ELCIO SAÚDA DIA DO DENTISTA PEDINDO MELHOR PLANEJAMENTO PROFISSIONAL
Ao saudar a passagem do Dia do Cirurgião-Dentista e a data de criação do curso de Odontologia nas faculdades de Medicina do país, comemorados em 25 de outubro, o senador Elcio Alvares (PFL-ES) alertou para aexistência de um número excessivo de cursos existentes e sobre o restrito uso dos serviços odontológicos pela população.
- Essa realidade requer das autoridades competentes planejamento adequado, tanto no que se refere à formação de novos profissionais quanto no que se relaciona a uma política de saúde bucal mais consentânea com as necessidades do povo brasileiro - afirmou.
De acordo com Elcio Alvares, pratica-se hoje no Brasil uma odontologia com parâmetros modernos e tecnologia avançada. "A utilização do raio laser, o implante ósseo integrado, as resinas fotopolimerizáveis, a tomografia, são alguns exemplos de tecnologias modernas amplamente presentes e manuseadas pelos cirurgiões-dentistas do Brasil, representando motivo de orgulho e razão para festa".
Ele apontou, por outro lado, a existência de problemas que preocupam os profissionais da área, como o mercado de trabalho, a estrutura de formação de novos dentistas e a capacidade de demanda da população por esses serviços.
Dados da Organização Mundial da Saúde, observa o senador, recomendam um cirurgião-dentista para cada l.500 habitantes. No Brasil, essa média já é de 1.141 habitantes por profissional. Na região Sudeste a relação cai para 831 habitantes por profissional, no Espírito Santo um para cada 400 e na Grande Vitória, um para cada 230 habitantes.
Elcio acrescentou que, com relação à população, os dados disponíveis indicam que 50% dos brasileiros jamais entraram em um consultório odontológico. Dos 25% que já realizaram algum tipo de tratamento, 20% o fizeram na rede pública de saúde e apenas 5% demandaram consultórios particulares, frisou.
- Isso significa que somente 5% da população brasileira têm condições de pagar tratamento odontológico e que 90% dos 140 mil cirurgiões-dentistas existentes no país disputam um mercado de 5% da população - , disse. Apesar dessa realidade, Elcio Alvares constata que novas faculdades vão sendo criadas. "Obviamente tal fato pode conduzir à frustração milhares de jovens que, após cinco anos de estudo na faculdade, não encontrarão mercado de trabalho para o exercício da profissão".
29/01/1997
Agência Senado
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