Cristovam diz que carga tributária e corrupção são assaltos à população



 O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) fez uma análise nesta segunda-feira (5) das situações em que a palavra "assalto" tem sido usada nos últimos anos e das situações em que pode ser utilizada, além seu do significado criminal, com respeito à cultura brasileira ao longo de cinco séculos, desde o descobrimento do Brasil. Segundo ele, a reflexão sobre o assunto leva à conclusão de que no país "mentes também têm sido assaltadas".

- Há 500 anos o país convive com essa expressão. Afinal, a chegada dos portugueses foi ou não foi um grande assalto às populações indígenas? E as capitanias hereditárias? Durante quanto tempo assaltamos a África, seqüestramos filhos e netos de escravos? - indagou, para criticar formas mais modernas e politizadas de assaltos aos cidadãos, "como a manutenção da inflação que serviu para financiar o desenvolvimento e os 40% de impostos indo para o governo sem qualquer retorno para a população, além da própria corrupção".

- Pior. A gente vê que assaltaram a seqüestraram a mente do Brasil, de tal maneira que não se consegue pensar as coisas como elas são, mas da maneira com tentam nos mostrar - disse o senador.

Cristovam apontou, como exemplo, os anúncios do governo sobre os supostos benefícios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que, sustentou, são medidas oficiais apenas paliativas, "que não resolverão problemas como a criminalidade e a educação de má qualidade oferecida no país".



05/03/2007

Agência Senado


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