PSB realiza encontro e lança Eduardo



PSB realiza encontro e lança Eduardo A indecisão dos partidos de Frente de Esquerda em torno de um único nome para disputar as eleições em 2002 poderá ser um complicador para unidade da oposição no Estado. Ontem, durante os congressos municipais realizados pelo PSB em 54 cidades da Zona da Mata e da Região Metropolitana do Recife, o nome do deputado federal Eduardo Campos (PSB) foi citado nos encontros de Araçoiaba, Aliança e Cabo de Santo Agostinho, como um nome forte e que reúne condições para concorrer a sucessão estadual. Os encontros realizados em Aliança e Araçoiaba contou com a presença do presidente nacional do partido, o ex-governador Miguel Arraes. No seu discurso, Arraes defendeu fortalecimento do PSB, visando as eleições estadual e nacional. Ele também estimulou os congressistas, no sentido de trabalhar para eleger o maior número de possível de deputados federais e estaduais para acabar com a maioria que a oposição detém na Assembléia Estadual e Câmara Federal. Ao falar de sucessão estadual, Arraes não citou em nomes. "Ele preferiu discutir as propostas do partido para 2002", resumiu Adilson Gomes, assessor do ex-governador. O nome do deputado Eduardo Campos foi lembrado pelo deputado estadual Carlos Lapa (PSB). Segundo ele, Campos seria o nome mais forte dentro das forças de esquerda para disputar o pleito, caso os partidos de esquerda não consigam sair unidos em 2002. O deputado fez o mesmo discurso no município de Araçoiaba. No Cabo de Santo Agostinho, a direção do PSB municipal lançou um documento reafirmando a importância da unidade entre forças de esquerda para 2002. Eles também referendaram o nome de Eduardo Campos para disputar as eleições com o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), caso não haja unidade entre os partidos de esquerda. O prefeito do Cabo, Elias Gomes (PPS), foi favorável ao nome do socialista, afirmando que o deputado tem um trabalho importante no Estado. Ele lembrou a sua gestão de Campos como secretário da Fazenda, no governo Arraes. Vereadores governistas abandonam o PT Parlamentares dizem que o motivo é a falta de "atenção" que a Prefeitura do Recife vem dando aos pleitos O prefeito do Recife, João Paulo (PT), precisa agir rápido e encontrar uma fórmula de satisfazer a base aliada. Caso contrário, poderá ter a desagradável surpresa de ver projetos importantes para sua administração serem derrotados na Câmara Municipal. Na última sexta-feira, o prefeito sofreu uma baixa na base de apoio do Legislativo. Seis vereadores governistas anunciaram ao líder do Governo, Jurandir Liberal (PT), que a partir de agora o grupo estará livre para votar independente da orientação da PCR. O motivo da debandada é a falta de "atenção" que a PCR vem dando aos pleitos dos vereadores. O grupo se queixa principalmente de alguns secretários que, segundo afirmam, vêm dificultando o atendimento dos pleitos encaminhados à Prefeitura pelos parlamentares. A lista dos "independentes" é formada pelos vereadores Eriberto Medeiros (sem partido), Rogério de Lucca (PTB), José Alves (PTdoB), Antônio Oliveira (PSL), Hélio Seixas (PPB) e Gilberto Luna (PSL). Segundo Eriberto Medeiros, esse comportamento dos secretários - ele não quis revelar nomes - coloca em xeque os compromissos assumidos pela bancada com a PCR. "Os dois lados estão comprometidos. Mas não podemos fazer a nossa parte e eles não", disse. A falta de entendimento, na avaliação de Medeiros, poderá atrapalhar os rumos da gestão petista. "No início do Governo ele (João Paulo) contava com uma bancada de 23 vereadores. Hoje, não garantimos mais nada", avisou. Na semana passada, o grupo se reuniu na sede da Prefeitura com o prefeito do Recife e o secretário de Governo, Múcio Magalhães, para tentar solucionar o problema. Segundo Medeiros, o prefeito se mostrou surpreso com as denúncias e se comprometeu a averiguar a origem do problema. Mas, segundo os vereadores, nenhum aceno foi dado em direção dos pedidos dos parlamentares. "Somos o elo de ligação entre o governo e as comunidades. Elas nos cobram melhorias, mas não podemos fazer nada porque os secretários não ajudam". O líder do governo na Câmara não acredita que a PCR não será prejudicada com a debandada dos seis vereadores. "A relação do governo com a bancada sempre foi a de respeitar os parlamentares. Não se formou um grupo de independentes da base aliada. O que existe