ministro, conforme acrescentou, a reforma das escolas de 1º e 2º graus, o combate ao analfabetismo, a reorganização do sistema de hospitais universitários e o fim da evasão nas universidades por falta de recursos financeiros.

O ministro também defendeu o ensino médio obrigatório, a ser concatenado com o ensino profissionalizante, o fortalecimento do ensino a distância (incluindo o universitário) e o que classificou como "a grande meta" a ser alcançada até 2006: a manutenção de 100% da crianças de até 14 anos na escola.

- Mas para isso o governo necessita da compreensão e do apoio do Congresso Nacional, pois o grande legado do governo Lula será a instalação da verdadeira República, que começa pela reforma educacional - sentenciou Cristovam Buarque.

O ministro, na oportunidade, pintou um quadro sombrio da educação brasileira ao revelar que nada menos do que 14,9 milhões de brasileiros com mais de 15 anos de idade são analfabetos e outros 33 milhões são os chamados analfabetos funcionais. Informou que 75% dos professores ganham em média R$370,00 e que 2,2 milhões de jovens entre 14 e 17 anos estão fora da escola.



01/04/2003

Agência Senado


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