"Estamos em guerra", confirma Bush



"Estamos em guerra", confirma Bush O presidente George W. Bush disse em programa de rádio neste sábado que os Estados Unidos já estão em guerra. Segundo ele, o terrorista saudita Osama bin Laden não conseguirá esconder-se. "Vamos achar quem fez isso, vamos tirá-lo de seus buracos", disse Bush, aludindo à caverna afegã onde mora Osama. Bush se reuniu ontem com seus assessores de segurança nacional na residência presidencial de Camp David. Segundo o secretário de Estado, Colin Powell, o Paquistão se comprometeu a ajudar os EUA. Os afegãos, amedrontados, começaram a abandonar o país. O Taleban, que governa 95% do Afeganistão, exortou seu povo a ficar e lutar, prometendo não apenas revidar os ataques americanos, mas também atacar qualquer país que vier a ajudar os EUA - em clara referência ao Paquistão. (pág. 1 e cad. Especial) * Até outro dia, os americanos podiam rejubilar-se com a sorte de sua nação, mas às 8h45 do dia 11 entraram no século 21. Na terça-feira, toda a confiança evaporou em meio à fumaça que subia do Pentágono e das ruínas do World Trade Center. (pág. H4) * Um novo dossiê, contendo documentos encaminhados pela Polícia Federal ao Senado, aponta o presidente da Casa, Jader Barbalho (PMDB-PA), como participante de fraudes na extinta Sudam. Mais: as irregularidades teriam sido praticadas quando ele já exercia o mandato de senador. (pág. 1, e A4) * Muitas das missões de segurança das forças armadas americanas são institucionalmente "homeless": a autoridade, os recursos e as responsabilidades não estão em nenhum lugar. O governo não está bem estruturado para essas tarefas. (pág. 1 e H5) * A pressão sobre o câmbio no mercado brasileiro aumentou após as ações terroristas nos Estados Unidos, levando o dólar a beirar os R$ 2,70 e exigindo intervenções do Banco Central. A aversão ao risco deve reduzir a entrada da moeda. A tendência, portanto, é o dólar manter-se em alta. (pág. 1 e B3) * O mundo mudou com os últimos acontecimentos, gerando uma redefinição do funcionamento do sistema internacional. Os recentes eventos terão impacto mais incisivo no eixo diplomático que a queda do Muro de Berlim e o colapso da União Soviética. (pág. 1 e H9) * A satanização dos EUA não é só patrimônio dos extremismos de esquerda e direita, mas disposição de ânimo vastamente difundida. Que berreiro indignado o mundo ouviria se, liderada pelos EUA, fosse travada a luta final contra as ditaduras. (Mario Vargas Llosa) (pág. 1 e H7) * O fato de os aviões bombardeiros B-2 terem sido mobilizados na escalada de preparativos para a retaliação mostra que nenhum recurso será poupado no ataque, que provavelmente começará pelo céu. Desde a guerra do Golfo, os EUA têm apostado nos bombardeios maciços com armas de precisão disparadas de longa distância, com pequena exposição de pessoal. A invasão por terra é muito mais complicada, pela topologia e história do Afeganistão. Mas, segundo o perito francês François Heisburg, é inevitável. "Será preciso descer à terra, mandar soldados e equipamento pesado, encarar a terrível conseqüência das batalhas de desgaste". (Roberto Godoy) (pág. 1 e H15) Editorial "A batalha da recuperação americana" Uma grande batalha, no mínimo tão importante quanto qualquer ação militar contra os terroristas e seus protetores, começará amanhã, quando a Bolsa de Nova York for reaberta. Também na condução dessa guerra, o governo americano será testado. (pág. 1 e A3) Topo da página

09/16/2001


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