é que seis vereadores vão encaminhar as coisas de forma organizada. Não significa que estarão contra o governo", assegurou. Em sua avaliação, a PCR manterá a mesma relação com os "independentes". "Se vamos atuar em bloco ou em separado isto não altera. O mesmo compromisso que foi montado para a eleição de Dilson Peixoto para a presidência da Mesa será mantida", afirmou. Ramez Tebet tenta retomar votações BRASÍLIA - A eleição de Ramez Tebet (PMDB-MS), presidente do Senado, não foi ainda suficiente para trazer a Casa de volta à realidade da crise internacional, da alta do dólar e do perigo de uma bancarrota da economia mundial. Enfim, de volta ao debate em torno de um mundo que ameaça desabar. Os senadores do PFL prometem não dar trégua ao novo presidente da Casa enquanto houver a suspeita de que a sua eleição foi um arranjo político para salvar o mandado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Enquanto isso, Tebet tenta retomar votações. "Há uma ligação clara do senador Ramez Tebet com Jader Barbalho", ataca o senador José Agripino Maia (RN), vice-presidente nacional do PFL. "Nós e os partidos de oposição vamos manter uma vigilância constante quanto à imparcialidade do novo presidente do Senado, porque é evidente que há uma manobra para salvar Jader Barbalho", continua Agripino. "Portanto, é esse o objeto de nossa atenção e de todo o atrito". Agripino diz que o PMDB montou um esquema de proteção a Jader que vaida presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, com o presidente Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS) à presidência do Senado. Ramez Tebet, porém, quer paz. Hoje, vai procurar os líderes dos partidos para propor uma reunião do Colégio de Líderes e definir a pauta de votação para as próximas semanas. "Quero saber quais são os interesses da Casa e dos senadores". Tebet mostra-se esperançoso: "Tenho certeza de que quando acertarmos nossa pauta de votação, o Senado voltará ao mundo real. Por enquanto, está muito virado para assuntos internos". Tebet acha que, aos poucos, todos os senadores entenderão que é hora de "olhar para a frente". Ainda nesta semana, Ramez Tebet pretende procurar o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), para conversar a respeito de uma pauta comum do Congresso (Câmara e Senado reunidos, em sessão destinada a votar vetos presidenciais e propostas orçamentárias). Também tentará negociar com Aécio a votação de projetos que saíram do Senado há tempos e que estão engavetados na Câmara, como o do fim da imunidade de parlamentares para crimes comuns. Luiz Henrique Gusson é preso em São Paulo NATAL - Um agente de confiança do delegado Maurílio Pinto de Medeiros, ex-subcoordenador de Operações Especiais, prendeu sábado à tarde, em Santos, São Paulo, Luiz Henrique Gusson, foragido da Subcoordenadoria de Operações Especiais (Sucope) desde o dia 3 de setembro. Maurílio Pinto disse que a ação de prisão do fugitivo foi patrocinada por ele, inclusive a passagem aérea do agente civil Trigueiro, encarregado de prender Gusson. "É a minha resposta para quem achava que eu estava envolvido nesta fuga. Prender Gusson é uma questão de honra", alfineta. Gusson denunciou um esquema milionário de desvio de verbas e tráfico de influência no Rio Grande do Norte praticados pelo cunhado do governador, o empresário Marcos Santos. A pista seguida por Maurílio foi o fato de Gusson ter família em São Paulo, sendo enorme a possibilidade de ele ter se dirigido para o interior paulista depois da fuga. O delegado não deu mais informações de como foi efetuada a prisão, mas disse que Gusson não reagiu quando o agente Trigueiro o abordou. "Ele (Gusson) falou comigo no telefone. Estava chorando muito e pediu que não deixasse matá-lo. Garanti que isso não aconteceria", destacou Maurílio Pinto. Quando chegar a Natal, Gusson ficará detido no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Ontem à tarde, Maurílio e o também delegado Carlos Peixoto, que ajudou Maurílio a procurar Gusson, numa iniciativa paralela às investigações oficiais da Polícia Civil, viajaram a São Paulo, com tudo pago pelo próprio Maurílio, para buscar Gusson. "Não existe um tostão do Estado nestas viagens. O meu agente prendeu Gusson", disse. O ex-subcoordenador da Sucope voltou à Natal ontem por volta do meio-dia trazendo Luiz Henrique Gusson. Desde que foi exonerado da Subcoordenadoria de Operações Especiais pelo governador