Mesquita Júnior elogia empenho de Lula pela consolidação do Mercosul



O presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por incluir, em sua mensagem anual ao Congresso Nacional, uma demonstração de compromisso com a consolidação do bloco. A mensagem foi entregue pela chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, durante a sessão solene de abertura do ano legislativo, na quarta-feira (6).

- Justiça seja feita, deve-se em grande parte ao presidente Lula a manutenção da estrutura do Mercosul. O avanço do bloco, ainda que lento, conta com o empenho pessoal e a persistência do presidente, que já teve inclusive a paciência de ouvir diversas chacotas a respeito do futuro do Mercosul - disse nesta quinta-feira (7) Mesquita Júnior, em entrevista à Agência Senado.

Em sua mensagem ao Congresso, Lula informou que em abril deste ano, segundo estimativas do Banco Central, deverão ter início os pagamentos em moedas locais - e não mais em dólares - das operações de comércio exterior entre Brasil e Argentina. Ele destacou também a aprovação dos primeiros 16 projetos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado a apoiar os menores países do bloco, e o lançamento do Corredor Interoceânico Brasil-Chile-Bolívia, cujas obras deverão ser concluídas neste ano.

- A implantação do corredor interoceânico será uma ação de enorme relevo para o contexto da integração regional - avaliou o presidente da Representação Brasileira.

O senador elogiou também o anúncio feito por Lula de que o governo brasileiro, ao assumir em julho a presidência pro tempore do Mercosul, pretende dar novo impulso às negociações do acordo de associação do bloco com a União Européia. A mensagem indica ainda que o Brasil tratará do Convênio de Cooperação com a Rússia e de consultas sobre "eventual interesse" em negociações comerciais com a Coréia do Sul.

Mesquita Júnior registrou ainda a previsão feita por Lula de que o Parlamento do Mercosul "aumentará a segurança jurídica do processo de integração". O senador lamentou, porém, a distância ainda existente entre o novo parlamento, cuja primeira sessão ocorreu em maio de 2007, em Montevidéu, e os chefes do Poder Executivo dos países que integram o bloco.

- Na última cúpula do Mercosul, realizada em dezembro em Montevidéu, não fomos chamados a participar de um encontro com os presidentes - recordou Mesquita Júnior.

07/02/2008

Agência Senado


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