Obesidade masculina preocupa entidades de saúde



O brasileiro tem seguido uma tendência mundial: 10% da população adulta mundial – estimada em meio bilhão de pessoas – sofre de obesidade, segundo a respeitada revista médica Lancet. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, que levantou ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.

A obesidade está ligada a vários fatores: sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. Mas as principais causas são a adoção de um estilo de vida sedentário, e dietas ricas em açúcar e gorduras, e pobres em frutas, verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no que se coloca no prato: 45% da população consome carnes com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingerem o recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções semanais), segundo a pesquisa Vigitel.

Há vários métodos para detectar o excesso de peso como a medição de pregas cutâneas ou relação cintura-quadril. Mas a mais simples é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Para calculá-lo, divide-se o peso pela altura ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima de 30 kg/m2 são consideradas obesas. Entre 25 kg/m2 e 29,9 kg/m2, o indivíduo está com sobrepeso, ou seja, em risco de se tornar um obeso.

O indivíduo obeso fica vulnerável a uma série de complicações, entre elas, o diabetes tipo 2, as doenças relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a hipertensão arterial, a gota, apneia do sono e a infertilidade.

Levantamento do Ministério da Saúde aponta crescimento de 10% nas mortes causadas por diabetes, que está relacionada com o aumento de peso, entre 1996 e 2007. O percentual de diabéticos entre os brasileiros é de 6,4% da população total. O diabetes já é a terceira causa de mortalidade do País, atrás apenas de doenças cerebrovasculares (derrame) ou do coração.

Para reverter esse quadro, o Sistema Único de Saúde (SUS), atua em cima de três plataformas: a promoção da alimentação saudável, a atenção integral à saúde da população e o estímulo à prática das atividades físicas. Para esta última existe o programa Academias de Saúde, espaços para a prática de atividades físicas e de lazer. Até 2014 serão implementados quatro mil locais.

De acordo com o último Vigitel, 16,4% dos brasileiros adultos são fisicamente inativos. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, em cinco ou mais dias por semana.

“A obesidade é tratada com mudanças de hábitos de vida, com alimentação saudável e com a prática de atividades físicas. Quando o paciente não responde a essas medidas não medicamentosas é indicado o uso de medicamentos e, em casos mais graves, a cirurgia bariátrica”, explica Rosana Radominski, presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Aqueles que já apresentam sobrepeso ou estão obesos podem procurar ajuda as equipes do Sistema Único de Saúde. Há profissionais aptos a prestar cuidados integrais e infraestrutura necessária para o tratamento.

Fontes:
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
Pesquisa Vigitel  



04/09/2013 14:33


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