Tarso diz não escolher o adversário









Tarso diz não escolher o adversário
Garante estar tranqüilo quanto aos resultados que apontam Rigotto no 2º turno e aposta na militância

Tarso Genro, candidato da Frente Popular ao Palácio Piratini, realizou ontem, em Santa Maria, Caxias do Sul e Gravataí, os comícios de encerramento da campanha. Disse que jamais declarou que teria preferência por algum adversário no 2º turno, mas que, com Germano Rigotto, do PMDB, o debate seria mais frontal, claro e aberto. Sobre os resultados das pesquisas que mostram o crescimento de Rigotto, Tarso afirmou estar tranqüilo. 'O que está acontecendo é a transferência de votos de um candidato para outro', argumentou. Enfatizou ainda que Rigotto pode ser identificado por votos contrários aos trabalhadores em questões previdenciárias e salariais em seu mandato na Câmara dos Deputados.

Tarso salientou que está otimista em relação à reta final da campanha e à possibilidade de crescimento em torno do trabalho da militância, que é uma marca do PT. Reforçou que há diferenças políticas que marcam a sua candidatura e a dos adversários. Acrescentou a importância da consciência dos eleitores em relação aos projetos de governo para o Estado. 'São programas totalmente antagônicos', argumentou. Tarso disse ainda que a troca de posições entre os que estarão no 2º turno não irá alterar as estratégias da campanha porque os adversários têm posição política igual. 'Antônio Britto e Germano Rigotto representam a mesma forma de administração', avaliou.

O candidato da Frente Popular enfatizou a importância do Rio Grande do Sul, considerando vitais os votos para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições para a Presidência da República e uma vitória no 1O turno. Tarso estava acompanhado de seu vice, Miguel Rossetto, e dos candidatos ao Senado Paulo Paim e Emília Fernandes. Em Santa Maria, subiram ao palanque os seus pais, Adelmo e Elly.


Rigotto não teme ligação a FHC
Elogia a garantia à estabilidade e critica o boicote à reforma tributária

O candidato ao Palácio Piratini Germano Rigotto, do PMDB, disse ontem que a vinculação do seu nome ao governo Fernando Henrique Cardoso não traz prejuízos para a sua imagem. Durante caminhada por Cachoeirinha, na região Metropolitana, Rigotto declarou sentir orgulho de ter participado, como líder no Congresso Nacional, de um governo que, segundo ele, vai ficar na história pela garantia à estabilidade econômica. Rigotto afirmou, porém, que não se posicionou a favor de tudo e votou contra a flexibilização das leis trabalhistas por não concordar com a maneira pela qual foi apresentada. 'Acho que deverá haver mudanças na legislação, mas não daquela forma', salientou. Ele apontou ainda como 'erro absurdo' do atual governo federal o que chamou de boicote à reforma tributária. 'Sei que vai haver cobranças em relação à minha atuação, mas sempre denunciei o que considerei errado e deixei claras as discordâncias ', afirmou.
Com as pesquisas a poucos dias da eleição indicando que disputará o 2º turno contra Tarso Genro, da Frente Popular, Rigotto declarou que pretende manter a linha conciliadora durante a nova etapa. 'Não quero criticar, mas mostrar alternativas. Quem atacar vai pagar um preço alto porque a população não quer uma campanha cheia de ofensas', disse ele, que visitou ainda as cidades de Canoas, Gravataí e Alvorada.

Para Canoas, Rigotto seguiu de metrô, saindo da Estação Farrapos, do Trensurb, em Porto Alegre. 'Precisamos ter consciência de que o transporte coletivo nesta região de alta densidade demográfica é um elemento que merece muita atenção', comentou. Acrescentou que estava lá para saber como as pessoas se sentiam em relação ao serviço. Rigotto também pediu aos eleitores da região que reflitam sobre o seu projeto de governo.


