Sarney: nada impede que o Congresso restaure a CPMF
O presidente do Senado, José Sarney, disse não ter conhecimento de que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pretenda restaurar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ( CPMF ), que foi extinta pelo Congresso em 2007. Por telefone, Sarney disse à Agência Senado que o Legislativo, contudo, não está impedido de restaurar essa contribuição.
- Eu ouvi a ministra Dilma Rousseff dizer que não vai mandar nenhum projeto fazendo retornar a CPMF. Agora, isso não impede que, aqui dentro das duas Casas do Congresso, apareça uma iniciativa parlamentar restaurando essa contribuição.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o retorno da CPMF é desejo da maioria dos governadores eleitos no último pleito. Alegando falta de recursos para bancar os serviços de saúde, eles defendem a criação de um imposto nos moldes da contribuição extinta três anos atrás. Até 2007, era cobrada uma taxa de 0,38% sobre cada transação bancária, havendo isenção apenas em alguns casos.
Salário mínimo
Sobre o adicional de R$ 18 bilhões em receitas orçamentárias que a Comissão de Orçamento do Legislativo contabiliza para propor um reajuste maior para o salário mínimo , Sarney disse desconhecer esses números.
- Não tenho dados concretos para falar sobre isso. Dilma Rousseff já disse que vai fazer o possível para dar um salário mínimo o mais alto que puder ao país. Mas antes ela vai fazer um apanhado das repercussões desse reajuste nas despesas governamentais. Isso eu sei que ela vai fazer. Afinal, temos que acreditar nas mulheres - disse ainda Sarney.
05/11/2010
Agência Senado
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