Diretor da Pangea quer retratação







Diretor da Pangea quer retratação
O empresário Marcus Vinissius Manssur, o diretor da Pangea Turismo, disse ontem que está profundamente ofendido por ter sido expulso na Assembléia antes do depoimento da agente de turismo Maria Angela Fachini e prometeu: "Nem eu e nenhum sócio da Pangea vai depor se não acontecer uma retratação dos deputados que me expulsaram".

Anflor destacou que Angela rapinou a Pangea e tudo foi denunciado na justiça". Ele acrescentou que existem diversas ações contra a agente de turismo “pelos desfalques dados na empresa” e exigindo a reparação imediata dos prejuízos.

O empresário disse que existe um registro de ocorrência na 17 delegacia de polícia da Capital contra Angela Fachini, em que ela “é acusada de fraude e falsificação de documentos”, enquanto arrendou a empresa. “Ela falsificou minha assinatura para entrar numa concorrência pela Pangea”, acusou. Segundo o diretor da Pangea, o prejuízo sofrido pela empresa é superior a R$ 500 mil.

Ação- Anflor avisou que vai processar todos que estão acusando ele e a sua empresa de irregularidades. No seu entender, “muito é falado e pouco provado”. O empresário destacou que “diversos deputados serão acionados judicialmente por calúnia e abalo de imagem da Pangea”, realizado através de entrevistas em diversos meios de comunicação de Porto Alegre.


PT ainda aposta em vitória de Lula no primeiro turno
O PT e PSDB já se preparam para um duelo entre Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra no segundo turno da eleição. os tucanos se municiam para atacar as prefeituras e governos estaduais do PT.

"O PT nos teme. Já vencemos eles duas vezes e eles estão vendo que vão perder a terceira. Na hora em que o PT sair desse Lulinha paz e amor não sobra muita coisa", diz José Aníbal, presidente nacional do PSDB, que antecipa a estratégia que será adotada pelo partido nas próximas semanas.


Uergs deve receber incentivos
O s candidatos ao governo do Estado garantiram a permanência do Fórum Social Mundial no Rio Grande do Sul caso eleitos. A Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) reuniu, ontem 12 aspirantes ao Palácio Piratini. Antônio Britto (PPS), Celso Bernarch (PPB), Luiz Carlos Martins (PSTU) não compareceram.

Em geral, os postulantes ao governo destacarm a importância do encontro para o RS. “O FSM levou o Estado para o mapa mundial e nesse assunto, o RS passou a ser referência nacional”, disse Germano Rigotto (PMDB).

Caleb de Oliveira (PSB) afirmou que o FSM “é uma apropriação da sociedade civil e por isso o governo tem que dar infra-estrutura e condições para seu funcionamento”. José Vilhena (PV) foi um pouco mais além: “É necessário dar continuidade à iniciativa, mas deve-se acrescentar a ele um caráter de decisão. Receio que seja um debate de posições mas que não se define nada”.


Juristas temem “risco de desestabilização” com críticas de Ciro Gomes
Foram malvistas por juristas e especialistas as críticas do candidato à Presidência Ciro Gomes (PPS) contra a suposta parcialidade do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em favor do concorrente José Serra (PSDB).

Primeiro Ciro afirmou que "poderemos não ter uma eleição limpa" e depois um de seus coordenadores de campanha, o deputado João Herrmann (PPS), pediu à ONU que envie observadores internacionais para acompanhar as eleições, levantando suspeitas de fraude.

Segundo os juristas Carlos Ari Sundfeld e Celso Bastos, as críticas do presidenciável ao TSE representam um "risco de desestabilização" do processo eleitoral. Para eles, o candidato não poderia confundir as críticas às decisões do TSE com uma tentativa de colocar em suspeição a capacidade da Justiça Eleitoral e a lisura do pleito. Já o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, Luciano Pires dos Santos, acha "desnecessária" a presença dos observadores, que Herrmann solicitou para que evitem um suposto esquema de vício das urnas eletrônicas, cujo responsável seria Serra.


Ao que tudo indica, Collor não conseguirá ser o governador de Alagoas
Nas eleições estaduais, duas grandes promessas ou ameaças, como preferem os grupos adversários - estão a caminho da derrota. O primeiro, o vice-governador de Minas, o polêmico peemedebista Newton Cardoso, poderá perder já no primeiro turno, dia 6, para o tucano Aécio Neves. O outro, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB), que já teve mais de 53% das intenções de votos para o governo de Alagoas, ainda tem chances na disputa, mas já está 5 pontos atrás do governador Ronaldo Lessa (PSB).

Outra eleição que poderá surpreender já no primeiro turno é a do Maranhão. A família Sarney conseguirá eleger, com folga, a ex-governadora Roseana Sarney (PFL) como senadora e o ex-ministro Sarney Filho (PFL) como deputado, mas o governo do, Estado deverá ficar com o PDT O candidato do clã, o vice-governador José Reinaldo (PFL), está a uma distância de quase 10 pontos do pedetista Jackson Lago nas pesquisas.

