Mais dois senadores trocam de partido
Dois senadores mudaram de partido antecipando-se a uma possível decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a fidelidade partidária para os cargos majoritários a ser pronunciada na noite desta quinta-feira (11). O senador Edison Lobão (PMDB-MA) transferiu-se do DEM para o PMDB, de acordo com requerimento do próprio parlamentar lido nesta quarta-feira (10) no Plenário do Senado. Romeu Tuma, que pertencia aos quadros do DEM, ainda não informou oficialmente à Casa sua filiação ao PTB, assinada no dia 6.
Nos dois casos, o motivo da trocafoi a necessidade de garantir vaga e apoio para futuras disputas eleitorais: Lobão explicou à Agência Senado que pretende se candidatar a governador do Maranhão daqui a três anos e seus principais aliados, como a senadora Roseana Sarney e o deputado Alberto Silva, estão no PMDB. Tuma pretende se reeleger senador em 2010, mas o DEM escolheu outro candidato, o que o obrigou a transferir-se para o PTB.
Com essas mudanças, chega a oito o número de senadores que trocaram de sigla das eleições de 2006 para cá: Expedito Júnior (RO) migrou do PPS para o PR em dezembro, alegando não concordar com a ideologia do partido pelo qual se elegera. Naquele mês, Roseana Sarney deixou o DEM pelo PMDB. Em janeiro, Fernando Collor (AL), que agora está licenciado, saiu do PRTB e foi para o PTB. Já o seu suplente, Euclydes Mello, saiu nesta semana do PTB e foi para o PRB.
Entre o final de setembro e a primeira semana de outubro, César Borges(BA) trocou o DEM pelo PR, partido que irá presidir na Bahia, e a senadora Patrícia Saboya (CE), ex-PSB, filiou-se ao PDT, "em clima de pré-lançamento de sua candidatura à Prefeitura de Fortaleza", conforme matéria publicada no site do seu novo partido. O PSB optou por sustentar a candidatura da atual prefeita Luiziane Lins (PT). "Patrícia discursou de cima de uma cadeira, rodeada de membros do partido, falando de sua decisão de disputar a Prefeitura de Fortaleza", diz informativo do PDT.
Lobão mostrou-se seguro em relação à sua mudança, por não acreditar que ela será impugnada pelo TSE, levando risco ao seu mandato.
- Entendo que o tribunal vá seguir o precedente utilizado no exame da fidelidade partidária para as eleições proporcionais [deputados e vereadores]. Assim, todas as mudanças efetuadas antes da decisão serão consideradas válidas - argumentou o senador maranhense.
No caso das eleições proporcionais, a data-limite foi o dia 27 de março, quando o TSE declarou que os mandatos pertenciam aos partidos e não aos candidatos. Agora o tribunal vai se manifestar sobre os mandatos de senadores, governadores e prefeitos.
10/10/2007
Agência Senado
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