Presidente da Assembléia apóia instituição do salário regional



Antes mesmo do projeto chegar ao Legislativo Estadual, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Sérgio Zambiasi(PTB), anunciou hoje(2/05), durante a sessão solene em homenagem ao Dia do Trabalho, o seu total apoio à proposta do Governo do Estado, de instituir o salário mínimo regional nos valores entre R$ 230,00 e R$ 250,00. Para o presidente do Parlamento gaúcho, a iniciativa deverá minorar os sofrimentos de milhares de famílias gaúchas, potencialmente beneficiadas pela medida. Zambiasi entende que o projeto busca a inclusão social e "a Assembléia Legislativa saberá aliar-se a proposta e aprová-la, como já fez, recentemente, em outras matérias que envolveram ações conjuntas do Executivo e do Legislativo, como são os programas Primeiro Emprego, Família Cidadã, o Programa Social Coletivos de Trabalho e o Programa de Aproveitamento de Alimentos Não Consumidos". O presidente da Assembléia também não deixou de lembrar, no seu discurso, os mais de 300 mil trabalhadores desempregados na Região Metropolitana e de outras regiões pólo, "fora do mínimo ou de qualquer outra remuneração". E que desta forma, disse ele, " é necessário somar forças para vencer o desemprego e a injustiça social". Zambiasi, a propósito da questão, citou como exemplo os milhares de fiéis que participaram, ontem, em Santa Maria, da Romaria Estadual do trabalhador e da Trabalhadora, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que ouviram de Dom Ivo Lorscheiter que " todos nós temos a responsabilidade de enfrentar os problemas do mundo do trabalho". Ainda, quanto a instituição do salário mínimo regional, o deputado disse que " não podemos esquecer dos aposentados e pensionistas e dos milhares de servidores de prefeituras, que não serão beneficiados pelo novo salário a ser proposto. A eles, nosso compromisso de luta e nossa solidariedade. Afinal, não se constrói uma sociedade solidária sobre os alicerces da injustiça". De toda essa verdade, para o presidente da Assembléia, "devemos nos conscientizar para que possamos legar a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos um País em que o emprego não seja um privilégio e nem a existência digna, uma exceção." Encerrando, Zambiasi reafirmou sua posição, quando disse que " ou construímos este País para todos, em especial para os humilhados; ou estaremos voltando as costas a nosso próprio futuro".

05/02/2001


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