Jair se preocupa com os servidores
O ex-governador do Estado Jair Soares, candidato a deputado estadual pelo PPB, disse ontem que está preocupado com a proposta orçamentária enviada à Assembléia para 2003 porque não há margem, segundo ele, para qualquer reajuste do funcionalismo público. Jair afirmou que a situação é muito grave, pois, além de não terem seus salários aumentados, os servidores correm o sério risco de receber com atrasos. 'Do jeito que está o orçamento, até para quitar a atual folha ordinária, sem reajuste, o governo terá imensas dificuldades, pois há déficit claro na peça orçamentária proposta pelo Executivo', argumentou o ex-governador.


Simon diz que será preciso negociação
O senador Pedro Simon afirmou ontem que passadas as eleições será necessário constituir grande entendimento nacional entre as principais forças políticas do país para possibilitar a realização de reformas urgentes. Segundo Simon, o novo governo, seja quem for o candidato que vencerá a eleição presidencial, terá de negociar com o Congresso para promover o mais rápido possível as reformas da previdência, tributária, administrativa e política. 'O Brasil deverá ficar acima dos projetos pessoais e partidários', argumentou.


Exército ajuda no transporte de urnas
A Justiça Eleitoral de Santana do Livramento começa hoje, a partir das 7h, a distribuir urnas eletrônicas nas 15 seções eleitorais que funcionarão no interior do município. Algumas seções estão em locais de difícil acesso, como Passo das Pedras e Upamaroty. O Exército auxiliará no transporte do material em cinco regiões de péssima trafegabilidade utilizando jipes. A Brigada Militar colocará um policial militar para guarnecer as seções do interior. Nesses locais de votação, estará atuando um 'secretário de prédio' (estudantes de informática da Urcamp) para dar um suporte técnico aos mesários no dia das eleições.

Nas próximas eleições, pelo menos quatro seções do Interior serão desativadas, entre elas uma situada na região de Sarandi, que só tem 24 eleitores inscritos. As urnas instaladas em campanha serão alimentadas por energia elétrica e têm baterias para caso de interrupção no fornecimento. Na área urbana de Livramento, a distribuição das urnas será a partir das 7h de amanhã.


Urnas funcionarão com bateria
Desde as últimas eleições, em 2000, todos os eleitores de São José do Norte votam pelo sistema informatizado. Porém, já que alguns locais da zona rural ainda não contam com energia elétrica, dez urnas eletrônicas irão funcionar através de bateria. São três urnas instaladas em São Caetano, totalizando 699 eleitores; uma em Curral Velho, com cem eleitores; outra em Gravatá, com 204; em Tesoureiro, com 85; na Várzea, com 294; na Capela do Retovado, que tem 84 eleitores; em Capão da Areia, com 177; e em Saraiva, com 99 votantes. Cada urna eletrônica tem uma bateria interna com capacidade para 14 horas, além de outra de reserva. Em função de o interior do município ter 38 quilômetros de estrada com difícil acesso, parte da chamada Estrada do Inferno, a 13ª zona eleitoral de São José do Norte contará com o apoio do Exército, que disponibilizará uma Toyota para buscar os disquetes nas sessões instaladas nessa área e que ficará à disposição do chamado SOS Urna.

São José do Norte tem 18.268 eleitores, distribuídos nas 65 sessões instaladas em 41 prédios. Estará em funcionamento um posto exclusivo para as justificativas. Para trabalhar nas eleições de domingo, foram mobilizados 398 mesários, 15 escrutinadores no caso da necessidade da utilização de urna com cédulas de papel, além da equipe do cartório.