Garibaldi Alves Filho, depois da fuga de Luiz Henrique Gusson e Fábio "Coroa", o delegado Maurílio Pinto pediu férias e resolveu investigar por conta própria o paradeiro do foragido, por não aceitar as suspeitas de que a fuga teria sido facilitada por ele e seus agentes. A ação culminou com a prisão de Gusson. Assassinado vereador do PV de Sergipe ARACAJU - O vereador e sindicalista Carlos Gato (PV), que ficou conhecido no Brasil por ter denunciado, há cerca de dois anos, a utilização de mão-de-obra infantil nas plantações de laranja de Sergipe, foi assassinado com 10 tiros de revólver, sábado à noite, na cidade de Pedrinhas, na região centro-sul de Sergipe. O crime, segundo o advogado João Fontes, membro do PT de Sergipe, tem conotação política. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Citricultura de Sergipe, Carlos Gato foi eleito vereador no ano passado, pelo município de Boquim, vizinho de Pedrinhas. Ele era o primeiro secretário da Câmara Municipal de Boquim e presidente da Associação dos Vereadores da Região centro-sul de Sergipe, além de secretário-geral da Associação Nacional dos Vereadores. Segundo testemunhas, o vereador estava no bar, tomando uma cerveja. Um garoto o teria atraído para fora do estabelecimento, dizendo que algumas pessoas queriam falar com ele. Na rua, o sindicalista foi atingido pelos disparos de dois pistoleiros, que após o crime fugiram num carro dirigido por um terceiro. A polícia, até ontem à tarde, ainda não tinha pistas dos assassinos nem dos prováveis mandantes do crime. Carlos Gato, nos últimos anos, vinha fazendo acusações contra vários políticos da região. Colunistas DIARIO POLÍTICO PT sob encomenda A ala moderada do PT foi inteligente ao defender eleições diretas para os diretórios nacional, estaduais e municipais do partido, na semana passada. No curto prazo, há o prejuízo com o desgaste de uma apuração mal feita e dos conflitos internos. Isso passa. A força com que a campanha de Lula está avançando no País deve ampliar a unidade interna, como houve na eleição de João Paulo, no Recife. Os lucros de verdade vêm no médio e longo prazos. E são líquidos para o grupo light, cujo principal representante em Pernambuco é Humberto Costa. Nas eleições diretas, venceram aqueles líderes políticos com maior exposição pública, como é caso do próprio Humberto, cujo candidato a presidente estadual ganhou. Antes, nos pleitos indiretos, havia margem de manobra das tendências minoritárias, que trabalhavam para conquistar os delegados. Além disso, o voto direto também permitiu a participação da militância menos orgânica, menos vinculada a tendências ou menos coorporativa. No final das contas, o grupo aberto a alianças políticas amplas, pragmático e já com alguma experiência administrativa assume o comando do partido num momento crucial. O PT vive situação histórica. Administra a vida pública de 29 milhões de habitantes. Transformou-se em opção real de poder no País e em Pernambuco. Não pode errar, com diz Lula. Para o brasileiro não-petista, isso é fundamental. É preocupante pensar que o partido pode assumir o poder aqui e em Brasília sem estar preparado. A população cansou de experiências. Quer resultados, e mais amplos que a estabilização da moeda. A Assembléia criou uma comissão especial para emitir parecer sobre projetos de resolução que instituem o Código e a Comissão de Ética Parlamentar. Resta saber se haverá tempo para votar isso com tantas homenagens e concessões de títulos de cidadão. Ovelha Negra O deputado estadual evangélico Manoel Ferreira (PPB) já decidiu: votará no governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), à Presidência da República. Mesmo que a orientação do partido seja noutro sentido, ele garante que não mudará de idéia. "Posso fazer campanha para outro, mas meu voto é meu e ninguém pode opinar", disse. Lei seca A Câmara Municipal do Recife vota amanhã o projeto, de autoria do vereador Henrique Leite (PT), que proíbe a cobrança de taxa de consumação nos bares, casas de shows e boates da cidade. Para o petista, além de abusiva, por ferir o direito do consumidor, a medida é um incentivo ao uso de bebidas alcoólicas, principalmente para público jovem, maior frequentador dessas casas. Tradução Os deputados pareciam crianças, na semana passada, no dia em que ouviram a tradução da palestra proferida pelo professor Steve Wrigley, da Universidade da Georgia. Antes do