Em Minas, o desempenho de Newton decepcionou todos do PMDB, especialmente integrantes da cúpula que torciam por sua candidatura para impor uma derrota a Itamar Franco.

A aposta dele e do PMDB era de que o PSDB iria de Eduardo Azeredo, que já havia perdido para Itamar em 1998. Com Aécio no páreo, Newton não só deve perder a eleição como possibilitar ao tucano uma decisão inédita no Estado: vencer em primeiro turno. Para os políticos de Alagoas que estão apoiando a reeleição de Lessa, a expectativa de vitória criada em torno da candidatura de Collor começou a ruir com início da campanha eleitoral e, mais ainda, com o início da propaganda eleitoral gratuita. Com exposição permanente no rádio e na televisão, o ex-presidente começou a perder pontos e caiu de 53% para 38%.


Agente de turismo confirma denúncias
A agente de turismo Maria Angela Fachini disse ontem que "sua empresa, ASM Turismo, funcionava como laranja no esquema montado pelo dono da Pangea Turismo, Diógenes de Oliveira, para vender passagens aéreas a orgãos públicos e secretarias estaduais".

Em depoimento à subcomissão criada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para investigar irregularidades nas licitações estaduais de compra de passagens aéreas com a empresa Pangea Turismo, afirmou que "a amizade de Diógenes com o PT nunca foi abalada e que 90% do faturamento vinha de negócios com os governos municipal e estadual. Segundo ela, o governador Olívio Dutra e Tarso Genro “mantêm amizade pessoal com Diógenes e nunca deixaram de viajar ao exterior pela Pangea”.

Troca- Angela disse que o ex-diretor da Secretaria da Saúde, Pedro Bessa, trocou Diógenes a venda de passagens a um congresso em Brasília por sua transferência à Metroplan.

A agente contou que o Clube de Seguros da Cidadania comprou para o PT passagens para o ex-tesoureiro do PT, Jairo Carneiro, em 2001, "para ele sair cena”.

Disse ainda que intermediou empréstimos para uma viagem de dirigentes petistas a China. A viagem não foi realizada. “Foi só para o PT obter fluxo de caixa”. Segundo ela, “O Clube só foi criado para comprar a sede do PT”.

O deputado Flávio Koutzii (PT) disse que trata-se de “uma armação política e um reaquecimento de algo encerrado”. O relator da subcomissão, Vieira da Cunha (PDT), contestou Koutzii, pois a agente provou que o Clube “foi uma grande maracutaia”.


Editorial

ECONOMIA IMAGINÁRIA

A economia brasileira está estagnada. Os números estão aí para provar isso. A produção industrial cresceu pouco mais de 0% no primeiro semestre e o acumulado dos últimos 12 meses é negativo: - 0,8%.

Mas não pense que a culpa é de Pedro Malan e de Armínio Fraga, a dupla que comanda o Ministério da Fazenda e o Banco Central, respectivamente. O Brasil tem problemas internos, sim, e como tem. Porém, o Brasil é uma das vítimas do caos em que se transformou a economia externa. O ano que passou foi de desastres, erros políticos e crise mundial. 2001 começou com a esperança de que o país estava se recuperando, que se encaminharia para uma temporada de saldos positivos. Foi quando houve um agravamento radical da crise argentina. Nesse embalo seguiram Uruguai, Paraguai e Venezuela, correndo todo o dia atrás de um prejuízo irrecuperável.

No início do segundo semestre houve uma retração mundial do consumo e os norte-americanos foram diretamente atingidos. A produção industrial dos Estados Unidos começou a dar sinais de fraqueza.

Até que vieram os inesquecíveis atentados de 11 de setembro - exatamente há um ano, que abalaram as estruturas também do Japão, da China, da Europa. Desde então, o Brasil vem lutando para manter uma certa estabilidade econômica em meio a esse temporal. Daí os juros altos, a desvalorização cambial, a redução de investimentos, a estagnação. Portanto, não adianta os candidatos à Presidência da República virem com esse discurso de que a culpa da atual crise é do governo e que vão resolver o problema de forma instantânea assim que assumirem a presidência. Eles sabem bem que o Brasil não depende somente de questões internas para avançar economicamente. E devem ter a humildade de admitir que, mesmo que o país deslanche a partir do ano que vem - o que inclusive é esperado e projetado pelos analistas - não será um mérito exclusivo do novo presidente, e sim uma junção de fatos e esforços. Será também resultado de uma mudança no panorama internacional.

É hora de chamar os candidatos à realidade. O Orçamento apertado e as metas de superávit primário para o ano que vem acordadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional) fazem parte da realidade com a qual o novo governante terá de conviver e trabalhar. Que ninguém se engane: não há muito a fazer.

Em vez de ficar criticando a atual equipe econômica (como se ela tivesse desejado a atual situação) e declamando promessas vazias, os candidatos à Presidência deveriam ser honestos e falar de forma clara sobre as entranhas da economia. É melhor não venderem ilusões que jamais poderão realizar. Vale mais a pena falar a verdade do que, depois, decepcionar 170 milhões de brasileiros.


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09/11/2002


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