Duhalde estuda novo decreto limitando saques
- Duhalde estuda novo decreto limitando saques
- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, reuniu-se ontem com o gabinete para discutir saídas à decisão da Corte Suprema, que declarou inconstitucional o limite para saques, conhecido como "corralito".
Entre as alternativas em estudo está a edição de um novo decreto mantendo o limite aos saques, ainda de forma mais flexível. As duas outras possibilidades seriam a emissão de pesos ou de bônus para cobrir a diferença, da ordem de US$ 55 bilhões, entre o valor nominal dos depósitos e o dinheiro de que os bancos dispõem.
O chefe de gabinete da Presidência, Jorge Capitanich, disse que o pacote econômico seria conhecido "em breve" e o feriado bancário de segunda e terça-feira poderia ser revogado.
Capitanich acrescentou que o governo dever apressar também as reformas "judicial e política". (pág. 1, B1 e B3)
- O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, foi ao Fórum Econômico Mundial preparado para defender o apoio à Argentina. Ele e o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, trataram da questão em Washington. (pág. 1 e B6)
- O governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), criticou a tese de que o cabeça-de-chapa da candidatura à Presidência tem de ser tucano: "É inaceitável a idéia de que uma aliança só é possível com os outros nos apoiando." (pág. 1 e A7)
- Estudo da Fundação Perseu Abramo mostra que 59% das brasileiras acham que alguém de seu sexo está em condições de governar. Mas 36% duvidam da capacidade das mulheres de assumir o poder nas três esferas. (pág. 1 e A6)
- Levantamento do BNDES aponta que 25,3% dos 28 milhões de emprego formais em todo o País estão na administração pública federal, estadual, municipal ou em empresas estatais. São 7,2 milhões de pessoas. (pág. 1 e A4)
- A indústria quer aproveitar as boas vendas do começo do ano para aumentar os preços, mas o varejo afirma que vai resistir. A FGV confirma que os estoques das indústrias estão baixos, sinal de recuperação da economia. (pág. 1 e B7)
- Em meio à repercussão do escândalo da falência da Enron, descobre-se que funcionários de empresas de mídia dos EUA fizeram 'bicos' para a companhia e que jornalistas foram pouco críticos em relação à empresa. (pág. 1 e B8)
- Por todo a Europa, partidos de centro-direita estão voltando ao poder. Nos próximos meses serão tomadas decisões no continente que poderão lhe dar um novo curso. E serão tomadas por protagonistas muito diferentes dos atuais. (pág. 1 e A16)
Editorial
“INTROVERSÃO E BELICOSIDADE”
A advertência de Bush de que as "armas sofisticadas" do eixo Teerã - Bagdá-Piongiang "podem ser apontadas para todos tão facilmente quanto estão apontadas por nós" não abrandou as críticas aos Estados Unidos no mundo inteiro. (pág. 1 e A3)
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02/03/2002
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