americano, Gilvan Costa (PTN) fez um pronunciamento e Romário Dias (PFL) não se conteve: "Depois eu distribuo a tradução para vocês". Nepotismo 1 O prefeito de São José do Egito, Paulo Vieira Jucá (PSB), resolveu prestigiar a sua família. Nomeou cinco parentes vinculados ao seu gabinetes: a irmã, Maria Yêda é chefe de gabinete; a esposa Cleide, secretária de Ação Social; o irmão Fernando diretor de Urbanismo. Os sobrinhos Bernando está como motorista e Frede Kléber no departamento de arrecadação. Nepotismo 2 Sem falar na família Campos do vice-prefeito de São José. Dela, foram indicados para ocupar cargos comissionados no Executivo José Eustáquio Campos (Secretário de Agricultura); Maria Elite Campos (Diretora Educacional) e Cleópatra Campos, professora de Educação Física. PCdoB O deputado estadual Nelson Pereira (ex-PT) e o ex-prefeito de Camaragibe, João Lemos, se filiarão oficialmente ao PCdoB na próxima quinta-feira, em ato formal da assinatura da ficha no auditório do Anexo I da Assembléia Legislativa. A oposição não perde tempo. Há quem diga que a idéia do secretário de Educação, Raul Henry, de eleger os novos diretores de escola da rede estadual não é perfeita, como dizem. Isto porque, como os adjuntos não serão eleitos, os aliados continuarão fazendo suas indicações. O risco é que pode ser criado um diretor de direito e outro de fato. Editorial Teorias conspiratórias Na reabertura do mercado financeiro, na segunda-feira passada, cinco dias após os ataques terroristas a Nova Iorque e Washington, Wall Street contabilizou prejuízo da ordem de US$ 590 bilhões. Foi o desempenho mais catastrófico de sua história. O índice Dow Jones da Bolsa de Valores nova-iorquina despencou 7,13%. Depois, as operações voltaram aos parâmetros de estabilidade, embora sem recuperar as perdas. Há, porém, expectativas de que os negócios sigam rota estável, estimulados sobretudo pela redução das taxas de juros. Mais poderosa economia do planeta, não há razão para desacreditar no potencial norte-americano de contornar turbulências econômicas graves, mesmo diante do declarado estado de guerra. Durante a Guerra do Golfo não houve oscilações com efeitos dramáticos sobre ativos de empresas negociados em bolsa ou trepidações econômicas significativas. O mesmo cenário se manteve durante os sete anos de envolvimento na Guerra do Vietnã, apesar do sacrifício de 72 mil soldados. Longe daqui a ousadia de afirmar que a situação de emergência bélica experimentada pelos Estados Unidos não criará abalos internos. Tampouco que não desatará influências negativas sobre as relações econômicas mundiais. Apenas que o horizonte visível não autoriza alimentar pânico sobre a possibilidade de desastres irremediáveis. Há, porém, ameaça talvez maior. Em planos distintos da consciência política infiltram-se, cada vez de forma mais intensa, propostas para reduzir os direitos civis e introduzir controle mais severo sobre as liberdades pessoais. São idéias que se alimentam de teorias conspiratórias recolhidas de vertentes autoritárias. Uma vez admitidas, costumam abrir portas para novas e mais drásticas investidas contra os direitos fundamentais da pessoa e segurança da sociedade. A devastação bestial provocada pela demência de terroristas convoca o aparelho de segurança americano a adotar sistemas seguros de prevenção para evitar a repetição de novas barbáries. A própria guerra aos antros do terror e aos governos que os amparam está na lógica de um país agredido da forma mais traiçoeira e brutal possível. Nada, porém, justifica retroceder a práticas abandonadas ao longo da vida norte-americana como lixos da história. Mais grave é que seduções sectárias do gênero tendem a passar nota de suspeição em desfavor de imigrantes de origem levantina. Casos já foram registrados de agressão e morte. A grandeza dos Estados Unidos é avaliada no Mundo não apenas por sua pujança econômica. Muito menos em razão de seu colossal poderio bélico. Mas, antes de tudo, pela devoção a um sistema democrático aberto, afluente, solidário. Um valor que, ao longo de mais de dois séculos de regime constitucional, desaguou em uma sociedade multirracial unida pela argamassa da liberdade e da solidariedade. É impensável imaginar que, para punir a ignomínia e a ferocidade de terroristas, conquista de tamanha dimensão histórica seja sacrificada. Topo da página

09/24/2001


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