Crivella defende SBT contra punições levando ao Plenário crianças beneficiadas pelo programa Teleton
O senador Marcelo Crivella (PL-RJ) levou ao Plenário do Senado um grupo de crianças deficientes físicas para defender o trabalho social feito pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) com a campanha Teleton, de arrecadação de fundos para a Associação Brasileira da Criança Deficiente. Para o senador, o episódio da fraude jornalística do programa Domingo Legal não pode ser usado contra a emissora.
- Está havendo um linchamento precipitado de um empresário do porte de Sílvio Santos, que realiza um trabalho social fantástico, por conta de um infeliz episódio em que ele não teve qualquer culpa ou responsabilidade - disse Crivella.
O senador apresentou as crianças Fernando Grossi Jr., Priscilla Gonçalves e José Luís Soares, que não possui as duas pernas e nem o braço esquerdo.
- Este menino é um exemplo de esforço, de luta, uma lição de vida para todos nós - afirmou Crivella, enquanto José Luís caminhava pelo Plenário com o auxílio de duas pernas mecânicas.
- O caso do Domingo Legal não pode ser utilizado contra Sílvio Santos. Não estou aqui para acobertar nada, acatarei qualquer que seja a decisão da Justiça. Mas a verdade precisa ser dita - declarou o senador, enquanto José Luís prosseguia em sua caminhada, sob a admiração dos senadores.
Em aparte, o senador Magno Malta (PL-ES) lembrou que no tempo em que sua mãe, dona Dadá, comprou o primeiro televisor em preto e branco, -há muitos anos-, ele próprio, Magno Malta, criança, já assistia aos programas de Sílvio Santos pela janela do vizinho.
- Seria um absurdo retirar a concessão pública do SBT por causa do episódio do Domingo Legal - disse Malta.
Crivella reclamou que verbas públicas já haviam sido retiradas da relação de anunciantes do SBT.
O senador Jefferson Péres (PDT-AM), por sua vez, observou que a fraude ocorrida no programa de Gugu Liberato foi -irresponsável- e -até mesmo criminosa-, mas houve um excesso judicial na decisão de proibir a veiculação do programa no último domingo.
- Não deveria ter acontecido, em nome da liberdade de imprensa.
Já o senador Edison Lobão (PFL-MA) disse que Sílvio Santos -é uma pessoa admirável, um dos maiores empresários do país-, acrescentando: -Não entendo por que tanto clamor-.
Também defenderam Sílvio Santos o senador Paulo Octávio (PFL-DF), que destacou o fato de que o empresário é o maior contribuinte do Imposto de Renda Pessoa Física no Brasil, e mais os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romeu Tuma (PFL-SP), Arthur Virgílio (PSDB-AM) - que considerou a decisão judicial -exagerada- - e o líder do PFL, senador José Agripino (RN).
24/09/2003
Agência Senado
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