Justiça: Cesta básica do paulistano está mais cara



Confira as variações registradas pela pesquisa semanal da Fundação Procon-SP

Na terceira semana de setembro de 2000, o valor da Cesta Básica teve ALTA de 0,89%, revela pesquisa diária da Fundação Procon, vinculada à Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo, em convênio com o Dieese. O preço médio, que no dia 14/09/2000 era R$139,88, passou para R$ 141,13, em 21/09/2000. Por grupo, foram constatadas as seguintes variações: Alimentação 1,13%, Limpeza - 1,12% Higiene Pessoal 1,22%, A variação acumulada, no mês de setembro, ficou em 1,86% (base 31/08/2000). No ano, a Cesta variou 1,53% (base 30/12/1999) e, nos últimos 12 meses, 12,89% (base 21/09/1999). No período de 15/09 a 21/09/2000, os produtos que mais subiram foram: - Absorvente: 4,94% - Carne de 1ª: 3,97% - Margarina:3,85% - Sabonete: 3,33% - Batata:2,75% As maiores quedas foram: - Salsicha avulsa:3,76% - Sabão em barra:3,57% - Extrato de tomate:2,15% - Papel higiênico fino br.:2,01% - Lingüiça fresca: 1,81% Nesta semana, os supermercados que tinham os melhores preços da Cesta Básica foram: São Paulo - Estrela Azul Pç. Porto Ferreira, 48. A . V. Guilhermina Centro - Futurama Av. Angélica, 546. S. Cecília Norte - Andorinha Av. Parada Pinto, 2262. V. Amália Leste - Estrela Azul Pç. Porto Ferreira, 48. A . V. Guilhermina Sul - Barateiro R. Domingos de Moraes, 326. V. Mariana Oeste - Castanha Pç. S. Edwiges, 29. V. Remédios Após declinar das altas verificadas no final de 1999, ano em que encerrou com o custo de R$ 139,00, a Cesta apresentou um quadro estável no primeiro semestre de 2000, tendo seu custo oscilado entre R$ 133,91, em 01/02/2000, a R$ 133,86, em 24/07/2000, atingindo R$ 129,66 em 29/05/2000, o menor valor neste período. Garantiram esta fase de quedas seguida de estabilidade, os produtos semi elaborados, como o feijão carioquinha, o frango resfriado, as carnes bovinas e os industrializados, arroz tipo 2, margarina, óleo de soja, salsicha, lingüiça e queijo muzzarela. Com exceção do arroz, que conta com uma oferta excedente, já há várias safras, da margarina e do óleo de soja, são justamente estes alguns dos produtos que mais pressionaram a alta verificada no último trimestre, período em que a Cesta sofreu a maior variação positiva neste ano, 7,18%, sendo que, enquanto o grupo alimentação variou 9,80%, limpeza variou - 0,79% e higiene - 2,97%, (base 21/06/2000). Além dos produtos mencionados, contribuíram para a alta no trimestre, a batata, com 47,37%, o açúcar refinado com 27,76%, os ovos brancos com 13,85% ,e o leite em pó integral, com alta de 11,57%. Neste grupo, merece destaque o açúcar refinado, pois além de ser o terceiro produto que mais pressiona a alta no trimestre, atrás do frango e da batata, apresenta altas seguidas e praticamente ininterruptas, desde julho de 1999, tendo, no mês de junho daquele ano, registrado o menor valor do Plano Real, R$ 1,71, em 30/06/1999. Considerando o preço praticado em 21/09/2000, R$ 4,05, o pacote de 5 quilos de açúcar acumula alta de 136,84%, com relação a 30/06/1999. Nesse período, a Cesta variou 16,22%, sendo 3,85% por conta da alta do açúcar, já que, caso anulássemos a alta do produto, a Cesta acumularia variação de apenas de 12,37%. O peso do açúcar na Cesta passou de 2,82%, em 30/06/1999, para 5,74%, em 21/09/2000. Desde o início do Plano Real, o açúcar acumula alta de 6,02%, podendo ser considerando, portanto, uma das âncoras da Cesta Básica durante o primeiro semestre de 1999. Naquela época suas cotações mundiais foram as mais baixas dos 14 anos anteriores, pois a safra 98/99 foi a quarta em que a oferta mundial superou a demanda, que se encontrava retraída com as crises econômicas que atravessavam alguns países asiáticos e a Rússia. Já, no segundo semestre de 1999, os preços do açúcar sofreram inversão daquela tendência, com o crescimento da demanda mundial, somada à quebra da safra no Brasil, por conta da estiagem ocorrida no período, e o aumento na produção de álcool. O quadro se intensificou neste ano com a continuidade da seca no Centro Sul, e as geadas nos canaviais do Paraná. Contribuem ainda para a queda na produção mundial, a quebra na safra da União Européia, com o açúcar de beterraba, e da Austrália, o segundo maior exportador mundial. Só no Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, a quebra na safra 99/00 é de 25%, aproximadamente. Além da queda na produção mundial, vários países como a Síria, as Filipinas, Irã, Egito, Taiwan e China, entre outros, pressionam os preços, não só entrando no mercado, como também aumentando o volume importado. Assim, enquanto a produção mundial teve uma queda de 6,5%, em relação ao ano de 1999, sendo a menor dos últimos 4 anos, o consumo teve um volume recorde com uma variação positiva de 1,3%. Este quadro gerou um déficit na oferta com relação à demanda de cerca de 3,5 milhões de toneladas. Vale lembrar que há ainda um maior direcionamento dos usineiros para a produção de álcool em detrimento de açúcar, refletindo a maior remuneração do setor alcooleiro. Supermercadistas reclamam da dificuldade em obter o produto, que,acumula alta na semana d

09/22/2000


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