Promotor diz que abigeato pertence a rede internacional do crime



O representante do Ministério Público de Santana do Livramento, promotor José Eduardo Gonçalves, afirmou nesta manhã na Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado João Luiz Vargas (PDT), que o roubo de gado na fronteira oeste pertence a uma rede de crime organizado que inclui contrabando de armas e narcotráfico entre o Brasil e o Uruguai e possui melhores equipamentos que a polícia e uma estrutura muito ramificada. Adiantou que a falta de uma integração entre as policias dos dois países dificulta o controle do crime que causa prejuízos aos produtores rurais e economia dos municípios e do Estado pela evasão do ICMS. O promotor garantiu que mais de duas mil cabeças de gado saem de forma clandestina da fronteira brasileira em direção ao Uruguai e retornam ilegalmente para ser comercializada no lado brasileiro. José Eduardo Gonçalves pediu empenho aos deputados da Comissão de Assuntos Municipais na defesa da atuação do Exército e da Polícia Federal na fronteira para conter o contrabando de gado. O presidente da Comissão, deputado João Luiz Vargas, disse que coibir o tráfico de animais é uma questão de segurança nacional. Ele vai marcar audiência com a superintendência da Polícia Federal, do Comando Militar do Sul e com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Uruguai para propor uma ação integrada contra o roubo de gado. Também vai solicitar ao secretário estadual de Segurança Pública, José Paulo Bisol, medidas enérgicas para conter a criminalidade na fronteira. “O abigeato está desmotivando aos produtores rurais. O fim das patrulhas rurais, o desaparelhamento da polícia incentivam o roubo na região”, disse o deputado, repetindo o papel do governo federal na fiscalização das fronteiras.

11/21/2000


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