É prematuro falar em aprovação de nova CPMF, diz Paim
Levantamento do Jornal Estado de S. Paulo mostrando que a maioria dos governadores eleitos é favorável à recriação de imposto destinado à Saúde levou o senador Paulo Paim (PT-RS) a afirmar, em entrevista à Agência Senado, que é prematuro falar em aprovação, pelo Congresso, de um novo imposto nos moldes da antiga CPMF.
- Nós precisamos aprofundar o debate para melhorar a qualidade de vida da população nessa questão da saúde. Sem nenhuma precipitação. Do contrário, passa-se a impressão de que antes mesmo do processo eleitoral já falávamos sobre isso - disse.
Sobre o assunto, tramita na Câmara dos Deputados projeto que regulamenta a Emenda 29/2000, criando a Contribuição Social da Saúde (CSS). O texto prevê alíquota de 0,1% sobre movimentações financeiras, diferente da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que chegou a cobrar 0,38%. Apesar do texto principal da proposta ter sido aprovado, o mesmo ainda não foi regulamentado. Segundo Paim, a proposta de um imposto como o CSS seria mais tolerável para a população.
- Se compararmos com a CPMF, 0,1% é muito mais tolerável. Ninguém tem dúvida. Há uma diferença gigantesca entre aquilo que se descontava na época e o que vai se descontar agora, caso seja aprovada - argumentou.
De acordo com o senador, apesar da necessidade urgente de mais recursos para a saúde, a questão deve ficar para a próxima legislatura.
- A prioridade número um é alavancar a questão da saúde para melhorar a qualidade de vida do brasileiro. Até porque a classe média-alta tem seu plano de saúde e, de uma forma ou de outra, se defende. Quem marcha e morre nos corredores são os mais pobres - frisou.
Questionado a respeito de possível manifestação contrária da opinião pública diante da criação de um novo imposto, o parlamentar disse que dialogar sobre o assunto e querer que haja maior investimento na área de saúde é uma obrigação de todos e uma demanda da população.
- É preciso encontrar caminhos para melhorar a saúde do país. Acompanhei, durante a campanha, pesquisas que apontam que a população quer mais avanço na saúde, na educação e no combate à violência.Que nós temos que caminhar para investir mais na Saúde, temos, mas o momento é de tranquilidade, de equilíbrio - concluiu.05/11/2010
Agência Senado
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