SEBASTIÃO ROCHA: É PRECISO PROGREDIR E ESQUECER EUFORIA



Ao homenagear o nono aniversário da criação do estado de Tocantins e da transformação, em estados, de Roraima e Amapá, o senador Sebastião Rocha (PDT-AP) alertou que "o sonho de eldorado e a fantasia da região desapareceram e o que resta é a dura e cruel realidade, com conquistas, mas também com graves problemas sociais e econômicos".

- É preciso deixar de lado a euforia de nove anos atrás. Os três estados precisam o quanto antes encontrar os meios indispensáveis para poder progredir, crescer, desenvolver-se e chegar à condição de andar com as próprias pernas. O cenário otimista, ensejado por alguns resultados concretos e pela potencialidade de cada estado, estimula-nos a novos avanços que saberemos alcançar - disse.

Sebastião Rocha afirmou que foram poucas as médias e grande empresas que investiram no Tocantins, em Roraima e no Amapá, devido à falta de infra-estrutura para a instalação de empreendimentos de grande porte. Segundo o senador, são os pequenos empresários que vêm dando ritmo à economia desses estados.

Ele citou o exemplo do fornecimento de energia elétrica no Tocantins, prejudicado por oscilações constantes de tensão, e no Amapá, que não possui um sistema definitivo de suprimento de energia elétrica. Roraima, por sua vez, buscou uma solução para suprir Boa Vista, comprando energia da Venezuela, frisou.

- Por isso, saudamos as primeiras vitórias, que estão a conduzir a economia do Tocantins a um comportamento positivo com um Produto Interno Bruto de US$ 1,1 bilhão e com um crescimento médio de 6,9% ao ano - assinalou, informando que, quando o estado foi criado, existiam mil quilômetros de rodovias asfaltadas e, até o final de 96, o número subiu para três mil e setecentos quilômetros.

Sebastião Rocha lembrou que famílias inteiras, movidas pelas dificuldades de sobrevivência, se dirigiram para esses novos estados, animadas com a perspectiva de melhores dias. "Acontece que nesses estados não há mercado de trabalho capaz de absorver tal contingente de mão-de-obra", garantiu.

Conforme o senador, nos novos estados os empregos são predominantemente oferecidos pelo governo estadual, já que a iniciativa privada é pouco expressiva. "Na verdade, não há uma base econômica", lamentou.

Sebastião Rocha disse que, há cerca de três anos, a população do Amapá era de 300 mil habitantes e, hoje, chega a cerca de 600 mil. "Isso não ocorreu devido à fertilidade do povo, mas à emancipação em 1988 e à criação da Zona de Livre Comércio, que soou, para os angustiados, como alternativa para uma vida nova", comentou.



06/10/1997

Agência Senado


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