Maldaner e Calheiros criticam postura oposicionista do PFL



Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Casildo Maldaner (PMDB-SC) criticaram nesta quinta-feira (dia 1º) o PFL por assumir papel oposicionista e vincular a votação de medidas provisórias à disputa pelas Mesas do Senado e da Câmara. Para Renan, trata-se de "um complicado processo de chantagem", ao qual o PMDB deve reagir - se for preciso, retirando o quorum das votações e "desmontando o palco do PFL".

- A convocação extraordinária não pode descambar para a barganha. O país está cansado de barganhas - disse o senador alagoano.

Na opinião de Maldaner, o "oposicionismo" do PFL não durará além de dez dias, uma vez que o partido é tradicionalmente da situação e "não tem jeito" para se comportar como se fosse "de esquerda". Para o senador, é inimaginável que líderes do PFL passem os fins de semana debatendo com figuras como o presidente do PT, Luis Inácio Lula da Silva, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

- O PFL e a esquerda são como água e óleo. Se o PFL quiser ser de oposição, terá de entrar para o jardim da infância e começar do zero - disse o senador catarinense.

Conforme Casildo Maldaner, o que está acontecendo com o PFL é que o partido não está acostumado à perda de poder e se encontra numa posição constrangedora depois que o PMDB indicou Jader Barbalho como candidato à Presidência do Senado, contra a vontade do atual presidente, Antonio Carlos Magalhães.

01/02/2001

Agência Senado


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