Brigada impedirá a boca-de-urna
Três centrais telefônicas vão receber denúncias contra partidos que tentarem influenciar os eleitores

Mais de 2 mil policiais militares estarão de plantão no domingo, em Porto Alegre, par a impedir a boca-de-urna durante a votação. O juiz da 112ª zona eleitoral da Capital, Pedro Bossle, responsável pela propaganda de rua irregular, advertiu ontem os partidos e os militantes para que não distribuam material de campanha nem tentem coagir os eleitores. 'Isso caracteriza crime eleitoral e a Justiça agirá para coibir a boca-de-urna', garantiu. Bossle enfatizou que não serão admitidas desculpas como o desconhecimento da legislação, ao observar que esta será a terceira eleição em que existe proibição para a boca-de-urna. 'Até 1997, havia uma distância permitida de 100 metros antes da zona eleitoral, mas hoje não pode mais', ressaltou o juiz.
Quem fizer boca-de-urna será detido pela Brigada Militar, levado para o Fórum Central e encaminhado a quatro juízes que estarão de plantão durante todo o domingo. Bossle pediu aos partidos e às pessoas que virem material sendo distribuído que denunciem à Justiça Eleitoral. Três centrais telefônicas estarão à disposição. Salientou que não constitui crime usar camisetas e broches de candidatos, além de portar bandeiras de partidos, desde que não haja manifestações organizadas, distribuição de panfletos e corpo-a-corpo. Além da Brigada Militar, atuarão na fiscalização da boca-de-urna o Ministério Público e a Justiça Eleitoral. A preocupação da Justiça gaúcha reflete o pedido do Tribunal Superior Eleitoral de não admitir a coação do eleitor no dia 6. Em todos os estados do país haverá aumento de efetivo da Polícia Militar para coibir a prática da tradicional boca-de-urna.

Sobre a propaganda irregular de rua, Bossle afirmou que 95% do material distribuído em postes e canteiros de Porto Alegre atenderam à legislação eleitoral e 5% resultaram em cerca de 400 representações. Em 1998, o Tribunal Regional Eleitoral julgou 860 processos por não seguirem as normas sobre propaganda da Lei Eleitoral. Muitas ainda estão sendo julgadas com multas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. É proibido desde ontem fazer carreatas, comícios, reuniões públicas e debates entre candidatos, sob pena de detenção de seis meses a um ano e multas de R$ 5 a R$ 15 mil. Os telefones para denunciar a boca-de-urna em Porto Alegre são: 3210-6568, 3210-6569 e 3210-6570.


Klein recomenda cautela quanto à euforia de eleitor
Ao avaliar a perspectiva de Germano Rigotto disputar o 2º turno da eleição para o governo do Estado, o candidato ao Senado pelo PMDB, Odacir Klein, recomendou ontem que a militância mantenha cautela e serenidade nos dois dias que antecedem a eleição. 'Não podemos nos deixar tomar pela euforia, da mesma forma que não nos abatemos no começo da campanha pelos índices baixos das pesquisas', disse. Para Klein, não existe eleição ganha antes de sair o resultado final.


Paim quer evitar o êxodo rural
Paulo Paim, candidato ao Senado pela Frente Popular, disse ontem que uma de suas metas será articular políticas de incentivo à produção com ênfase para a pequena e a média propriedade rural, à agroindústria e à agropecuária. Para o candidato, é necessário e urgente a formulação de propostas para manter o homem no campo. Uma de suas tarefas em defesa dos pequenos agricultores aconteceu em 1997, quando garantiu, para efeito de aposentadoria, a averbação do tempo de trabalho rural com o urbano. 'Conquistamos essa vitória no Supremo Tribunal Federal. Esse trabalhador merece nosso respeito, pois resiste apesar da vida dura na roça. Seu sonho é ter alimento produzido na terra, respeitando o meio ambiente', afirmou.

O candidato também quer estabelecer benefícios para as donas de casa. O parlamentar é co-autor da emenda constitucional que prevê a aposentadoria para a mulher que tem como principal atividade cuidar do lar. 'Trabalhar pelo Rio Grande do Sul no Senado é também lutar pela mulher que movimenta e estrutura a sociedade na política, na economia regional e nos cargos públicos', assegurou o candidato do PT.


