João Alberto: obesidade precoce aumenta no país
O senador João Alberto Souza (PMDB-MA) uniu-se a pais e especialistas na preocupação com o crescimento do problema da obesidade precoce entre as crianças e os jovens brasileiros. Segundo o senador, a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição do Ministério da Saúde, realizada em parceria com a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela uma tendência de aumento.
- No Sudeste, em 1975, 2,5% da população infantil era obesa. Em 1995, esse percentual saltou para 12,9%. No Nordeste, em 1975, havia 1% de crianças com obesidade. Em 1997, o índice alcançou 4,6%. A questão, portanto, não é dos ricos nem dos pobres, é de todos, pois todos estão sendo atingidos - avaliou.
João Alberto Souza disse que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) hoje atende, em média, 400 crianças por mês. Há três anos, o atendimento para esses casos era feito em apenas três dias da semana e hoje é diário. Ele acrescentou que o Hospital das Clínicas de São Paulo também criou uma unidade específica com atendimento diário e, em Brasília, três hospitais públicos possuem ambulatórios de endocrinologia pediátrica.
- Segundo o dr. José Carlos Taddei, coordenador do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Unifesp, se o país não tomar providências terá no futuro uma epidemia de obesidade infantil, como ocorre hoje nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. Nos EUA, 20% das crianças são obesas - assinalou.
O senador mencionou ainda que as causas desse desequilíbrio podem ser doenças hormonais, mas essas doenças respondem por apenas 2% do problema. Para ele, o grande responsável é o estilo de vida a que as crianças são submetidas, pois ficam sentadas diante de televisores, sem atividades físicas, com maus hábitos alimentares, morando em espaços reduzidos e sem dispor de locais públicos adequados e seguros para o lazer.
Com isso, concluiu o senador, o resultado são crianças que passam a ter doenças típicas dos adultos, como altas taxas de colesterol, altos índices de triglicerídeos, diabetes, dores na coluna e nos joelhos e infarto precoce na faixa dos 25 aos 30 anos de idade.
09/05/2002
Agência Senado
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