Flutuante de interação com botos será realocado
Reconhecido como uma das principais atividades realizadas no Parque Nacional de Anavilhanas (AM), o turismo com botos-vermelhos (Inia geoffrensis) vem sendo ordenado e monitorado desde 2010 por meio de ações participativas com os diversos atores envolvidos com a atividade.
Agora, visando realocar o flutuante onde ocorrem as interações com os cetáceos para uma área mais adequada para os botos e os visitantes, foi criado um comitê interinstitucional que iniciou os trabalhos de identificação do novo local para onde o flutuante deverá ser transferido.
O grupo é formado por analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), técnicos das secretarias de Meio Ambiente e de Turismo de Novo Airão, representantes do setor hoteleiro, além de condutores de turismo e proprietários do flutuante de interação com botos.
Priscila Santos, chefe do Parque Nacional de Anavilhanas, explica o porquê da mudança: "Compreendemos que a atual localização do flutuante precisará ser alterada no médio prazo, considerando o crescimento urbano de Novo Airão e o aumento de fluxo de embarcações no porto da cidade".
No dia 6 de dezembro o comitê visitou cinco potenciais áreas para receber o flutuante. Características como beleza cênica do local, distância de fontes de poluição e similaridade do ambiente às preferências dos botos são alguns dos critérios que vêm sendo utilizados para a seleção do novo local.
O analista ambiental Marcelo Vidal, coordenador do projeto "Ordenamento do Turismo com Boto-vermelho no baixo rio Negro", desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sóciobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT/ICMBio), esclarece que a mudança de localização do flutuante não será de forma abrupta.
"Começamos a identificação das potenciais áreas no início de dezembro, época em que o nível do rio Negro ainda está baixo. Posteriormente, em junho de 2014, retornaremos a estas mesmas áreas para ver como se apresentam no período da cheia. Desta forma, potencializaremos a escolha da área mais adequada para os botos e que também proporcione satisfação aos visitantes", afirma Vidal.
As ações do projeto desenvolvido pelo CNPT, em parceria com o Parque Nacional de Anavilhanas, envolvem ainda fotoidentificação dos botos, monitoramento da frequência de alimentação oferecida aos animais, capacitações direcionadas aos diferentes atores envolvidos com a atividade e definição do perfil e percepção dos visitantes sobre o turismo interativo com os cetáceos.
Fonte:
ICMBio
30/12/2013 18:12
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