Mota garante que vai lutar pelo IPE
Luiz Henrique Mota, candidato a deputado estadual pelo PT, garantiu ontem que irá lutar pela viabilidade econômica no campo das pensões do Instituto de Previdência do Estado, do qual foi presidente. Mota lembrou ainda que a legislação regulamentadora da instituição previdenciária tem quase 30 anos. A contribuição para pagamento de pensões no valor da metade do salário está fixada em 9%, dividida em pensão e na assistência médica do funcionalismo.

Mota salientou que durante a sua gestão no IPE foi mantida a assistência médica aos servidores, extinta em outros estados para viabilizar o pagamento das pensões.


Guaíba
Mais de uma centena de repórteres, correspondentes, apresentadores e convidados, além de redatores, produtores e técnicos estarão trabalhando na cobertura das eleições 2002 pela Rádio Guaíba AM 720. A programação especial começará à 1h de domingo, com o 'Esperando as Eleições', e seguirá até as 6h de segunda-feira, com informações sobre a disputa e a apuração.


Rede
As emissoras interessadas em participar da Grande Rede Guaíba das Eleições 2002, no domingo, podem obter informações por meio do telefone (51) 3215-6323, pelo fax (51) 3215-6323 ou pelo e-mail [email protected]. Os interessados devem entrar em contato com Silvio Almeida. A Rádio Guaíba terá correspondentes em todas as capitais do país.


Tropas federais garantirão eleições no Rio de Janeiro
As Forças Armadas irão garantir a realização das eleições domingo no Rio. O envio das tropas federais foi formalizado com a aprovação do pedido, por unanimidade, no Tribunal Superior Eleitoral, ontem em Brasília. O presidente Fernando Henrique Cardoso garantiu, por meio do seu porta-voz Alexandre Parola, que serão dadas todas as condições para assegurar a tranqüilidade e a segurança durante a votação. Conforme Parola, o presidente considera o assunto solucionado.


Site de Serra troca ataques por mobilização
Nada de jingles provocadores nem dos ataques que marcaram o site oficial do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. A trégua definida ontem pelos marqueteiros como tática para o último debate na televisão antes do 1º turno se espalhou pela campanha eletrônica do governista. Até uma semana atrás, a manchete do www.joseserra.com.br chegou a dar mais espaço a críticas ao adversário Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, do que à maratona de Serra atrás de eleitores pelo país. Com o fim do horário gratuito, a Internet virou uma das poucas janelas para deslanchar a mobilização por votos.

O recuo é admitido pela coordenação do site, que teve até setembro quase 1 milhão de visitantes. No mês passado, a equipe registrou 20 mil mensagens, a maioria de usuários de São Paulo, Minas e Rio. Ontem, a página reproduziu matéria indicando a linha de discussão dos planos de governo, como a meta de gerar 8 milhões de empregos. 'O foco agora são os indecisos', confirmou Jean Boechat, coordenador da campanha do PSDB na Internet. Músicas feitas para atacar Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, ex-inimigo na briga pela vaga ao 2º turno, desapareceram. Boechat justificou que os jingles cumpriram a função. Hoje, mesmo as composições feitas para criticar o PT e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva têm chamadas internas discretas. Os tucanos direcionaram manchetes e notícias à ação dos militantes e à contagem regressiva até domingo. Foi criado o Pelotão 45 On-line, que reuniu 6 mil colaboradores pelo país.


Artigos

As eleições e a alta do dólar
Duilio de Avila Bêrni

O preço do dólar americano no Brasil é uma variável ascendente, qualquer que seja o horizonte de tempo selecionado. Também chamado de taxa de câmbio, esse preço está na raiz de diversos movimentos econômicos. Numa situação ideal, a combi nação taxa de juros'taxa de câmbio deverá fazer com que o balanço de pagamentos alcance o equilíbrio, prescindindo de entradas ou saídas de capitais compensatórios. Em condições normais, as próprias condições do comércio internacional encarregam-se de dificultar o alcance dessa posição de equilíbrio. Nesse caso, a taxa de câmbio é o elemento que, ao se ajustar, permite ajustes nos movimentos dos capitais compensatórios.

