Oferta 'banalizada' de crédito induz superendividamento, afirma defensora pública



Alessandra Bentes, do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, afirmou há pouco que a oferta "banalizada" de crédito é uma das principais causas do superendividamento. Como exemplo, ela citou o caso dos correspondentes bancários que oferecem créditos consignados. Segundo Alessandra, essas ações induzem o consumidor a trocar de credor, em uma operação que acaba por envolvê-lo em um "endividamento eterno". Outro assunto criticado por ela foi a quantidade de propagandas que oferecem "crédito fácil".

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A defensora pública fez essas declarações em audiência pública que o Senado promove nesta manhã para discutir o PLS 283/2012, projeto de lei sobre a prevenção do superendividamento. Ela é uma das especialistas que participa do debate para apresentar sugestões ao projeto.

A integrante do Núcleo de Defesa do Consumidor também alertou para a realidade do país, "que tem um grande número de analfabetos funcionais, que leem mas não entendem o conteúdo do que leem, e não têm a menor noção do que estão assinando".

O debate é promovido pela comissão temporária que avalia as propostas de modernização do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A comissão é presidida pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e tem como relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

A audiência está sendo realizada na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho do Senado Federal e pode ser acompanhada pela internet e pela TV Senado.

 

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19/02/2013

Agência Senado


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