Salário baixo eleva emprego formal
- Salário baixo eleva emprego formal
- Todas as vagas criadas no mercado de trabalho formal em 2000 e 2001 pagavam até três salários mínimos e eram para quem tinha até 29 anos e estudou ao menos até a 5ª série do ensino fundamental, informa o Ministério do Trabalho.
No total, 1,25 milhão de vagas foram criadas nesse mercado.
Houve contratação de trabalhadores por salários mais altos, mas as demissões foram maiores do que as admissões no grupo de empregados que ganha mais de três mínimos.
Em 99, 12,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada ganhavam mais de R$ 540 (três mínimos, até o mês passado). O total caiu em 2001 para 11,8 milhões, ou 700 mil postos a menos para trabalhadores dessa faixa salarial com carteira.
A proporção de trabalhadores com salário até R$ 540 chegou no ano passado a 53% dos empregados no setor formal da economia. Essa participação vem subindo desde 99, quando estava em 48%. Em 2000, a taxa passou a 50,3%.
Analistas atribuem o novo perfil dos empregados do setor formal à competição entre trabalhadores e à estratégia das empresa, que trocam profissionais com salários maiores por jovens mais qualificados que admitem ganhar menos.
"O emprego formal cresceu, mas o que aumentou foram as vagas de pior qualidade. É o surgimento do trabalho formal precário", diz Anselmo Luis dos Santos (Unicamp), que vê "profunda transformação" na estrutura do emprego. (pág. 1 e B1)
- "É uma tragédia que esses 17% dos franceses, sejam quais forem suas razões, tenham votado no partido do ódio, da guerra civil e do racismo.
Nem uma única voz deve se ausentar. Nem um único voto deve ser deixado de lado. É preciso transformar o voto em Chirac no voto contra Le Pen.
É preciso que esse voto seja tão límpido, tão maciço, que se torne um recado inequívoco ao aventureiro cuja simples presença nos palanques da campanha, durante 15 dias, fará de nós motivo de chacota em todo o mundo". (Bernard-Henri Lévy, filósofo francês) (pág. 1 e A20)
- Pré-candidato do PPS a presidente, Ciro Gomes registrou no governo do Ceará (1990-94) taxas de crescimento superiores à do Nordeste e à do Brasil, mas comandou a recriação do poder oligárquico na região, mantendo características tipicamente coronelísticas.
Beneficiado pelo ajuste fiscal da gestão do aliado Tasso Jereissati (1987-90), melhorou os indicadores sociais. Mas os bolsões de pobreza e a concentração de renda persistem.
Deixou o Ceará para assumir a Fazenda, onde teve gestão controversa. Sua medida de maior impacto, a redução da tarifa de importação de 445 produtos, foi vista como prejudicial à indústria. (pág. 1 e cad. Brasil)
- A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulga dados sobre homicídios dolosos (com intenção de matar) menores que o número real de casos, relata Rogério Pagnan.
Pesquisa encontrou 37 assassinatos em 1999 e 2000 que não existem na conta do estado.
A Secretaria da Segurança Pública atribui a diferença a divergências nos dados enviados pelas delegacias. (pág. 1 e C1)
Colunistas
Painel
A Confederação Nacional da Indústria pretende realizar no próximo dia 9, em Brasília, o primeiro encontro entre os presidenciáveis. Os pré-candidatos não debateriam entre si. Teriam 30 minutos para expor suas idéias. Em seguida, responderiam às perguntas da platéia.
Editorial
"IMPULSOS NOS EUA"
A economia norte-americana vem demonstrando, nessa fase de recuperação da crise recessiva, um comportamento em que predominam os impulsos de crescimento, sem que ocorra uma autêntica recuperação da confiança.
Para os mais otimistas, trata-se de um processo natural, em que, após um período de recessão, é necessário fazer ajustes em estoques e em níveis de endividamento antes que uma nova fase de expansão tenha início.
Já os pessimistas continuam dando mais peso aos indicadores de endividamento excessivo do consumidor norte-americano, ou seja, da impossibilidade de contar cm o consumo para reativar a demanda, num contexto de economia mundial lenta e de excesso de investimentos em setores tecnologicamente mais avançados.
Os mais céticos temem ainda um efeito mais danoso da crise no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, assim como uma recaída recessiva depois de um período de alívio. Também pesa no horizonte a perspectiva de elevação dos juros pelo Fed caso a economia apresente uma recuperação mais exuberante. (pág. A-2)
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04/28/2002
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