Todavia, existem outros fatores que influem sobre o preço da moeda estrangeira, sendo os mais importantes tanto o crescimento dos preços locais relativamente aos internacionais quanto os correspondentes movimentos na produtividade. O câmbio brasileiro deve elevar-se, pois a inflação brasileira é mais elevada do que a americana. O mesmo deve ocorrer em virtude do crescimento da produtividade da economia brasileira, que é tradicionalmente inferior ao da americana.

Esses são fatores que auxiliam a explicar por que a cotação do dólar americano do final do ano de 1994 não se manteve até os dias atuais. Com uma inflação longe de ser considerada domesticada e com ganhos de produtividade bastante modestos, o Brasil tem sido derrotado pelo embate cambial. A situação cambial brasileira nos dias que correm, todavia, distancia-se dos movimentos de mercadorias e capitais que são os tradicionais responsáveis pelo nível da taxa de câmbio. Ela tem uma causa que emana de variáveis cujo nível tem determinação alheia ao mercado.

As eleições presidenciais e a conseqüente possibilidade de mudanças radicais na forma de o governo brasileiro interferir na economia tem feito com que turbulências ocasionais venham se transformando em verdadeiros furacões. Passadas as eleições, o novo governo deverá conquistar a confiança da sociedade e dos foros internacionais. Assim poderá serenar a especulação que hoje se observa nos mercados cambiais. Nesse momento, ver-se-á que as fragilidades apresentadas pela economia brasileira em seu setor externo estarão refletidas numa taxa de câmbio substancialmente mais elevada do que aquela que vigorava quando do início da turbulência.


Colunistas

PANORAMA POLÍTICO - A. Burd

O SHOW NÃO PODE PARAR
1) Os candidatos à Presidência, ontem à noite, fizeram debate civilizado. Nada mais do que isso; 2) questões vitais foram abordados na forma conhecida como vôo de pássaro, sem pousar neles; 3) a brilhatura pessoal se sobrepõe a tudo nessas ocasiões. Os marqueteiros pretendem que os eleitores julguem o desempenho de atores e não de candidatos que querem assumir destinos do país; 4) o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva fez o PT superar o trauma de 1989, quando Fernando Collor o superou à base da artimanha e agressividade. À tarde, assessores do comando petista estavam em evidente estado de nervosismo; 5) permanece nebulosa a forma como o vencedor comporá forças no Congresso e manterá estabilidade econômica.

MUDOU
1) Candidatos, talvez para driblar o forte nervosismo, abusaram ontem das ironias. 2) Descanso de Lula 4a-feira e ontem teve motivo. Em 1989, chegou cansado e com sono atrasado ao estúdio de TV.

FORMA SILENCIOSA
A dois dias das eleições, entende-se que quem fez, fez. Quem não fez, não fará mais. Mesmo assim, os militantes agirão em silêncio em busca dos votos indefinidos. Mesmo com o risco de serem presos.

ÚLTIMAS CENAS
1) Os candidatos ao governo do Estado invadiram ontem, no encerramento do horário eleitoral na TV, a maioria dos espaços destinados aos deputados. Fiéis ao princípio 'tempo é ouro'; 2) as mensagens dos presidenciáveis buscaram tocar os coração dos eleitores, mostrando imagens de campanha; 3) a propaganda eleitoral em rádio precisa ser repensada para as próximas eleições. Como está agora, fica inaudível.

LADO A LADO
O candidato a vice Antônio Hohlfeldt dormirá sábado no seu sítio de Nova Petrópolis. Domingo pela manhã, acompanhará o voto do candidato Germano Rigotto. Depois, virão a Porto Alegre. Hohlfeldt votará em escola do IAPI, bairro onde nasceu.

QUEM DECIDE
Institutos de pesquisa identificam: a eleição presidencial está nas mãos dos indecisos, cujo perfil é definido. Têm mais de 45 anos, maioria mulheres e estão concentrados nas regiões Sul e Nordeste do país.

