Iris pede medidas para combater a Aids entre as mulheres
Ao registrar que o número de notificações de casos de Aids em mulheres tem crescido no Brasil acima da média, a senadora Iris de Araújo (PMDB-GO) alertou sobre a necessidade de o Ministério da Saúde não limitar suas ações apenas no trabalho de conscientização. Ela alertou sobre a necessidade de ampliar e melhorar a educação feminina e sua participação no mercado de trabalho, em condições de igualdade com os trabalhadores homens.
- Também devemos combater decididamente a violência contra a mulher, especialmente no ambiente doméstico, combater preconceitos e a imposição da passividade às mulheres, aumentar a visibilidade dos problemas e buscar mais intensamente as soluções para as questões decorrentes das desigualdade nas relações de gênero em nosso país - enumerou Iris de Araújo.
Na avaliação da senadora por Goiás, a principal razão da mulher ser a vítima mais vulnerável no processo que permite o crescimento da epidemia da Aids é a sua própria condição feminina no país. Ela afirmou que as ações públicas de saúde só serão eficazes no grupo feminino se forem acompanhadas de outras ações, que têm menos a ver diretamente com a área de saúde do que com o reposicionamento da mulher na sociedade.
Iris de Araújo informou que, nos anos 80, a proporção entre homens contaminados e mulheres era de 25 para 1. Esta proporção caiu para 1,7 homem para cada mulher. Ainda de acordo com a senadora, em alguns casos, como na faixa etária entre 13 a 19 anos, a quantidade de mulheres contaminadas já é superior a de homens. Somente no ano passado, 771 mulheres nessa idade contraíram Aids contra 714 homens.
A atuação do governo anterior no combate à Aids também foi destacada por Iris de Araújo. Decisões tomadas como a quebra de patentes dos principais componentes do coquetel de remédios anti-retrovirais, disse a senadora, proporcionaram a redução dos custos de tratamento e o aumento da sobrevida dos pacientes. Citando dados do Ministério da Saúde, ela informou que das 500 mil pessoas que têm acesso gratuito a medicamentos anti-Aids no mundo, 30% vivem no Brasil.
Em aparte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que, quando deputado estadual, visitou o México para participar de um curso de planejamento familiar. Durante a visita, ele ficou sabendo que aquele país tem um ministro da População, encarregado de planejar o crescimento populacional. Além dessa tarefa, ele é responsável por um programa de educação sexual na televisão pública, informou.
09/06/2003
Agência Senado
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