PARA DIRETORES DO SENADO, COMUNICAÇÃO AUMENTA TRANSPARÊNCIA DAS ATIVIDADES DO LEGISLATIVO



O diretor da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Fernando Cesar Mesquita, o diretor-geral da Casa, Agaciel da Silva Maia e o secretário-geral da Mesa, Raimundo Carreiro Silva abriram oficialmente nesta terça-feira (dia 17) o I Seminário de Comunicação Legislativa. O evento tem o objetivo de promover a troca de informações sobre a divulgação das atividades parlamentares nos legislativos de todo o país.- Vamos mostrar para vocês o que estamos fazendo. Não é um projeto acabado, está em andamento. Não queremos ensinar nada a ninguém. Queremos aprender com vocês - anunciou Fernando Cesar aos participantes do seminário, presentes ao auditório Petrônio Portella.Para o diretor da Comunicação Social, existe um processo de desgaste excessivo dos parlamentos no Brasil que, caso continue, pode deixar a democracia em risco e aumentar a possibilidade de volta da ditadura. Segundo o jornalista, é o desenvolvimento da comunicação entre as casas legislativas e a sociedade que pode garantir um melhor entendimento da importância do Legislativo.- Não que se vá esquecer as mazelas, mas a imprensa só fica nisso e esquece o que acontece de sério no Parlamento - disse o diretor de Comunicação Social, depois de apresentar, em vídeo, trecho do debate "A isenção na imprensa", realizado pela TV Senado com a participação de quatro colunistas políticos baseados em Brasília.Fernando Cesar também ressaltou a importância do uso da Internet como contribuição à transparência do Legislativo. Para ele, a pessoa que paga impostos tem o direito de ficar sabendo o que acontece dentro do Congresso, das assembléias legislativas e das câmaras de vereadores de todo o país.Para ilustrar a importância de uma divulgação eficiente das atividades parlamentares, o diretor-geral do Senado recorreu à memória da Casa. Segundo Agaciel Maia, em 1981, Jarbas Passarinho e Paulo Brossard eram considerados os melhores senadores do país. Porém, naquele ano, não se reelegeram.- A informação sobre sua atuação no plenário não chegava ao Pará ou ao Rio Grande do Sul - disse Agaciel, que se revelou um entusiasta das ações que têm por objetivo ampliar os canais de comunicação entre os legislativos e a sociedade.O alto índice de abstenções e de votos nulos e brancos nas eleições proporcionais indica, segundo Agaciel, que a população recebe pouca informação ou informação de má qualidade acerca do que acontece nos parlamentos. Os eleitores, continuou, não sabem qual o papel do parlamentar, atribuindo todas as ações do governo aos representantes do Poder Executivo.- Essa distorção só pode ser corrigida pela divulgação - avaliou.Agaciel deu ênfase à necessidade de treinar os recursos humanos das casas legislativas e levantou a possibilidade de que, em breve, os cursos possam vir a ser ministrados a distância, através da TV Senado. Ele também citou a importância do projeto Interlegis, que tem por objetivo integrar as assembléias legislativas e câmaras de vereadores de todo o país.- A matéria prima do parlamento é a informação. Pelo Interlegis, o vereador terá à disposição as mesmas informações a que o senador tem acesso - informou o diretor-geral.Agaciel reconhece as dificuldades que os profissionais de assembléias legislativas e câmaras de vereadores de todo o país enfrentam para dar prioridade política às ações de comunicação, principalmente quando há limitações orçamentárias. Porém, em sua opinião, a tecnologia e a queda dos custos vão simplificando o processo.- O que imaginávamos impossível em 1981, hoje ficou mais simples. Aqui no Senado, temos o know how e colocamos nossa experiência à disposição - ofereceu o diretor-geral.Raimundo Carreiro, secretário-geral da Mesa do Senado, disse que é testemunha de como o Congresso trabalha e debate assuntos que interessam ao povo, mas lamentou que "no jornal do dia seguinte, muitas notícias passem ao largo do que aconteceu no Legislativo".Carreiro fez uma avaliação da profissionalização dos trabalhos legislativos nos últimos quatro anos, desde que o senador José Sarney (PMDB-AP) assumiu a Presidência do Senado, em 1995. Naquele ano, lembrou, a pauta dos trabalhos do plenário, que estava atrasada, foi colocada em dia "sem atropelo e com transparência".O secretário-geral da Mesa citou ainda a criação da agenda mensal com a previsão dos trabalhos do Senado e a atualização do Diário do Senado Federal, outra importante fonte de informação da Casa, que chegou a estar 27 dias atrasado e, já em 1995, passou a ser publicado no dia seguinte aos fatos.- Quando você acompanha os trabalhos do Congresso pela imprensa, não vê isso retratado. A TV e a Rádio Senado mudaram essa situação e, agora, o cidadão pode tirar sua própria conclusão - declarou.

17/11/1998

Agência Senado


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