VELHO TEMOR
Opinião do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo: 'Lula tem dado mostras, nos últimos anos, de que tem muito controle sobre o PT e seus correligionários'. Referência sem rodeio a grupos que, por anos, os empresários temeram. Agora, querem maneirar.

SÓ FALTA VONTADE
A reforma política só não sairá se não quiserem: os cinco maiores partidos elegerão 80% da Câmara.

PARA DENUNCIAR
O Cpers de Alegrete explica a apreensão de material em sua sede por ordem da Justiça Eleitoral: 'Temos o dever de denunciar as situações que venham a lesar o trabalhador. Diante da trágica situação econômica da classe, cabe-nos a função de divulgar situações que possibilitem a retirada dos nossos direitos'.

DO LEITOR
Jairo Dechtiar: 'O consulado-geral do Brasil em Boston nada faz para que os brasileiros residentes nesta região possam votar na eleição presidencial. Houve apenas promessa e depois se soube que o cadastramento nem está na lista dos serviços do consulado. Que fique claro: tenho título eleitoral e quero votar'.

APARTES
Testemunhas juram: presidente do PT, José Dirceu, saiu do Palácio da Alvorada, 4a-feira, às 23h. Teria ido só para jogar conversa fora.

Lamento de tucanos gaúchos: faltou um trator tipo Sérgio Motta para derrubar as barreiras na campanha.

Nome mais cotado ontem para o Ministério da Fazenda, seja qual for o eleito: Luiz Gonzaga Beluzzo.

Na 1ª semana de janeiro, FHC irá a Nova Iorque e não só para turismo.

Nos nove meses deste ano, inflação argentina chegou a 39,7%

Revista inglesa The Economist traz foto de Lula na edição desta semana.

Tropas federais domingo no Rio de Janeiro e não será para votar.

Espaço Aberto volta hoje, às 13h15min, na Rádio Guaíba. Equipe do TRE vai tirar todas as dúvidas.

Deu no jornal: 'Brizola diz que só desiste se Ciro concordar'. Pois quantas mesuras e salamaleques.

Outra: 'Ex-ministro Cavallo elogia Lula'. Esse páreo é duro para o PT.


Editorial

A TRANSIÇÃO ORGANIZADA

A transição de governo é sempre um momento delicado, na medida em que peças importantes da administração em véspera de se encerrar têm o dever de facilitar o acesso dos principais homens do primeiro escalão do futuro governante às informações indispensáveis sobre o funcionamento da máquina administrativa. Pois agora, pela primeira vez em nossa história e por iniciativa do presidente Fernando Henrique Cardoso, seu substituto, que será escolhido pelo eleitorado este mês, encontrará uma estrutura montada especialmente para o chamado período de transição. Período esse que vai da proclamação do presidente eleito até o momento da sua posse, pouco mais de dois meses depois. Coube à Casa Civil da Presidência da República adotar as providências para que o país assista à primeira transição organizada e planejada com total disponibilização de dados de tudo o que foi feito nos oito anos do atual governo.
Não apenas um amplo local para o trabalho da equipe designada pelo futuro presidente está sendo preparado, como um moderno sistema de informática facilitará o acesso às informações sobre os diferentes ministérios. Contarão também os integrantes da equipe que vai trabalhar na transição por designação do presidente eleito com remuneração por conta da União de 50 cargos comissionados. O modelo adotado na chamada transição organizada foi inspirado no sistema dos Estados Unidos, presidencialista como o do Brasil.

Não se trata apenas, contudo, de um propósito de convencer os investidores internacionais de que a democracia brasileira está consolidada, tanto que a transição de governo pode ser realizada com a máxima transparência, como, e principalmente, evitar os inconvenientes da descontinuidade, fator que contribuiu em transições anteriores para uma espécie de redução da atividade administrativa após a posse do presidente eleito. O período servirá também para que os principais assessores do futuro governo para a área econômica, hoje de excepcional importância face à globalização, se situem, com relativa antecedência, sobre as principais questões e problemas com que se defrontarão a partir de janeiro do próximo ano.


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10/04/2002


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