Delcídio defende biocombustível brasileiro



O senador Delcídio Amaral (PT-MS) defendeu nesta quarta-feira (7) a produção brasileira de biocombustíveis e rebateu as críticas do relator da ONU, o suíço Jean Ziegler, que elegeu os biocombustíveis como o principal vilão da alta dos preços dos alimentos. Ele assinalou que dentro da própria ONU há divergências quanto à opinião do relator, pois as populações de vários países emergentes estão consumindo mais alimentos.

- Por que ninguém fala da alta no preço do petróleo? Ninguém comenta o impacto do barril de petróleo a US$ 120 nos transportes e no custo de produção agrícola? - questionou.

Delcídio também citou as condições climáticas adversas, que prejudicaram as safras de países como a Austrália, que são grandes produtores agrícolas, e os subsídios dados a produtores rurais dos países ricos, especialmente da Comunidade Européia. Na avaliação do senador, esse tipo de subsídio desestimula a produção em países pobres, que não podem competir com preços artificiais.

O senador assinalou que a realidade da produção brasileira de etanol é diferente da realidade da produção americana. Ele lembrou que nos Estados Unidos a matéria-prima do etanol é o milho, produto que recebe do governo subsídios que ultrapassam os US$ 7 bilhões anuais. Ele citou dados da Conab que revelam que a área plantada no Brasil vem se mantendo próxima dos 40 milhões de hectares nos últimos 30 anos, mas a produção triplicou no período graças à tecnologia.

- Estão querendo carimbar a nossa competitividade e esconder a falta de competitividade de outros países. A cana de açúcar gera 8,3 unidades de energia renovável para cada unidade de energia fóssil utilizada para produzi-la. Isso representa um rendimento mais de cinco vezes superior ao do álcool do milho - afirmou.

07/05/2008

Agência Senado


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