Tarso muda de idéia, e prévias saem em março



 






Tarso muda de idéia, e prévias saem em março
Encontro do PT no sábado serviu para avaliar os resultados da pesquisa e marcar para 17 de março a data das prévias

O prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, refuta qualquer abatimento quanto a possíveis resultados negativos da pesquisa encomendada pelo PT ao Ibope, na qual teria ficado atrás do governador Olívio Dutra na disputa eleitoral ao Palácio Piratini.

Durante o encontro realizado sábado pelo PT, Tarso mudou o discurso e afirmou que “quem se basear nas pesquisas entrará numa fria” e anunciou que é pré-candidato ao governo do Estado e vai disputar prévias do PT com Olívio.


Falta pouco para fechar aliança.
O pré-candidato do PDT ao governo do Estado, vereador José Fortunati, teve novo encontro no final de semana com o senador Pedro Simon (PMDB). De acordo com o vereador, a visita foi promissora. Fortunati destacou que “a iniciativa surgiu porque PDT e PMDB já estão negociando em nível nacional e isso pode se concretizar também regionalmente”.

O vereador revelou que “Simon está certo da vitória nas prévias do PMDB para escolher o candidato à presidência da República, depois do apoio recebido em São Paulo”, e, segundo ele, quer fechar a aliança com o PDT. O lançamento da candidatura do senador, na quinta-feira, reuniu mais 600 pessoas na capital paulista.


Britto ironiza, agradecendo ao
PT por ter pago pela pesquisa.

Mesmo mantendo sua posição de não assumir, uma candidatura ao governo estadual, o ex-governador Antônio Britto aproveitou a pesquisa encomendada pelo PT ao lbope, destinada a analisar o desempenho dos candidatos a governador em outubro, para fazer urna ironia. Britto agradeceu ao PT “porque, como o PPS não tem dinheiro para contratar Ibope, nos valemos do dinheiro do PT para saber mais sobre a sucessão no Estado e o meu desempenho".


FHC se diz horrorizado com crueldade do crime
Ministério da Justiça prepara medida provisória que permitirá à Polícia Federal investigar os crimes de seqüestro

O presidente Fernando Henrique Cardoso se disse horrorizado pela crueldade do crime cometido contra o prefeito de Santo André, Celso Daniel. Ele disse que a violência em São Paulo passou de todos os limites. FH apoiou o que disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que se trata de uma verdadeira guerra contra o crime organizado.

Ele disse ainda que é preciso ser intolerante com a corrupção na polícia e que é inaceitável o que tem acontecido em São Paulo. Mas fez questão de afirmar que não é um problema exclusivo do estado.

O presidente disse esperar que o crime não seja político. Caso contrário, para Fernando Henrique, seria a demonstração da transferência do crime organizado para dentro da política. Segundo o presidente, a população precisa contar com a ajuda da polícia. Ele também lamentou pela família do prefeito Celso Daniel: "É Preciso impedir que se continue nessa avalanche de crimes", acrescentou Fernando Henrique.


Zé Dirceu: crime e de natureza política.
O presidente nacional do PT, José Dirceu, disse que o seu partido vai considerar o assassinato de Celso Daniel como de natureza política."Eu e o Lula (presidente de honra do PT) vamos dizer isso ao presidente da República, que nós vamos nos comportar como se houvesse complô político contra o PT.

E vamos tomar todas as medidas políticas que sejam permitidas", destacou durante sua fala para cerca de 6 mil pessoas reunidas nesta tarde no ato ecumênico pela paz, realizado no Paço Municipal de Santo André.


Editorial

CONTAS EXTERNAS E CRESCIMENTO

No ano passado ficou evidenciada a enorme vulnerabilidade externa do Brasil. Os maiores impactos sofridos pelo País foram conseqüência de problemas relativos às contas externas. Houve a redução de investimentos externos diretos, devido à desaceleração global, competição menos intensa pelas concessões, além do gradativo esgotamento do processo de privatizações.

A deterioração das contas externas levou o câmbio a maiores oscilações e ocasionou um recuo no crescimento. Quanto maior o desequilíbrio das contas externas, menor o crescimento econômico. Por isso os economistas enfatizam a necessidade de melhorar a situação das contas externas brasileiras, apontando que o ajuste tem de ser prioridade do governo.

Se comparadas às existentes no final de 2001, as perspectivas para o setor externo estão bem melhores em 2002. A evolução positiva se dá através da tendência ascendente da balança comercial, e descendente do déficit em conta corrente. Para que o ajuste se dê por completo é necessário que a economia volte a crescer forma sustentada. O que está acontecendo, agora, é que a desaceleração econômica, proporcionando a queda das importações, contribui para o atual superávit comercial. Um ajuste permanente da balança deve ocorrer através de um conjunto de fatores: câmbio, medidas político-administrativas e investimentos. As iniciativas do governo, nesse sentido, são importantes mas insuficientes, medida em que visam estimular as exportações, mas nenhuma foca diretamente investimento voltado às exportações. Só a implantação de medidas de estímulo permanente levarão ao aumento da capacidade produtiva nacional e, conseqüentemente, a desenvolvimento econômico.


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01/21/2002


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