Deputados lamentam violência contra as mulheres



Na sessão solene do Congresso Nacional desta quinta-feira (30), que registrou a passagem do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher - 25 de novembro -, vários deputados manifestaram-se para destacar a importância da iniciativa. Entre os parlamentares, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) lamentou os casos de violência registrados no Brasil contra as mulheres.

Para ilustrar a gravidade da situação, a deputada citou caso ocorrido no Rio de Janeiro, no último dia 11, promovido pelo ambulante André Luiz Ribeiro da Silva. Ele manteve a ex-mulher, Cristina Ribeiro, como refém por mais de dez horas, dentro de um ônibus. Na avaliação de Jandira Feghali, o episódio tornou público o que seria um caso de violência doméstica.

Na mesma sessão, o deputado Eduardo Campos (PSB-PE) afirmou que ogoverno brasileiro precisa entender que a área dos direitos das mulheres é um setor para o qual tem de haver uma política de Estado, independentemente de quem seja o próximo governante.

- Este país precisa saber respeitar as mulheres. Não vamos construir o país que queremos se não tivermos a coragem de construir essa política agora - disse.

A deputada Iara Bernardi (PT-SP) manifestou suas "preocupações sérias e concretas com relação a retrocessos quanto à presença da mulher nos espaços de poder".

- Poderíamos ter dobrado a presença de mulheres aqui no Congresso Nacional. Aconteceu o contrário - afirmou a deputada, para quem as candidaturas femininas são mais frágeis e por isso as mulheres teriam sido as primeiras vítimas da crise política enfrentada pelo país.

Outro deputado a subir à tribuna para destacar a passagem do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi Fernando Ferro (PT-PE). Para o parlamentar, é preciso acabar com o silêncio que pesa sobre a mulher na sociedade brasileira. O deputado considera que esse silêncio é uma das facetas dos diversos problemas culturais resultantes de uma sociedade estruturalmente machista e, por isso, defendeu, a igualdade de direitos para as mulheres. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), em seguida, disse acreditar que se as pessoas conseguirem chegar a um modo de vida mais espiritualizado haverá menos violência, em geral, na sociedade.



30/11/2006

Agência Senado


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