FMI aborta negociação com Argentina
Washington - O ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, viajou aos Estados Unidos para pedir mais dinheiro ao FMI e ao governo americano, mas não foi sequer recebido. Pouco antes de ir de Nova York a Washington, foi desaconselhado pelo Fundo a seguir viagem.
Um funcionário da instituição informou ao ministro que não há disposição para um novo empréstimo agora e que sua ida à capital apenas aumentaria a ansiedade dos mercados. A viagem foi cercada de mistério - primeiro, falou-se que Cavallo estava em casa, doente. Depois, que fora visitar a filha. Em seguida, que viajara para encontros com investidores.
O Tesouro norte-americano também não se mostrou disposto a recebê-lo. Com o fracasso da missão, Cavallo improvisou uma agenda em Nova York. Questionado sobre o motivo da viagem à véspera de novo pacote e no momento em que o país vive delicada negociação entre o governo e as Províncias, disse: "Não posso falar nada". (pág. 1, B1 a B3)
O presidente dos EUA, George W. Bush, havia pedido ao chanceler Shimon Peres o fim da desocupação. O premiê Ariel Sharon justificou a nova ação dizendo terem sido feitas "detenções muito importantes".
Pesquisa divulgada no jornal "Yedioth Ahronoth" aponta que 68% da população apóia a resistência aos apelos. (pág. 1 e A16)
Esporos da bactéria já foram encontrados em máquina de separação de correspondência endereçada à Casa Branca, e dois trabalhadores postais de Washington morreram em decorrência do antraz pulmonar.
O laboratório alemão Bayer concordou em fornecer aos EUA, a preço mais baixo, até 300 milhões de comprimidos de Cipro, que trata a doença.
Os EUA disseram que testes não confirmaram a presença de antraz em carta suspeita que chegou ao Quênia. Análises mostraram que o tipo de bactéria identificado em carta recebida em Buenos Aires não traz risco de contágio. (pág. 1 e A13)
"Por mais forte que seja a potência predominante - e ela é -, não pode mandar sozinha. Não funciona", disse, referindo-se aos EUA. Para ele, a legitimidade das decisões das nações ricas "está sendo posta em dúvida agora". (pág. 1 e A8)
Segundo a Petrobras, 34 plataformas aderiram à greve, sendo 12 parcialmente. A estatal confirmou que nove refinarias pararam, mas disse que a produção foi mantida. (pág. 1 e B4)
EDITORIAL
"Oposição geral" - Dependência crescente do capital financeiro internacional, abertura radical do mercado brasileiro à competição externa e diminuição acentuada dos meios de intervenção do Estado na economia.
Retiradas essas características, desmoronariam pilares da política econômica conduzida até aqui pelo Governo Fernando Henrique Cardoso.
As primeiras manifestações que se poderiam classificar de programáticas dos dois tucanos mais cotados para defender o governismo na eleição presidencial de 2002 são críticas a tais princípios.
Na segunda-feira, Tasso Jereissati defendeu que o "Estado deve ter um grau maior de interferência" para que se obtenha crescimento com diminuição de desigualdades sociais e regionais.
Para atenuar a vulnerabilidade externa, apregoou "o fortalecimento dos mecanismos de poupança interna e da capacidade exportadora". "Não podemos continuar impotentes para enfrentar crises internacionais", disse. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - Tasso Jereissati (PSDB) e Roseana Sarney (PFL) já começaram a articular um segundo encontro de governadores para tratar da sucessão. Além de Esperidião Amin (PPB-SC), o carlista César Borges (BA) será convidado para a reunião, que deverá ocorrer no próximo mês.
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10/25/2001
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