Depois de dois anos, projeto de intervenção do Rio Muriaé começa a ser implementado
Depois de dois anos de elaboração, o projeto de intervenção no Rio Muriaé para evitar as constantes enchentes no município de Laje do Muriaé, no noroeste do Rio de Janeiro, deve sair do papel. De acordo com o subsecretário estadual do Ambiente, Antônio da Hora, o governo deu sinal verde nesta quarta-feira (4) para a construção de um desvio que vai escoar a água quando o rio atingir o nível de transbordo.
“O Rio Muriaé, que nasce em Minas Gerais, faz uma curva na cidade fluminense. O nosso projeto prevê que seja erguido um barramento para desviar a vazão quando houver cheia, evitando que a água atinja a cidade”, afirmou.
Ele explicou, no entanto, que a execução do projeto vai beneficiar apenas Laje do Muriaé, já que, em certo ponto, a água volta à calha natural. O Rio Muriaé corta ainda as cidades de Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira, até desembocar no Rio Paraíba do Sul, em Campos dos Goytacazes.
“Para os outros municípios, ainda estamos desenvolvendo estudos, mas este [projeto] é importante porque Laje do Muriaé é o primeiro local que recebe as águas vindas de Minas Gerais”, lembrou.
Antônio da Hora informou que a obra está orçada em aproximadamente R$ 40 milhões e deve ser custeada com recursos estaduais e federais. “Ainda estamos em negociação com o governo federal”, acrescentou. O próximo passo é dar início ao processo de licitação que, segundo o secretário, deve ser finalizado até o fim do primeiro semestre. O prazo para conclusão da obra é de 18 meses a partir do início da construção.
“A totalidade do projeto não estará concluída até o verão do ano que vem, mas é provável que parte da obra esteja pronta e já possa ajudar a reduzir os riscos de inundações nesse período”, disse.
O prefeito de Laje do Muriaé, José Eliezer, disse que a notícia traz esperança à população. “Esse projeto está em desenvolvimento há dois anos e é a única chance que temos de esperar que a cidade não sofra mais com os constantes alagamentos. Todo ano temos esse problema e é muito ruim para a cidade”, contou, acrescentando que o município continua com diversos bairros alagados e ainda sofre com a falta de água potável.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Athos Paulo Silva, disse que, como parou de chover, o nível do rio, que atingiu 8,20 metros, já está baixando. A altura máxima de vazão é 5,20m.
Nesta quarta-feira (4), o secretário de estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, visita o município e cidades vizinhas também atingidas pela cheia dos rios Muriaé e Pomba. Simões vai ativar um Centro de Comando e Controle na região. Além de Laje do Muriaé, os municípios de Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Campos dos Goytacazes e Santo Antônio de Pádua estão em estado de alerta e permanentemente monitorados. Até agora, quase 5 mil pessoas estão desalojadas apenas nos municípios de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua e Itaperuna, os mais afetados pelas inundações.
Fonte:
Agência Brasil
04/01/2012 16:02
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