Edemar critica ação do MST em Tupanciretã



O deputado Edemar Vargas (PTB) está preocupado com as invasões de terras no Rio Grande do Sul e citou o triste exemplo de Tupanciretã que, embora seja “o maior produtor de grãos do Estado”, enfrenta ações organizadas pelo Movimento Sem-Terra (MST).

Segundo o parlamentar, não é possível confundir-se reforma agrária com atitudes que acobertam “inúmeros interesses políticos” onde seus participantes “salvo alguns, são manipulados”, define. Ideologicamente, lembra Vargas, o “PTB defende o fim das desigualdades no campo” e lembra o exemplo de Camaquã, na localidade de Banhado do Colégio onde o partido iniciou a reforma agrária “quando no governo do Estado”,

“Reconhecemos que, enquanto muitos possuem grandes extensões de terra, outros nada tem. Sabemos que existe uma grande discriminação, entretanto não podemos aceitar que ocorram agressões aos proprietários e invasões”, afirma.

Tupanciretã já acolhe 16 assentamentos e, de acordo com o deputado, a situação já se torna perto do insustentável diante das despesas que acarretam para a municipalidade e Executivo, “como o próprio transporte escolar que hoje representa R$ 2,4 mil diários e 31 linhas de transporte coletivo. Nos últimos dois anos, o aumento das crianças enviadas às escolas cresceu em escala de mil”, adverte o deputado. Novos assentamentos na região significariam um agravamento da situação. O deputado lembra manifesto do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Tupanciretã, COMRURAL, alertando que a sociedade local não pode arcar “com o custo de mais assentamentos”.

Desta forma, se problemas existem, nada resolverá, afirma Vargas, impor o terror em propriedades que cultuam sua história de “luta e sacrifício e querem continuar produzindo e prosseguir na sua trajetória de prosperidade e progresso”. Por isso, lembra que na Comissão de Agricultura, pediu aos representantes do MST e aos deputados do partido do Governo que apoiam o Movimento que tenham sensibilidade e entendam que a população de Tupanciretã não pode ficar a mercê de quem “não tem identidade com sua população ordeira” num momento tão delicado.


10/17/2001


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